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Sem conhecer Sto.André, Ota cogita candidatura

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Deputada federal admite não saber da política local, mas especula buscar comando do Paço em 2016


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/08/2015 | 07:00


Sem nem conhecer o nome do prefeito de Santo André, a deputada federal Keiko Ota (PSB) afirmou ontem que pode ser candidata à Prefeitura andreense no ano que vem por desejo de empresários locais. Hoje seu reduto eleitoral é São Paulo e ela teria até outubro para mudar o domicílio se quisesse entrar de fato na briga no município em 2016.

Ota admitiu que “pouco sabe” sobre a política de Santo André. “Conheço pouco, estou há muito tempo fora. Mas, quando venho, amigos e comerciantes vêm e me falam que tenho de sair candidata (a prefeita de Santo André). É satisfação grande, mas ainda não tem nada definido”, minimizou a socialista, que admitiu não saber quem são os agentes políticos da cidade nem o prefeito Carlos Grana (PT).

A deputada teve comércio na Rua Bernardino de Campos, no Centro, na época em que houve o assassinato de seu filho Ives Ota. Em agosto de 1997, Ives foi sequestrado por um policial militar que trabalhava em lojas da família Ota e morto 11 dias depois. Segundo Keiko Ota, a cidade abraçou a causa e, em peso, participou de abaixo-assinado para endurecimento do Código Penal. “Tenho eterna gratidão por Santo André e desejo de retribuir”. Em 2010, quando conquistou pela primeira vez uma cadeira no Congresso, Keiko Ota recebeu 16.524 votos andreenses, terceiro melhor desempenho no município na ocasião.

Embora coloque seu nome como possibilidade em Santo André, o PSB trabalha mesmo pela candidatura do ex-prefeito Aidan Ravin. O vice-governador Márcio França, presidente do PSB no Estado, já afirmou que o plano prioritário é a recondução de Aidan ao comando do Paço. Ontem, ao ser indagado sobre a tentativa de Keiko Ota de buscar candidatura em Santo André, França voltou a elogiar Aidan.

“Ela tem título em São Paulo. Acredito que quis dizer que é bem votada em Santo André e quem sabe um dia pode ser candidata a prefeita. No dia que o Aidan não for mais, ela se candidata, com apoio do Aidan, vai ser mais fácil”, ponderou o vice-governador.

MAIORIDADE PENAL
Keiko Ota, em Brasília, tem se mostrado uma das maiores defensoras de projetos que reduzem a maioridade penal de 18 para 16 anos. Criticada nas redes sociais, ela minimizou polêmica. “Faz parte da democracia (o questionamento). Mas precisamos de leis mais duras. E a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em questão trata só do crime hediondo, não de qualquer tipo de crime. Evidentemente que defendo (a redução da maioridade penal), mas sei que não é a única coisa a ser feita no combate à violência.”

Vereador por São Paulo, Masataka Ota (Pros) afirmou que ativistas dos direitos humanos que defendem sistematicamente a manutenção da maioridade penal pouco olham para as vítimas. “Fui visitar recentemente a família da dentista que foi queimada em São Bernardo (Cinthya Magaly Moutinho de Souza, assassinada por menor de idade em 2013) e o crime devastou a família. Ela era o arrimo da família, tinha uma irmã com deficiência. Alguém dos direitos humanos foi ver essa família e oferecer essa ajuda? Esse olhar é preciso ter.”



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Sem conhecer Sto.André, Ota cogita candidatura

Deputada federal admite não saber da política local, mas especula buscar comando do Paço em 2016

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/08/2015 | 07:00


Sem nem conhecer o nome do prefeito de Santo André, a deputada federal Keiko Ota (PSB) afirmou ontem que pode ser candidata à Prefeitura andreense no ano que vem por desejo de empresários locais. Hoje seu reduto eleitoral é São Paulo e ela teria até outubro para mudar o domicílio se quisesse entrar de fato na briga no município em 2016.

Ota admitiu que “pouco sabe” sobre a política de Santo André. “Conheço pouco, estou há muito tempo fora. Mas, quando venho, amigos e comerciantes vêm e me falam que tenho de sair candidata (a prefeita de Santo André). É satisfação grande, mas ainda não tem nada definido”, minimizou a socialista, que admitiu não saber quem são os agentes políticos da cidade nem o prefeito Carlos Grana (PT).

A deputada teve comércio na Rua Bernardino de Campos, no Centro, na época em que houve o assassinato de seu filho Ives Ota. Em agosto de 1997, Ives foi sequestrado por um policial militar que trabalhava em lojas da família Ota e morto 11 dias depois. Segundo Keiko Ota, a cidade abraçou a causa e, em peso, participou de abaixo-assinado para endurecimento do Código Penal. “Tenho eterna gratidão por Santo André e desejo de retribuir”. Em 2010, quando conquistou pela primeira vez uma cadeira no Congresso, Keiko Ota recebeu 16.524 votos andreenses, terceiro melhor desempenho no município na ocasião.

Embora coloque seu nome como possibilidade em Santo André, o PSB trabalha mesmo pela candidatura do ex-prefeito Aidan Ravin. O vice-governador Márcio França, presidente do PSB no Estado, já afirmou que o plano prioritário é a recondução de Aidan ao comando do Paço. Ontem, ao ser indagado sobre a tentativa de Keiko Ota de buscar candidatura em Santo André, França voltou a elogiar Aidan.

“Ela tem título em São Paulo. Acredito que quis dizer que é bem votada em Santo André e quem sabe um dia pode ser candidata a prefeita. No dia que o Aidan não for mais, ela se candidata, com apoio do Aidan, vai ser mais fácil”, ponderou o vice-governador.

MAIORIDADE PENAL
Keiko Ota, em Brasília, tem se mostrado uma das maiores defensoras de projetos que reduzem a maioridade penal de 18 para 16 anos. Criticada nas redes sociais, ela minimizou polêmica. “Faz parte da democracia (o questionamento). Mas precisamos de leis mais duras. E a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em questão trata só do crime hediondo, não de qualquer tipo de crime. Evidentemente que defendo (a redução da maioridade penal), mas sei que não é a única coisa a ser feita no combate à violência.”

Vereador por São Paulo, Masataka Ota (Pros) afirmou que ativistas dos direitos humanos que defendem sistematicamente a manutenção da maioridade penal pouco olham para as vítimas. “Fui visitar recentemente a família da dentista que foi queimada em São Bernardo (Cinthya Magaly Moutinho de Souza, assassinada por menor de idade em 2013) e o crime devastou a família. Ela era o arrimo da família, tinha uma irmã com deficiência. Alguém dos direitos humanos foi ver essa família e oferecer essa ajuda? Esse olhar é preciso ter.”

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