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Sucessão na Osesp é cautelosa



09/12/2008 | 07:00


A Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo deu largada há quase uma semana no processo de escolha de seu novo diretor artístico. Após uma conversa com os músicos, integrantes do conselho da fundação, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, encontram-se com o diretor artístico e executivo da Filarmônica de Londres Timothy Walker, o primeiro dos conselheiros internacionais contratados para auxiliar a entidade na busca por um novo diretor, necessidade surgida com o anúncio do maestro John Neschling, em junho deste ano, de que não pretende renovar seu contrato, que vai até 2010.

"Tem havido muitos boatos em torno de possíveis nomes para ocupar o posto", diz uma fonte ligada à direção da fundação, que prefere não ser identificada. "No entanto, não é essa a nossa primeira preocupação. O importante, agora, é discutir conceitualmente qual a função do diretor artístico e como deve ser feito o processo de escolha de um nome. Essa é a primeira vez que a fundação Osesp passa por esse processo. É, portanto, fundamental que nos cerquemos de experiências de outras orquestras e projetos na busca por um caminho próprio."

Em outras palavras, antes de escolher um nome, a fundação Osesp quer ter claro exatamente qual seria a sua função. São muitas as possibilidades, como a presença de um diretor artístico que não acumule a função de regente titular, por exemplo, o que acontece atualmente, dando poder grande de decisão ao maestro.

"Há muitas questões envolvidas. É preciso estudar, além das características do cargo, qual o papel, por exemplo, que os músicos ou mesmo a comunidade devem ter na escolha do maestro. Não se trata de mudar por mudar. Este é um momento de reflexão, de estudo, de análise de possibilidades e projetos de gestão."

Walker deixou São Paulo neste final de semana. Agora é aguardado outro conselheiro internacional, o norte-americano Henry Fogel, ex-diretor executivo da Sinfônica de Chicago e ex-presidente da Liga das Orquestras Sinfônicas Americanas, que esteve no Brasil no ano passado para conhecer o projeto Osesp.

A sucessão do maestro John Neschling transformou-se rapidamente no grande assunto da vida musical brasileira. Entre maestros se candidatando discretamente, ou às vezes nem tanto, ao cargo; boatos sobre a possível contratação de estrelas internacionais como Lorin Maazel e Daniel Barenboim; e declarações sobre concursos públicos feitas pelo secretário de Estado da Cultura João Sayad, havia ficado a dúvida sobre qual seria o processo de seleção do novo maestro.
Segundo a fonte ligada à orquestra, a expectativa é de que, em janeiro, o conselho já tenha uma idéia mais clara dos critérios a serem seguidos.

 



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Sucessão na Osesp é cautelosa


09/12/2008 | 07:00


A Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo deu largada há quase uma semana no processo de escolha de seu novo diretor artístico. Após uma conversa com os músicos, integrantes do conselho da fundação, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, encontram-se com o diretor artístico e executivo da Filarmônica de Londres Timothy Walker, o primeiro dos conselheiros internacionais contratados para auxiliar a entidade na busca por um novo diretor, necessidade surgida com o anúncio do maestro John Neschling, em junho deste ano, de que não pretende renovar seu contrato, que vai até 2010.

"Tem havido muitos boatos em torno de possíveis nomes para ocupar o posto", diz uma fonte ligada à direção da fundação, que prefere não ser identificada. "No entanto, não é essa a nossa primeira preocupação. O importante, agora, é discutir conceitualmente qual a função do diretor artístico e como deve ser feito o processo de escolha de um nome. Essa é a primeira vez que a fundação Osesp passa por esse processo. É, portanto, fundamental que nos cerquemos de experiências de outras orquestras e projetos na busca por um caminho próprio."

Em outras palavras, antes de escolher um nome, a fundação Osesp quer ter claro exatamente qual seria a sua função. São muitas as possibilidades, como a presença de um diretor artístico que não acumule a função de regente titular, por exemplo, o que acontece atualmente, dando poder grande de decisão ao maestro.

"Há muitas questões envolvidas. É preciso estudar, além das características do cargo, qual o papel, por exemplo, que os músicos ou mesmo a comunidade devem ter na escolha do maestro. Não se trata de mudar por mudar. Este é um momento de reflexão, de estudo, de análise de possibilidades e projetos de gestão."

Walker deixou São Paulo neste final de semana. Agora é aguardado outro conselheiro internacional, o norte-americano Henry Fogel, ex-diretor executivo da Sinfônica de Chicago e ex-presidente da Liga das Orquestras Sinfônicas Americanas, que esteve no Brasil no ano passado para conhecer o projeto Osesp.

A sucessão do maestro John Neschling transformou-se rapidamente no grande assunto da vida musical brasileira. Entre maestros se candidatando discretamente, ou às vezes nem tanto, ao cargo; boatos sobre a possível contratação de estrelas internacionais como Lorin Maazel e Daniel Barenboim; e declarações sobre concursos públicos feitas pelo secretário de Estado da Cultura João Sayad, havia ficado a dúvida sobre qual seria o processo de seleção do novo maestro.
Segundo a fonte ligada à orquestra, a expectativa é de que, em janeiro, o conselho já tenha uma idéia mais clara dos critérios a serem seguidos.

 

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