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Às vésperas do centenário de nascimento de dom Jorge


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

08/11/2015 | 07:00


“Quando daqui me levares, não deixem que morra nada do que aqui amei.”
Dom Jorge Marcos de Oliveira, em discurso na Câmara de Santo André, década de 1980

A Igreja do Grande ABC inicia, nesta semana, a celebração do centenário de nascimento do seu primeiro bispo, dom Jorge Marcos de Oliveira (Rio de Janeiro, 1915 – Santo André, 1989). No convite, em homenagem a ele, um jogo de palavras: ‘Celebrando um Dom’.

Na terça-feira, data exata em que dom Jorge nasceu, uma missa festiva será celebrada na Catedral do Carmo. Ali o bispo está sepultado. E ao longo do ano, vários eventos marcarão a efeméride.

Na verdade, o registro desta data especial já vem sendo realizado. O Informativo Diocesano deste ano é dedicado a dom Jorge. E todo dia 10, que é o dia do nascimento do bispo, um novo artigo é publicado no site da diocese focalizando a vida e obra do homenageado.

Dom Jorge fundou a Diocese de Santo André, hoje sexagenária. Destacou-se em todas as áreas. Criou um vínculo estreito com o Grande ABC. Tornou-se uma figura nacional pelas suas posições ao lado dos mais humildes, dos órfãos, das jovens mães abandonadas, dos trabalhadores. Renunciou ao comando da Diocese por causa da saúde debilitada, mas jamais se afastou da região, atuando até o final – é comentada até hoje a última reunião que ele e dom Claudio Hummes, seu sucessor, tiveram com os seminaristas.

Da sua obra destaca-se a Associação Menino Jesus. A entidade hoje assiste 80 crianças, no Centro Comunitário Dom Jorge Marcos de Oliveira, no Parque João Ramalho, em Santo André. E uma das finalidades da associação é conservar a memória de dom Jorge. À frente deste trabalho está irmã Maria Miele, que conviveu mais de perto com dom Jorge desde 1959 e até a morte do bispo, há 26 anos.

Semana passada, ao lado do atual presidente da Associação Lar Menino Jesus, padre Ademir Santos de Oliveira, gravamos um depoimento de irmã Maria. Ela nos acompanhará em Memória, relembrando aspectos da vida de dom Jorge, o seu cotidiano. “Ele via em cada criança assistida o próprio Cristo.”

Ação de graças pelo centenário de dom Jorge Marcos de Oliveira, presidida por dom Pedro Carlos Cipollini.

Data: terça-feira, 10 de novembro, às 19h30.
Catedral do Carmo, em Santo André.

Missa de Mozart pelo Coral Paulistano Mario de Andrade e Orquestra Camerata Paulistana – Fundação Teatro Municipal de São Paulo.
Uma revista comemorativa será distribuída aos presentes.

Uma pessoa admirável

Depoimento: irmã Maria Miele

É impossível a gente não lembrar dom Jorge aqui na casa que foi dele, no Lar Menino Jesus que ele criou, falando dos mesmos problemas sociais que ele tratou, de crianças, de pessoas carentes, de pessoas que queriam uma boa palavra, um sorriso.

Com todas as pessoas que a gente encontra, passando mensagens, tratando da campanha de sócios-contribuintes, a gente está sempre se alimentando com as mensagens dele.

O tempo passa. Muitos dos nossos amigos já se foram. A vida vai acolhendo um a um. Nós que aqui ficamos estamos cultivando a imagem dessa pessoa admirável que foi dom Jorge. Penso que a partir do dia 10 vamos falar muito mais dele.

NOTA

O primeiro contato de irmã Maria com dom Jorge foi quando da chegada do bispo a Santo André, em 1954. Ela tinha 16 anos. Foi uma das jovens a receber, ‘encantada’, o primeiro bispo da Diocese na Catedral do Carmo.

Em sua paróquia, a da Boa Viagem, em São Bernardo – atual basílica – irmã Maria fora da Cruzada Eucarística, depois da irmandade de Santa Teresinha, fundadora da 1ª Conferência Vicentina Feminina, seguindo nas trilhas do pai, Antonio Miele, ‘o fogueteiro’.

Participando das reuniões da Igreja, irmã Maria pode travar, aos poucos, um contato com dom Jorge. Mas veio a conhecê-lo mais de perto em 1959. Naquele ano deu-se a inauguração do pavilhão do Lar Menino Jesus, na Avenida dos Estados, ao lado da Garagem Municipal de Santo André. Mas esta é uma das muitas histórias que irmã Maria gravou conosco e que depois contaremos.

Rita Zincaglia

O nome da secretária eterna de São Bernardo será dado ao Centro de Especialidades Odontológicas (o terceiro CEO da cidade) que a Prefeitura inaugurará amanhã, às 16h, no Jardim Silvina: Rua Marquês de Barbacena, 95.

Diário há 30 anos

Sexta-feira, 8 de novembro de 1985 – ano 28, nº 5976

Manchete – Governo anuncia venda de 47 estatais

Ribeirão Pires – É definitivo o fechamento de cancela na estação, garante a Rede Ferroviária Federal.

Em 8 de novembro de...

1915 – João Elesbão Novaes, agricultor em Santa Cruz das Palmeiras, interior de São Paulo, visita Santo André.
A guerra. Do noticiário do Estadão: ‘Navio japonês afundado’.

1930 – México, Suécia e Tchecoslováquia reconhecem o novo governo brasileiro.
Preso Octavio Mangabeira, ministro de Relações Exteriores do governo deposto.
Assis Brasil aceita o Ministério da Agricultura.
Presidente deposto, Washington Luiz, e presidente eleito, Júlio Prestes, sofrem o banimento do País.

1970 – Inaugurado o calçamento das ruas Beta, Delta e Ilota, na Praia Vermelha, em Eldorado, Diadema.

Hoje

Dia Mundial do Urbanismo
Dia da Radiologia e do Radiologista

Santos do Dia

São Godofredo (França 1066 – 1115). Era comum ver os mendigos e leprosos participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com abrigo e esmolas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a elegê-lo bispo de Amiens.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza
Deodato
Bv. João Duns Escoto. 



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Às vésperas do centenário de nascimento de dom Jorge

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

08/11/2015 | 07:00


“Quando daqui me levares, não deixem que morra nada do que aqui amei.”
Dom Jorge Marcos de Oliveira, em discurso na Câmara de Santo André, década de 1980

A Igreja do Grande ABC inicia, nesta semana, a celebração do centenário de nascimento do seu primeiro bispo, dom Jorge Marcos de Oliveira (Rio de Janeiro, 1915 – Santo André, 1989). No convite, em homenagem a ele, um jogo de palavras: ‘Celebrando um Dom’.

Na terça-feira, data exata em que dom Jorge nasceu, uma missa festiva será celebrada na Catedral do Carmo. Ali o bispo está sepultado. E ao longo do ano, vários eventos marcarão a efeméride.

Na verdade, o registro desta data especial já vem sendo realizado. O Informativo Diocesano deste ano é dedicado a dom Jorge. E todo dia 10, que é o dia do nascimento do bispo, um novo artigo é publicado no site da diocese focalizando a vida e obra do homenageado.

Dom Jorge fundou a Diocese de Santo André, hoje sexagenária. Destacou-se em todas as áreas. Criou um vínculo estreito com o Grande ABC. Tornou-se uma figura nacional pelas suas posições ao lado dos mais humildes, dos órfãos, das jovens mães abandonadas, dos trabalhadores. Renunciou ao comando da Diocese por causa da saúde debilitada, mas jamais se afastou da região, atuando até o final – é comentada até hoje a última reunião que ele e dom Claudio Hummes, seu sucessor, tiveram com os seminaristas.

Da sua obra destaca-se a Associação Menino Jesus. A entidade hoje assiste 80 crianças, no Centro Comunitário Dom Jorge Marcos de Oliveira, no Parque João Ramalho, em Santo André. E uma das finalidades da associação é conservar a memória de dom Jorge. À frente deste trabalho está irmã Maria Miele, que conviveu mais de perto com dom Jorge desde 1959 e até a morte do bispo, há 26 anos.

Semana passada, ao lado do atual presidente da Associação Lar Menino Jesus, padre Ademir Santos de Oliveira, gravamos um depoimento de irmã Maria. Ela nos acompanhará em Memória, relembrando aspectos da vida de dom Jorge, o seu cotidiano. “Ele via em cada criança assistida o próprio Cristo.”

Ação de graças pelo centenário de dom Jorge Marcos de Oliveira, presidida por dom Pedro Carlos Cipollini.

Data: terça-feira, 10 de novembro, às 19h30.
Catedral do Carmo, em Santo André.

Missa de Mozart pelo Coral Paulistano Mario de Andrade e Orquestra Camerata Paulistana – Fundação Teatro Municipal de São Paulo.
Uma revista comemorativa será distribuída aos presentes.

Uma pessoa admirável

Depoimento: irmã Maria Miele

É impossível a gente não lembrar dom Jorge aqui na casa que foi dele, no Lar Menino Jesus que ele criou, falando dos mesmos problemas sociais que ele tratou, de crianças, de pessoas carentes, de pessoas que queriam uma boa palavra, um sorriso.

Com todas as pessoas que a gente encontra, passando mensagens, tratando da campanha de sócios-contribuintes, a gente está sempre se alimentando com as mensagens dele.

O tempo passa. Muitos dos nossos amigos já se foram. A vida vai acolhendo um a um. Nós que aqui ficamos estamos cultivando a imagem dessa pessoa admirável que foi dom Jorge. Penso que a partir do dia 10 vamos falar muito mais dele.

NOTA

O primeiro contato de irmã Maria com dom Jorge foi quando da chegada do bispo a Santo André, em 1954. Ela tinha 16 anos. Foi uma das jovens a receber, ‘encantada’, o primeiro bispo da Diocese na Catedral do Carmo.

Em sua paróquia, a da Boa Viagem, em São Bernardo – atual basílica – irmã Maria fora da Cruzada Eucarística, depois da irmandade de Santa Teresinha, fundadora da 1ª Conferência Vicentina Feminina, seguindo nas trilhas do pai, Antonio Miele, ‘o fogueteiro’.

Participando das reuniões da Igreja, irmã Maria pode travar, aos poucos, um contato com dom Jorge. Mas veio a conhecê-lo mais de perto em 1959. Naquele ano deu-se a inauguração do pavilhão do Lar Menino Jesus, na Avenida dos Estados, ao lado da Garagem Municipal de Santo André. Mas esta é uma das muitas histórias que irmã Maria gravou conosco e que depois contaremos.

Rita Zincaglia

O nome da secretária eterna de São Bernardo será dado ao Centro de Especialidades Odontológicas (o terceiro CEO da cidade) que a Prefeitura inaugurará amanhã, às 16h, no Jardim Silvina: Rua Marquês de Barbacena, 95.

Diário há 30 anos

Sexta-feira, 8 de novembro de 1985 – ano 28, nº 5976

Manchete – Governo anuncia venda de 47 estatais

Ribeirão Pires – É definitivo o fechamento de cancela na estação, garante a Rede Ferroviária Federal.

Em 8 de novembro de...

1915 – João Elesbão Novaes, agricultor em Santa Cruz das Palmeiras, interior de São Paulo, visita Santo André.
A guerra. Do noticiário do Estadão: ‘Navio japonês afundado’.

1930 – México, Suécia e Tchecoslováquia reconhecem o novo governo brasileiro.
Preso Octavio Mangabeira, ministro de Relações Exteriores do governo deposto.
Assis Brasil aceita o Ministério da Agricultura.
Presidente deposto, Washington Luiz, e presidente eleito, Júlio Prestes, sofrem o banimento do País.

1970 – Inaugurado o calçamento das ruas Beta, Delta e Ilota, na Praia Vermelha, em Eldorado, Diadema.

Hoje

Dia Mundial do Urbanismo
Dia da Radiologia e do Radiologista

Santos do Dia

São Godofredo (França 1066 – 1115). Era comum ver os mendigos e leprosos participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com abrigo e esmolas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a elegê-lo bispo de Amiens.
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