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No Grande ABC, adesão é baixa


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

19/05/2010 | 07:00


O movimento grevista do Judiciário no Grande ABC não teve adesão conforme o esperado. Entre as sete cidades, São Bernardo aponta o maior número de funcionários parados: 40% deles. A média de Diadema também ronda esse percentual. Não há estatística oficial, mas nas demais cidades, menos de 20% dos servidores estariam parados.

Mesmo assim, segundo representantes da Assojuris (Associação dos Servidores do Poder Público do Estado de São Paulo) na região, Regiane Rocha e Cida Nunes, as sete cidades aderiram à greve. Apenas em São Caetano o número de funcionários que apoiam o movimento não passa de 15. Os demais municípios estão com lentidão de atendimento em todos os fóruns e algumas varas estão paralisadas.

A reportagem entrou em contato com a sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Bernardo, Diadema e Santo André. Todas afirmaram, por meio de seus funcionários, que advogados já contabilizam pequeno prejuízo e reclamam da paralisação de alguns processos, mesmo sendo movimento parcial.

A greve é um protesto a favor da reposição das perdas salariais, que corresponde a 20,16%. Esse percentual teve como base a somatória da defasagem salarial desde 2009 - lembrando que a data-base da categoria é em 1º de março, e foi fixada em 2004.

"Entramos em dissídio coletivo, porém quem vai julgar essa reposição é o próprio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ou seja, nosso ‘patrão'. Isso é injusto", afirma um funcionário do Judiciário há 40 anos, em São Bernardo.

A classe trabalhista aguarda o julgamento do dissídio coletivo que será analisado pelo órgão especial do tribunal, que ainda não tem data certa. Já foi feita audiência no dia 11, porém não houve conciliação.

O funcionário que coordena o ato em São Bernardo explica ainda que o protesto vai de encontro às supostas irregularidades cometidas pelo Tribunal de Justiça do Estado, que foram apuradas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Duas das acusações são referentes ao salário dos magistrados, que estariam recebendo o dobro do salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal ). A outra é que a remuneração de magistrados não pode ultrapassar o subsídio, em hipótese alguma.

"Enquanto eles recebem o que não deveriam, nós cobramos o que é nosso por direito. Não estamos atrás de reajuste salarial, mas sim da reposição das perdas inflacionárias e melhores condições de trabalho", conta o funcionário.

De acordo com a Assojuris, no Judiciário atualmente, tramitam milhões de processos, as varas estão sobrecarregadas, os espaços de trabalho estão desaparelhados e faltam mais de 15 mil funcionários.

Hoje, os funcionários do setor vão se reunir na Praça João Mendes, em São Paulo, às 13h. Organizadores do evento esperam cerca de 12 mil pessoas no ato. A categoria atuante no Interior (como Marília e Franca) e Baixada Santista também participará da assembléia.



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No Grande ABC, adesão é baixa

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

19/05/2010 | 07:00


O movimento grevista do Judiciário no Grande ABC não teve adesão conforme o esperado. Entre as sete cidades, São Bernardo aponta o maior número de funcionários parados: 40% deles. A média de Diadema também ronda esse percentual. Não há estatística oficial, mas nas demais cidades, menos de 20% dos servidores estariam parados.

Mesmo assim, segundo representantes da Assojuris (Associação dos Servidores do Poder Público do Estado de São Paulo) na região, Regiane Rocha e Cida Nunes, as sete cidades aderiram à greve. Apenas em São Caetano o número de funcionários que apoiam o movimento não passa de 15. Os demais municípios estão com lentidão de atendimento em todos os fóruns e algumas varas estão paralisadas.

A reportagem entrou em contato com a sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Bernardo, Diadema e Santo André. Todas afirmaram, por meio de seus funcionários, que advogados já contabilizam pequeno prejuízo e reclamam da paralisação de alguns processos, mesmo sendo movimento parcial.

A greve é um protesto a favor da reposição das perdas salariais, que corresponde a 20,16%. Esse percentual teve como base a somatória da defasagem salarial desde 2009 - lembrando que a data-base da categoria é em 1º de março, e foi fixada em 2004.

"Entramos em dissídio coletivo, porém quem vai julgar essa reposição é o próprio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ou seja, nosso ‘patrão'. Isso é injusto", afirma um funcionário do Judiciário há 40 anos, em São Bernardo.

A classe trabalhista aguarda o julgamento do dissídio coletivo que será analisado pelo órgão especial do tribunal, que ainda não tem data certa. Já foi feita audiência no dia 11, porém não houve conciliação.

O funcionário que coordena o ato em São Bernardo explica ainda que o protesto vai de encontro às supostas irregularidades cometidas pelo Tribunal de Justiça do Estado, que foram apuradas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Duas das acusações são referentes ao salário dos magistrados, que estariam recebendo o dobro do salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal ). A outra é que a remuneração de magistrados não pode ultrapassar o subsídio, em hipótese alguma.

"Enquanto eles recebem o que não deveriam, nós cobramos o que é nosso por direito. Não estamos atrás de reajuste salarial, mas sim da reposição das perdas inflacionárias e melhores condições de trabalho", conta o funcionário.

De acordo com a Assojuris, no Judiciário atualmente, tramitam milhões de processos, as varas estão sobrecarregadas, os espaços de trabalho estão desaparelhados e faltam mais de 15 mil funcionários.

Hoje, os funcionários do setor vão se reunir na Praça João Mendes, em São Paulo, às 13h. Organizadores do evento esperam cerca de 12 mil pessoas no ato. A categoria atuante no Interior (como Marília e Franca) e Baixada Santista também participará da assembléia.

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