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O aquecimento global e as enchentes

Chuva alagando importantes avenidas da metrópole, pessoas ilhadas e veículos praticamente submersos.


Cristina Baddini

20/03/2009 | 00:00


Chuva alagando importantes avenidas da metrópole, pessoas ilhadas e veículos praticamente submersos. São Paulo e cidades do Grande ABC atingidas pela tempestade. Os rios Ipiranga e Tamanduateí, além do Ribeirão dos Meninos, transbordando e alagando várias ruas e avenidas. O trânsito travado na Capital e a circulação de trens interrompida. Debaixo d'água, o Centro de São Bernardo ficou duas horas sem luz. A Via Anchieta totalmente bloqueada nos dois sentidos na altura do Km 13 em função do transbordamento do Ribeirão dos Couros. A Avenida do Estado cheia com vários carros cobertos pela água. Caos urbano. Morte e medo. A pergunta que nos vem à cabeça é por que isto aconteceu? De quem é a culpa? O que pode ser feito?

Efeito estufa e as mudanças climáticas

Algumas importantes mudanças ambientais têm sido observadas e o aquecimento global vem sendo apontado como agente causador. Os verões estão cada vez mais quentes, as tempestades mais fortes e perigosas, com enchentes e muita destruição. O aquecimento traz ainda outras consequências desastrosas para o planeta como, por exemplo, a elevação do nível dos oceanos, o derretimento das geleiras, furacões, secas, inundações mais intensas, muitos raios e doenças das mais variadas. A queima de combustíveis fósseis é o que mais contribui para aumentar a concentração natural dos gases emitidos. O chamado efeito estufa proporciona efeitos similares aos que sofremos esta semana na Grande São Paulo. Atualmente o tráfego urbano motorizado é o maior problema ambiental da Grande São Paulo.

Resíduos sólidos

Alguns atribuem ao lixo produzido pela população e dispensado de forma errada como fator causador dos alagamentos junto com a infraestrutura precária. As práticas de gestão e de resíduos sólidos urbanos e industriais precisam ser revistas. Embora a sustentabilidade e a preocupação ambiental tenham avançado nos últimos anos, ainda enfrentamos desafios como o baixo percentual de reciclagem que é de 12% enquanto na Alemanha chega a 57%.

E o que nós podemos fazer? Possuir e consumir tudo do jeito que sempre foi feito é caminhar em direção contrária à proposta de sustentabilidade do planeta. Quanto mais possuímos produtos e bens descartáveis, mais lixo produzimos e o problema da destinação de todo este lixo passa da esfera da sociedade para a responsabilidade dos gestores públicos.

Ações e propostas

A tomada de consciência sobre a questão ambiental, assim como a adoção de comportamentos mais participativos é uma prioridade. É necessária uma redução drástica das emissões de gases na Grande São Paulo. Os governos devem regular e fiscalizar eficientemente. As prefeituras devem se preocupar tanto com ações mais simples como a limpeza regular dos bueiros, as rotas dos caminhões de lixo que além de derrubarem chorume nas vias, também correm, matam e atropelam, para poder acreditar que estes governos podem implementar grandes projetos ambientalmente corretos. O transporte coletivo tem de ser priorizado. Transporte bom e barato. As organizações da sociedade civil devem se engajar e nós todos devemos rever nossas posturas urbanas. Difícil, mas não impossível.



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