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Evo Morales quer reunião com Lula para aumentar preço do gás


Da AFP

01/07/2006 | 19:57


O presidente boliviano, o socialista Evo Morales, anunciou neste sábado que quer uma reunião pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para negociar um novo preço do gás que a Bolívia exporta para o Brasil.

Morales informou que aproveitará a Cúpula do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), que acontece terça-feira em Caracas para oficializar a adesão da Venezuela ao bloco, para falar com o presidente brasileiro.

"Quero aproveitar a reunião de presidentes do Mercosul, que será realizada na Venezuela, para me reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de dois temas: a elevação do preço do gás e o aumento do volume de exportação para o Brasil", explicou.

Morales fez este anúncio na inauguração do processo de comercialização de hidrocarbonetos da estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), que após a nacionalização em 1º de maio será a principal empresa encarregada deste serviço no país.

Evo Morales também expressou sua confiança em uma resposta positiva de Lula, como aconteceu com os presidentes de Venezuela e Argentina, com os quais assinou acordos recentes que vão beneficiar a Bolívia.

"Depois de ter firmado acordos com Venezuela e Argentina, tenho confiança que o presidente Lula da Silva vai se somar ao processo de mudanças profundas e vai aumentar o preço do gás natural", acrescentou.

Com a Argentina, Morales assinou na quinta-feira um acordo que eleva o preço do gás natural de exportação para US$ 5 por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica), contra os 3,35 pagos até então, em um negócio que aumentará a receita da Bolívia em US$ 300 milhões ao ano.

Morales e seu colega argentino, Néstor Kirchner, assinaram o acordo que também implica um aumento de volume, de 7,7 milhões para 20 milhões de metros cúbicos diários.

A Bolívia esperar usar o acordo com a Argentina como base da negociação com o Brasil, embora o governo boliviano não tenha encontrado predisposição das autoridades brasileiras para negociar um aumento no volume de exportação.

O Brasil importa da Bolívia uma média de 25 milhões de metros cúbicos diários de gás natural e paga US$ 3,80 por milhão de BTU.



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Evo Morales quer reunião com Lula para aumentar preço do gás

Da AFP

01/07/2006 | 19:57


O presidente boliviano, o socialista Evo Morales, anunciou neste sábado que quer uma reunião pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para negociar um novo preço do gás que a Bolívia exporta para o Brasil.

Morales informou que aproveitará a Cúpula do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), que acontece terça-feira em Caracas para oficializar a adesão da Venezuela ao bloco, para falar com o presidente brasileiro.

"Quero aproveitar a reunião de presidentes do Mercosul, que será realizada na Venezuela, para me reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de dois temas: a elevação do preço do gás e o aumento do volume de exportação para o Brasil", explicou.

Morales fez este anúncio na inauguração do processo de comercialização de hidrocarbonetos da estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), que após a nacionalização em 1º de maio será a principal empresa encarregada deste serviço no país.

Evo Morales também expressou sua confiança em uma resposta positiva de Lula, como aconteceu com os presidentes de Venezuela e Argentina, com os quais assinou acordos recentes que vão beneficiar a Bolívia.

"Depois de ter firmado acordos com Venezuela e Argentina, tenho confiança que o presidente Lula da Silva vai se somar ao processo de mudanças profundas e vai aumentar o preço do gás natural", acrescentou.

Com a Argentina, Morales assinou na quinta-feira um acordo que eleva o preço do gás natural de exportação para US$ 5 por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica), contra os 3,35 pagos até então, em um negócio que aumentará a receita da Bolívia em US$ 300 milhões ao ano.

Morales e seu colega argentino, Néstor Kirchner, assinaram o acordo que também implica um aumento de volume, de 7,7 milhões para 20 milhões de metros cúbicos diários.

A Bolívia esperar usar o acordo com a Argentina como base da negociação com o Brasil, embora o governo boliviano não tenha encontrado predisposição das autoridades brasileiras para negociar um aumento no volume de exportação.

O Brasil importa da Bolívia uma média de 25 milhões de metros cúbicos diários de gás natural e paga US$ 3,80 por milhão de BTU.

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