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Tesoureiro ficou demonizado, diz Filippi, ao projetar candidatura

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

02/07/2017 | 07:23


“A função de tesoureiro ficou demonizada. Quero me defender publicamente e rebater todas as calúnias que agrediram a minha reputação”. A frase é do ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior (PT) e mostra qual a estratégia que ele pretende levar às ruas caso consiga efetivar sua candidatura a deputado federal o ano que vem.
Após sete anos e rejeitando todos os chamados do PT local, Filippi está decidido em disputar uma eleição novamente. Seu último pleito foi em 2010, quando conquistou a cadeira que agora pretende recuperar na Câmara Federal. À época recebeu 149.525 votos, muito do recall que tinha em Diadema por ter sido prefeito três vezes (entre 1993 e 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008). Até porque despendeu muito tempo como tesoureiro da campanha à Presidência da República de Dilma Rousseff (PT) naquele ano.
Foi justamente essa atuação estratégica na campanha petista que fez sua imagem política ficar desgastada. “Isso tudo gerou especulação, ruído, calúnias, ainda mais em cima de tesoureiro. Estou há dois anos sendo investigado. Até agora o Ministério Público (Federal) não ofereceu denúncia. Quando teve o início disso, houve impacto negativo, de fato foi real. Hoje vejo de forma inversa. As pessoas percebem que não tenho o que esconder. Todo agente público precisa estar aberto a qualquer tipo de controle e investigação. Fui 12 anos prefeito, isso era condição básica de qualquer agente público”, disse Filippi, em entrevista exclusiva ao Diário.
Delatores ouvidos pela força-tarefa da Operação Lava Jato afirmaram que Filippi recebeu dinheiro desviado da Petrobras. O petista chegou a prestar depoimento coercitivo no ano passado, durante uma das etapas da operação. Ele sempre negou as irregularidades. “Espero que defina logo. Se (os promotores) vão oferecer denúncia para eu saber do que sou acusado, porque não sei o que é. Delatores falaram coisas fantasiosas e mentirosas. Impossível de provar o que falam porque é mentira.”
Filippi tenta convencer o vereador Ronaldo Lacerda (PT) a desistir da intenção de ser candidato a deputado federal, dizendo que não há espaço para dois projetos do mesmo campo político na cidade. “Unidade não é unanimidade. Coloquei isso para o Ronaldo. Ronaldo se colocou de forma aberta. Vamos conversar entre nós. Não existe a possibilidade de os dois saírem candidato. Não vejo problema retirar e apoiar o outro.”
LULA
Um dos políticos da região com proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Filippi acredita na condenação do cacique petista por parte do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância. Porém crê na reversão da pena em segunda instância, no TRF (Tribunal Regional Federal). “Não tem como o juiz Moro recuar. Se absolver será execrados. Não tira o Lula da disputa presidencial (de 2018) porque vai caracterizar como uma ação política. Vai reverter no TRF. É motivo de incentivar minha pré-candidatura também. Lula candidato mobiliza o País.” 



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Tesoureiro ficou demonizado, diz Filippi, ao projetar candidatura

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

02/07/2017 | 07:23


“A função de tesoureiro ficou demonizada. Quero me defender publicamente e rebater todas as calúnias que agrediram a minha reputação”. A frase é do ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior (PT) e mostra qual a estratégia que ele pretende levar às ruas caso consiga efetivar sua candidatura a deputado federal o ano que vem.
Após sete anos e rejeitando todos os chamados do PT local, Filippi está decidido em disputar uma eleição novamente. Seu último pleito foi em 2010, quando conquistou a cadeira que agora pretende recuperar na Câmara Federal. À época recebeu 149.525 votos, muito do recall que tinha em Diadema por ter sido prefeito três vezes (entre 1993 e 1996, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008). Até porque despendeu muito tempo como tesoureiro da campanha à Presidência da República de Dilma Rousseff (PT) naquele ano.
Foi justamente essa atuação estratégica na campanha petista que fez sua imagem política ficar desgastada. “Isso tudo gerou especulação, ruído, calúnias, ainda mais em cima de tesoureiro. Estou há dois anos sendo investigado. Até agora o Ministério Público (Federal) não ofereceu denúncia. Quando teve o início disso, houve impacto negativo, de fato foi real. Hoje vejo de forma inversa. As pessoas percebem que não tenho o que esconder. Todo agente público precisa estar aberto a qualquer tipo de controle e investigação. Fui 12 anos prefeito, isso era condição básica de qualquer agente público”, disse Filippi, em entrevista exclusiva ao Diário.
Delatores ouvidos pela força-tarefa da Operação Lava Jato afirmaram que Filippi recebeu dinheiro desviado da Petrobras. O petista chegou a prestar depoimento coercitivo no ano passado, durante uma das etapas da operação. Ele sempre negou as irregularidades. “Espero que defina logo. Se (os promotores) vão oferecer denúncia para eu saber do que sou acusado, porque não sei o que é. Delatores falaram coisas fantasiosas e mentirosas. Impossível de provar o que falam porque é mentira.”
Filippi tenta convencer o vereador Ronaldo Lacerda (PT) a desistir da intenção de ser candidato a deputado federal, dizendo que não há espaço para dois projetos do mesmo campo político na cidade. “Unidade não é unanimidade. Coloquei isso para o Ronaldo. Ronaldo se colocou de forma aberta. Vamos conversar entre nós. Não existe a possibilidade de os dois saírem candidato. Não vejo problema retirar e apoiar o outro.”
LULA
Um dos políticos da região com proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Filippi acredita na condenação do cacique petista por parte do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância. Porém crê na reversão da pena em segunda instância, no TRF (Tribunal Regional Federal). “Não tem como o juiz Moro recuar. Se absolver será execrados. Não tira o Lula da disputa presidencial (de 2018) porque vai caracterizar como uma ação política. Vai reverter no TRF. É motivo de incentivar minha pré-candidatura também. Lula candidato mobiliza o País.” 

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