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Bebeto chega ao Sto.André e já assume o desafio


Nelson Cilo
Do Diário do Grande ABC

03/05/2006 | 08:29


O atacante Bebeto conseguiu mostrar no coletivo de terça-feira à tarde, no Bruno Daniel, que o Santo André achou, enfim, um matador capaz de consertar o principal estrago do esquema ofensivo de Ruy Scarpino: a falta de gols. Ou melhor: o clube já o conhecia do primeiro duelo contra o 15 de Novembro de Campo-RS, que aplicou 4 a 3 na Capital. O temível artilheiro marcou dois no Pacaembu, mas os gaúchos, eliminados em casa, não resistiram ao campeão da Copa do Brasil no confronto de volta no Sul. "O Santo André já havia me procurado antes, mas agora deu tudo certo. Tô feliz", jura o ex-carrasco do goleiro Júlio César (atualmente no Marília) e cia.

Terça-feira, o velocista Bebeto, ousado entre os zagueiros Júnior Paulista e Gabriel, atuou como se fosse um autêntico pivô no ataque dos reservas. No entanto, não se prendia lá na frente no momento que a versatilidade sugeria sucessivas deslocações pelas verticais. "É do jeito que eu gosto. O futebol de hoje te impõe muita movimentação. Isso também vale para os meias", recomenda.

Além de explorar bem as rápidas investidas, Bebeto expôs o perfil de um líder que não se cala em campo. Afinal, ele é de gritar, de orientar, de gesticular, de pedir a bola o tempo todo, de assumir a responsabilidade – exatamente como convém a um dos últimos colocados que persegue reabilitação urgente na Série B do Brasileiro. O próximo desafio é o Ceará, às 20h30 de sexta-feira, no Castelão. Em seguida, encara o Paysandu (o estádio terá os portões fechados), em Belém do Pará, na terça-feira. "Fisicamente, talvez falte um pouco, mas estou à disposição do professor", avisou Bebeto, como se quisesse mandar um recado bem direto ao chefe. "Vou analisá-lo atentamente no coletivo de amanhã (nesta quarta-feira). Também quero ouvir a palavra do meu preparador físico (Júnior Cova)", disse Ruy Scarpino, que destacou a desenvoltura do artilheiro.

Entre outras equipes, o paraense Bebeto, ex-categorias de base do Paysandu, defendeu o Figueirense, Gama e Flamengo – compunha o grupo rubro-negro na conquista do título carioca de 1999. Na Gávea, se ligava no estilo e nos conselhos de Romário. "Meu ídolo é o Ronaldo Fenômeno, mas o Romário me ajudou demais. Ele me ensinou que o segredo é assimilar os detalhes das finalizações na hora de completar as tabelinhas e os cruzamentos. Reparem: não paro nunca. Sou de movimentar o tempo todo para puxar os beques e abrir espaços", conta.

Se Scarpino optar pela escalação de Bebeto, é provável que Leandrinho complete a dupla. Assim, Elton disputaria uma vaga no meio-campo, o espaço original de quem, a exemplo de Leandrinho, trocou de setor só para colaborar. Outra hipótese: Bebeto e o garoto Cadu (este marcou um golaço). Ambos deram um tremendo trabalho aos titulares. Enquanto isso, Ernanes e Tássio estão na lista de espera pela vaga de Vander, que sente dores no adutor da coxa e fará novos testes. O volante Leandro Makalelê (pancada no joelho) também é dúvida.



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Bebeto chega ao Sto.André e já assume o desafio

Nelson Cilo
Do Diário do Grande ABC

03/05/2006 | 08:29


O atacante Bebeto conseguiu mostrar no coletivo de terça-feira à tarde, no Bruno Daniel, que o Santo André achou, enfim, um matador capaz de consertar o principal estrago do esquema ofensivo de Ruy Scarpino: a falta de gols. Ou melhor: o clube já o conhecia do primeiro duelo contra o 15 de Novembro de Campo-RS, que aplicou 4 a 3 na Capital. O temível artilheiro marcou dois no Pacaembu, mas os gaúchos, eliminados em casa, não resistiram ao campeão da Copa do Brasil no confronto de volta no Sul. "O Santo André já havia me procurado antes, mas agora deu tudo certo. Tô feliz", jura o ex-carrasco do goleiro Júlio César (atualmente no Marília) e cia.

Terça-feira, o velocista Bebeto, ousado entre os zagueiros Júnior Paulista e Gabriel, atuou como se fosse um autêntico pivô no ataque dos reservas. No entanto, não se prendia lá na frente no momento que a versatilidade sugeria sucessivas deslocações pelas verticais. "É do jeito que eu gosto. O futebol de hoje te impõe muita movimentação. Isso também vale para os meias", recomenda.

Além de explorar bem as rápidas investidas, Bebeto expôs o perfil de um líder que não se cala em campo. Afinal, ele é de gritar, de orientar, de gesticular, de pedir a bola o tempo todo, de assumir a responsabilidade – exatamente como convém a um dos últimos colocados que persegue reabilitação urgente na Série B do Brasileiro. O próximo desafio é o Ceará, às 20h30 de sexta-feira, no Castelão. Em seguida, encara o Paysandu (o estádio terá os portões fechados), em Belém do Pará, na terça-feira. "Fisicamente, talvez falte um pouco, mas estou à disposição do professor", avisou Bebeto, como se quisesse mandar um recado bem direto ao chefe. "Vou analisá-lo atentamente no coletivo de amanhã (nesta quarta-feira). Também quero ouvir a palavra do meu preparador físico (Júnior Cova)", disse Ruy Scarpino, que destacou a desenvoltura do artilheiro.

Entre outras equipes, o paraense Bebeto, ex-categorias de base do Paysandu, defendeu o Figueirense, Gama e Flamengo – compunha o grupo rubro-negro na conquista do título carioca de 1999. Na Gávea, se ligava no estilo e nos conselhos de Romário. "Meu ídolo é o Ronaldo Fenômeno, mas o Romário me ajudou demais. Ele me ensinou que o segredo é assimilar os detalhes das finalizações na hora de completar as tabelinhas e os cruzamentos. Reparem: não paro nunca. Sou de movimentar o tempo todo para puxar os beques e abrir espaços", conta.

Se Scarpino optar pela escalação de Bebeto, é provável que Leandrinho complete a dupla. Assim, Elton disputaria uma vaga no meio-campo, o espaço original de quem, a exemplo de Leandrinho, trocou de setor só para colaborar. Outra hipótese: Bebeto e o garoto Cadu (este marcou um golaço). Ambos deram um tremendo trabalho aos titulares. Enquanto isso, Ernanes e Tássio estão na lista de espera pela vaga de Vander, que sente dores no adutor da coxa e fará novos testes. O volante Leandro Makalelê (pancada no joelho) também é dúvida.

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