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Tamarutaca briga por abastecimento de água


Ana Carolina Negrão
Especial para o Diário

03/05/2006 | 08:08


A falta de água causou confusão na favela Tamarutaca, em Santo André, na tarde de terça-feira. Funcionários do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) foram impedidos pelos moradores de fechar um buraco na rua Dois por causa de problemas com abastecimento. Desde sábado, o fornecimento foi interrompido em cinco ruas do bairro. Inclusive a escola de ensino infantil que fica no local está sem água. Os moradores afetados acreditam que o fato tem relação com a abertura do buraco, que teria sido feito há cinco dias para o conserto de um entupimento na rede de esgoto.

"Não temos água para beber, lavar louça, tomar banho e nem para fazer comida", contou a dona-de-casa Ana Paula Ferreira da Silva, 30 anos. "Só deixaremos a equipe sair depois que derem um jeito na falta d’água", disse a moradora da viela 11, uma das atingidas pela falta de água.

Sete homens da equipe de águas pluviais do Semasa foram ao local às 13h de terça-feira para fechar o buraco aberto para resolver o problema com esgoto. Mas tiveram de esperar outro grupo especializado para que fossem averiguadas as causas da falta d’água. Segundo um funcionário que não quis se identificar, foi um membro da equipe que ligou para a empresa pedindo a presença da equipe responsável pelo serviço. "Disseram que já estavam vindo, mas estamos esperando há mais de três horas. São quatro carros esperando para fazer o serviço de aterramento e liberar o trânsito na rua", relatou.

A moradora Ana Lúcia Ferreira Tavarez, 29 anos, afirma que ligou duas vezes para o Semasa desde que começou a faltar água. "A atendente me tratou muito mal, assim como a todos os moradores que ligaram. Eu disse que estava sem água e a ela respondeu que não tinha conhecimento e que estava tudo normal no bairro. Chegou a desligar o telefone na minha cara e na dos meus vizinhos", afirmou. Foi o caso da ajudante-geral Sandra Kaliny Nascimento, 29 anos, que ligou na última segunda-feira para a autarquia. "Disseram que estava tudo normal. Por ser feriado, informaram que tinha apenas uma equipe para atender a cidade toda", conta.

"Nem eu nem meus filhos temos mais roupas limpas. Para tomar banho, tenho que ir na casa de vizinhos. Na segunda-feira, um morador puxou um cano e cedeu água para todos os outros moradores", revela Vera Lúcia Souza, 28 anos. "Eles alegam que deve ser por causa de uma bolha de ar ou uma pedra na tubulação. Foi um funcionário do Semasa na minha casa porque ele não acreditava que estava faltando água. Abri a torneira várias vezes para ele ver que a gente não estava mentindo", conta a dona-de-casa Rose dos Santos, 25 anos, moradora da viela 10, atual rua Louveira.

O Semasa informou que o vazamento que causou a falta de água foi localizado e que já estão sendo tomadas as providências. De acordo com a moradora Ana Paula Ferreira da Silva, a empresa abriu outro buraco para que fosse religada a água. "A água está vindo sem pressão e com barro. Eles disseram que amanhã para dar uma solução definitiva para o problema."



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Tamarutaca briga por abastecimento de água

Ana Carolina Negrão
Especial para o Diário

03/05/2006 | 08:08


A falta de água causou confusão na favela Tamarutaca, em Santo André, na tarde de terça-feira. Funcionários do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) foram impedidos pelos moradores de fechar um buraco na rua Dois por causa de problemas com abastecimento. Desde sábado, o fornecimento foi interrompido em cinco ruas do bairro. Inclusive a escola de ensino infantil que fica no local está sem água. Os moradores afetados acreditam que o fato tem relação com a abertura do buraco, que teria sido feito há cinco dias para o conserto de um entupimento na rede de esgoto.

"Não temos água para beber, lavar louça, tomar banho e nem para fazer comida", contou a dona-de-casa Ana Paula Ferreira da Silva, 30 anos. "Só deixaremos a equipe sair depois que derem um jeito na falta d’água", disse a moradora da viela 11, uma das atingidas pela falta de água.

Sete homens da equipe de águas pluviais do Semasa foram ao local às 13h de terça-feira para fechar o buraco aberto para resolver o problema com esgoto. Mas tiveram de esperar outro grupo especializado para que fossem averiguadas as causas da falta d’água. Segundo um funcionário que não quis se identificar, foi um membro da equipe que ligou para a empresa pedindo a presença da equipe responsável pelo serviço. "Disseram que já estavam vindo, mas estamos esperando há mais de três horas. São quatro carros esperando para fazer o serviço de aterramento e liberar o trânsito na rua", relatou.

A moradora Ana Lúcia Ferreira Tavarez, 29 anos, afirma que ligou duas vezes para o Semasa desde que começou a faltar água. "A atendente me tratou muito mal, assim como a todos os moradores que ligaram. Eu disse que estava sem água e a ela respondeu que não tinha conhecimento e que estava tudo normal no bairro. Chegou a desligar o telefone na minha cara e na dos meus vizinhos", afirmou. Foi o caso da ajudante-geral Sandra Kaliny Nascimento, 29 anos, que ligou na última segunda-feira para a autarquia. "Disseram que estava tudo normal. Por ser feriado, informaram que tinha apenas uma equipe para atender a cidade toda", conta.

"Nem eu nem meus filhos temos mais roupas limpas. Para tomar banho, tenho que ir na casa de vizinhos. Na segunda-feira, um morador puxou um cano e cedeu água para todos os outros moradores", revela Vera Lúcia Souza, 28 anos. "Eles alegam que deve ser por causa de uma bolha de ar ou uma pedra na tubulação. Foi um funcionário do Semasa na minha casa porque ele não acreditava que estava faltando água. Abri a torneira várias vezes para ele ver que a gente não estava mentindo", conta a dona-de-casa Rose dos Santos, 25 anos, moradora da viela 10, atual rua Louveira.

O Semasa informou que o vazamento que causou a falta de água foi localizado e que já estão sendo tomadas as providências. De acordo com a moradora Ana Paula Ferreira da Silva, a empresa abriu outro buraco para que fosse religada a água. "A água está vindo sem pressão e com barro. Eles disseram que amanhã para dar uma solução definitiva para o problema."

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