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Simão quer reabertura de processo contra Manoel Lopes por assédio

Andréa Iseki Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

08/06/2016 | 07:00


O vereador Luiz Alfredo dos Santos Simão (PTdoB) pediu que a Câmara de Mauá reabra processo interno contra o oposicionista Manoel Lopes (DEM) por quebra de decoro parlamentar. Em 2013, o democrata foi acusado de assédio por uma auxiliar de limpeza da Casa, mas a denúncia foi arquivada pelos parlamentares. Manoel nega as acusações.

Oficialmente, Simão cita o caso do estupro coletivo de adolescente no Rio de Janeiro para justificar o pedido de reabertura da sindicância. Nos bastidores da Câmara, porém, a informação que circulava era a de que Simão teria ficado irritado com vazamento de informação de que entidade da qual é presidente, a Associação dos Criadores de Pássaros de Mauá, seria beneficiária irregular de terreno da Prefeitura. Simão teria responsabilizado Manoel pela denúncia e, como retaliação, decidiu desenterrar a polêmica envolvendo o colega.

Simão negou que haja motivação política do pedido. “Não tenho nada contra o Manoel. Agora, a gente não pode conviver com uma situação em que (a funcionária) continua limpando o chão para essa pessoa passar”, justificou o parlamentar. Ao término da sessão, formalizou o pedido na secretaria da Câmara.

Presidente do Legislativo, Marcelo Oliveira (PT) prometeu que atenderá ao pedido de Simão para reabrir processo. O petista evitou cravar possíveis punições a Manoel. “Esse processo foi arquivado pela mesa diretora na gestão passada. Agora está na minha mão, enquanto presidente, a reabertura do inquérito. O que tiver de ser feito eu vou fazer, seguindo o regimento interno.”

O caso foi denunciado pela auxiliar de limpeza Raquel Paula de Miranda, que registrou BO (Boletim de Ocorrência) e processou Manoel nas esferas cível e criminal. Na época, o caso foi arquivado pela Câmara, sob a gestão de Paulo Suares (PT). Às autoridades, a servidora relatou que o parlamentar lhe deu “chupão de orelha”. O Diário apurou que, na ação penal, a Justiça de Mauá absolveu o parlamentar, mas a servidora recorreu da decisão. O processo tramita em sigilo.

Manoel evitou falar sobre o caso. “Eu vou negar até o fim. Vou falar o quê? Se cumprimentar uma funcionária com beijo no rosto é proibido...”, disse.

Caso a sindicância seja reaberta, cinco servidores serão indicados para acompanhar o processo interno. 



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