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Mauá paga por serviço que deveria ser da Suzantur

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura mantém contrato com PK9 para bilhetagem eletrônica, mas edital exige sistema da empresa


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

20/11/2015 | 07:00


A PK9 Tecnologia e Serviços Ltda continuou contratada pela Prefeitura de Mauá para prestar serviço de bilhetagem eletrônica mesmo depois do encerramento da licitação do transporte público de 2014, que exigia da vencedora instituir e administrar remodelada estrutura de cobrança digital.

Dados do Portal da Transparência mostram que o governo de Mauá empenhou receita no dia 5 de janeiro e no dia 28 de maio deste ano, com a Suzantur, empresa que triunfou no certame, já operando na cidade. São dois pagamentos reservados à PK9, que totalizam R$ 3,1 milhões (um de R$ 1,92 milhão e outro de R$ 1,2 milhão).

O anexo 13 do edital exige da concessionária, no caso a Suzantur, que ela é que deve apresentar “solução segura e confiável para o sistema de bilhetagem automática. “A licitante vencedora deverá utilizar os softwares e todos os equipamentos necessários ao bom funcionamento do sistema de bilhetagem eletrônica em operação no sistema de transporte coletivo no município de Mauá”, adiciona a Secretaria de Mobilidade Urbana na formatação das regras do processo licitatório.

Na prática, a Suzantur poderia subcontratar empresa para implementar o sistema de bilhetagem eletrônica, desde que arcasse com esses custos. Mas, conforme dados do Portal da Transparência, é a Prefeitura que deposita para a PK9 fazer um serviço concedido à Suzantur.

No site da administração mauaense, os pagamentos à PK9 são descritos para “aditamento contratual referente à contratação de empresa para venda de créditos e cartões eletrônicos, gerenciamento e repartição da receita do sistema de transporte coletivo municipal”. Ainda no portal, a empresa tem a receber do Paço de Mauá – dos R$ 3,1 milhões lançados no sistema neste ano, R$ 2,4 milhões foram depositados à firma.

Procurada pela equipe do Diário, a Prefeitura informou que não seria possível elucidar o caso porque a pessoa responsável pela área estava em agenda externa.

A Suzantur, cujo dono é Claudinei Brogliato, chegou a Mauá por meio de polêmico contrato emergencial, em 2013. À época, a administração municipal rompeu convênio com as antigas operadoras do sistema, a Viação Cidade de Mauá e a Leblon, acusando-as de invasão justamente na estrutura digital de bilhetagem.

O descredenciamento das companhias fez com que o Paço lançasse licitação para admitir concessionária do transporte público, concorrência essa vencida pela Suzantur por R$ 6,2 milhões por dez anos – período prorrogável por mais uma década.

Na semana passada, Brogliato virou procurador da Expresso Guarará, uma das operadoras de ônibus em Santo André. O dono da Suzantur foi contratado pela Guarará para solucionar impasse financeiro e jurídico da firma andreense, que tem dívida milionária com a SATrans, empresa pública que gere o transporte de Santo André. Também convive com apreensão de veículos por não conseguir honrar pagamento com o banco financiador dos carros.



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Mauá paga por serviço que deveria ser da Suzantur

Prefeitura mantém contrato com PK9 para bilhetagem eletrônica, mas edital exige sistema da empresa

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

20/11/2015 | 07:00


A PK9 Tecnologia e Serviços Ltda continuou contratada pela Prefeitura de Mauá para prestar serviço de bilhetagem eletrônica mesmo depois do encerramento da licitação do transporte público de 2014, que exigia da vencedora instituir e administrar remodelada estrutura de cobrança digital.

Dados do Portal da Transparência mostram que o governo de Mauá empenhou receita no dia 5 de janeiro e no dia 28 de maio deste ano, com a Suzantur, empresa que triunfou no certame, já operando na cidade. São dois pagamentos reservados à PK9, que totalizam R$ 3,1 milhões (um de R$ 1,92 milhão e outro de R$ 1,2 milhão).

O anexo 13 do edital exige da concessionária, no caso a Suzantur, que ela é que deve apresentar “solução segura e confiável para o sistema de bilhetagem automática. “A licitante vencedora deverá utilizar os softwares e todos os equipamentos necessários ao bom funcionamento do sistema de bilhetagem eletrônica em operação no sistema de transporte coletivo no município de Mauá”, adiciona a Secretaria de Mobilidade Urbana na formatação das regras do processo licitatório.

Na prática, a Suzantur poderia subcontratar empresa para implementar o sistema de bilhetagem eletrônica, desde que arcasse com esses custos. Mas, conforme dados do Portal da Transparência, é a Prefeitura que deposita para a PK9 fazer um serviço concedido à Suzantur.

No site da administração mauaense, os pagamentos à PK9 são descritos para “aditamento contratual referente à contratação de empresa para venda de créditos e cartões eletrônicos, gerenciamento e repartição da receita do sistema de transporte coletivo municipal”. Ainda no portal, a empresa tem a receber do Paço de Mauá – dos R$ 3,1 milhões lançados no sistema neste ano, R$ 2,4 milhões foram depositados à firma.

Procurada pela equipe do Diário, a Prefeitura informou que não seria possível elucidar o caso porque a pessoa responsável pela área estava em agenda externa.

A Suzantur, cujo dono é Claudinei Brogliato, chegou a Mauá por meio de polêmico contrato emergencial, em 2013. À época, a administração municipal rompeu convênio com as antigas operadoras do sistema, a Viação Cidade de Mauá e a Leblon, acusando-as de invasão justamente na estrutura digital de bilhetagem.

O descredenciamento das companhias fez com que o Paço lançasse licitação para admitir concessionária do transporte público, concorrência essa vencida pela Suzantur por R$ 6,2 milhões por dez anos – período prorrogável por mais uma década.

Na semana passada, Brogliato virou procurador da Expresso Guarará, uma das operadoras de ônibus em Santo André. O dono da Suzantur foi contratado pela Guarará para solucionar impasse financeiro e jurídico da firma andreense, que tem dívida milionária com a SATrans, empresa pública que gere o transporte de Santo André. Também convive com apreensão de veículos por não conseguir honrar pagamento com o banco financiador dos carros.

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