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Políticos da região defendem realização de eleições diretas

Prefeitos e deputados do Grande ABC lamentam escândalo envolvendo Temer e pedem antecipação do pleito de 2018


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

19/05/2017 | 07:00


Lideranças do Grande ABC ouvidas ontem pelo Diário lamentaram o escândalo envolvendo o presidente da República, Michel Temer (PMDB), que foi gravado por um dos donos da JBS, Joesley Batista, dando aval para suborno para pagar o silêncio do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso. A maioria dos políticos da região defendeu a antecipação das eleições diretas no Brasil, que ocorreriam apenas em 2018, bandeira já levantada por partidos de esquerda.

Há um consenso entre os prefeitos. Para eles, o aprofundamento da crise política afetará diretamente os municípios, que vinham tentando superar o impacto da crise econômica no País. “Agora que parecia que o País ia retomar o rumo das coisas, infelizmente surge mais um fato dessa gravidade”, comentou o chefe do Paço de Santo André, Paulo Serra (PSDB), ao emendar que o julgamento à classe política necessita de “separar o joio do trigo”.

Prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) avaliou que Temer “não tem mais condições de governar” e defendeu o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para assumir o Planalto até que se convoque novo pleito direto. “Defendo que o Congresso faça uma eleição indireta com o compromisso de antecipação das eleições gerais. O Brasil precisa de uma figura que tenha capacidade de atravessar esse período e o melhor nome para unir o País é o de FHC”, sugeriu.

José Auricchio Júnior (PSDB), chefe do Paço de São Caetano, também defendeu que FHC substitua Temer em caso de pleito indireto. “É preciso uma saída pacífica, consensual e por vias legais, que respeitem a nossa Constituição. A melhor saída, nesse caso, é devolver para o povo o direito de escolha”, avaliou.

Prefeito de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSB), defendeu que as denúncias sejam “esclarecidas”. Já Gabriel Maranhão (PSDB), prefeito de Rio Grande da Serra, foi o único a pregar que um congressista assuma o País até as eleições do ano que vem. “O caminho mais natural é eleição indireta, até porque não podemos fazer uma nova eleição de supetão. Convocar novo pleito requer um tempo. Tudo que é feito às pressas gera erros”, analisou.

CASO AÉCIO
Apoiadores do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial de 2014, tucanos da região evitaram atacar o correligionário, que foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley para bancar sua defesa nas investigações da Operação Lava Jato. “Estou decepcionado”, sintetizou Morando. “Se ele errou, tem de pagar”, disse Paulo Serra.

Lauro Michels (PV), de Diadema, e Atila Jacomussi (PSB), de Mauá, não retornaram aos contatos do Diário.

Em campos opostos durante o impeachment de Dilma, os deputados federais Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), e Alex Manente (PPS) agora convergem e pedem a saída de Temer do Palácio do Planalto.

“O simples fato de Temer receber pessoas investigadas no (Palácio do) Jaburu, na residência oficial da Presidência, já implica em algo grave”, avaliou Alex Manente. “Estamos entrando com mais de um processo de impeachment (contra Temer). Ao mesmo tempo, defendemos uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para que se façam eleições diretas porque esse Parlamento está contaminado e envenenado com posturas golpistas”, destacou Vicentinho. 



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Políticos da região defendem realização de eleições diretas

Prefeitos e deputados do Grande ABC lamentam escândalo envolvendo Temer e pedem antecipação do pleito de 2018

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

19/05/2017 | 07:00


Lideranças do Grande ABC ouvidas ontem pelo Diário lamentaram o escândalo envolvendo o presidente da República, Michel Temer (PMDB), que foi gravado por um dos donos da JBS, Joesley Batista, dando aval para suborno para pagar o silêncio do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso. A maioria dos políticos da região defendeu a antecipação das eleições diretas no Brasil, que ocorreriam apenas em 2018, bandeira já levantada por partidos de esquerda.

Há um consenso entre os prefeitos. Para eles, o aprofundamento da crise política afetará diretamente os municípios, que vinham tentando superar o impacto da crise econômica no País. “Agora que parecia que o País ia retomar o rumo das coisas, infelizmente surge mais um fato dessa gravidade”, comentou o chefe do Paço de Santo André, Paulo Serra (PSDB), ao emendar que o julgamento à classe política necessita de “separar o joio do trigo”.

Prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) avaliou que Temer “não tem mais condições de governar” e defendeu o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para assumir o Planalto até que se convoque novo pleito direto. “Defendo que o Congresso faça uma eleição indireta com o compromisso de antecipação das eleições gerais. O Brasil precisa de uma figura que tenha capacidade de atravessar esse período e o melhor nome para unir o País é o de FHC”, sugeriu.

José Auricchio Júnior (PSDB), chefe do Paço de São Caetano, também defendeu que FHC substitua Temer em caso de pleito indireto. “É preciso uma saída pacífica, consensual e por vias legais, que respeitem a nossa Constituição. A melhor saída, nesse caso, é devolver para o povo o direito de escolha”, avaliou.

Prefeito de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira (PSB), defendeu que as denúncias sejam “esclarecidas”. Já Gabriel Maranhão (PSDB), prefeito de Rio Grande da Serra, foi o único a pregar que um congressista assuma o País até as eleições do ano que vem. “O caminho mais natural é eleição indireta, até porque não podemos fazer uma nova eleição de supetão. Convocar novo pleito requer um tempo. Tudo que é feito às pressas gera erros”, analisou.

CASO AÉCIO
Apoiadores do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na eleição presidencial de 2014, tucanos da região evitaram atacar o correligionário, que foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley para bancar sua defesa nas investigações da Operação Lava Jato. “Estou decepcionado”, sintetizou Morando. “Se ele errou, tem de pagar”, disse Paulo Serra.

Lauro Michels (PV), de Diadema, e Atila Jacomussi (PSB), de Mauá, não retornaram aos contatos do Diário.

Em campos opostos durante o impeachment de Dilma, os deputados federais Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), e Alex Manente (PPS) agora convergem e pedem a saída de Temer do Palácio do Planalto.

“O simples fato de Temer receber pessoas investigadas no (Palácio do) Jaburu, na residência oficial da Presidência, já implica em algo grave”, avaliou Alex Manente. “Estamos entrando com mais de um processo de impeachment (contra Temer). Ao mesmo tempo, defendemos uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para que se façam eleições diretas porque esse Parlamento está contaminado e envenenado com posturas golpistas”, destacou Vicentinho. 

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