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Ataque israelense mata líder do Hamas


Do Diário OnLine
Com Agências

23/07/2002 | 08:50


O ataque israelense ocorrido na noite de segunda-feira na Faixa de Gaza matou o chefe do braço armado do movimento islâmico radical Hamas. O número total de pessoas mortas no bombardeio, feito por um caça F-16, na Faixa de Gaza, subiu para 15, entre elas oito crianças. Um míssil destruiu cinco casas e um hangar de um bairro popular de Gaza, onde moravam dezenas de famílias. Segundo os médicos, 140 ficaram feridos, dez em estado grave.

Salah Chehade, 50 anos, chefe e fundador do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedin al-Qassam, era o alvo do ataque, segundo o exército israelense. Ele era liderava a lista de terroristas mais procurados pelo premiê Ariel Sharon. A esposa e a filha de Chehade também morreram, bem como seu guarda-costas, Zaher Nassar. Entre os mortos também estão um bebê de dois meses e cinco crianças de menos de cinco anos de idade.

Sharon e seu ministro da Defesa, Binyamin Ben Eliezer, deram "pessoalmente" sua aprovação à operação, que tinha como objetivo a morte do chefe do Hamas. O premiê comemorou a ação, qualificando-a de "uma das operações de maior sucesso do exército", segundo a rádio militar. O ministro do Interior, Eli Yishai, membro do gabinete de segurança, declarou que um "erro" pode ter sido cometido na preparação do ataque, mas disse que isso era justificável.

Em várias localidades da Faixa de Gaza, palestinos saíram às ruas para protestar depois do ataque. Foram registrados confrontos armados com soldados israelenses em Rafah e Khan Yunes, nos quais dez palestinos ficaram feridos.

A direção palestina afirmou que o ataque israelense representava "um duro golpe aos esforços internacionais que tentam obter a retirada israelense e a volta às negociações".

O ministro da Informação palestino, Yasser Abed Rabbo, qualificou o ataque de "crime de guerra", enquanto que o principal conselheiro de Yasser Arafat, Nabil Abu Rudeina, denunciou a "matança" e afirmou que a Autoridade Palestina solicitará uma reunião do Conselho de Segurança da ONU esta terça-feira.

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, lamentou o ataque e ressaltou que "Israel tem a responsabilidade legal e moral de tomar todas as medidas possíveis para evitar a perda de vidas inocentes". Annan pediu para Israel se "comportar de acordo com o direito humanitário internacional".



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