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João Pedro completa 1 ano de transplante

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Viagem de trem marca recuperação do menino, hoje curado da síndrome de Wiskot-Aldric


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

29/03/2015 | 07:00


A viagem mais importante da vida do pequeno morador de São Bernardo João Pedro Klem Lorenzoni Silva completou ontem um ano. O menino de 2 anos e 8 meses que, tão pequeno, enfrentou bravamente o transplante de medula, hoje está curado da síndrome de Wiskot-Aldrich e pode dizer que A Vida é Bela, assim como sua música preferida da dupla de palhaços Patati Patatá.

Para comemorar, João Pedro fez outra viagem, esta de trem, sua paixão. O trajeto entre Campinas e Jundiaí, no interior paulista, foi de Maria Fumaça. “Eu adorei o trem”, diz ele, falante e ativo como qualquer criança da sua idade.

O Diário começou a acompanhar a busca da família por um doador 100% compatível quando o menino tinha 7 meses. Hoje, a medula do doador, que vive nos Estados Unidos, atua plenamente no organismo do garoto, gerando as células que garantem a imunidade que ele precisa para andar descalço, brincar no parquinho do prédio, viajar à praia, ir ao circo, fazer bolo e pão de queijo com os pais e, a partir de agosto, frequentar a escola. “Se há um ano me dissessem que seria assim, eu não acreditaria. Achamos que ele teria várias intercorrências, mas perto do que os médicos falaram, foi tudo relativamente tranquilo”, destaca o pai, o operador de máquinas Jeferson Aparecido Silva, 40 anos.

A mãe, a professora Luciana Lorenzoni, 39, afirma que João Pedro encarou tudo com muita força. “Ele tem uma missão nesta vida e sobreviveu para realizá-la.”

Em meio aos muitos trenzinhos que coleciona, João Pedro é só sorrisos. Sua ingenuidade infantil não imagina o tamanho da vitória, coroada com a ‘pega medular’ 23 dias após o transplante, em pleno domingo de Páscoa, que novamente se aproxima. “Já começamos a revacinação e, a partir de maio, ele deve tomar apenas (o antibiótico) amoxilina, que fica para o resto da vida”, comemora Luciana. Logo que recebeu alta, ele chegou a ingerir 13 medicações diferentes.

Daqui para a frente, João Pedro terá a chance de conhecer o mundo sem se preocupar com a doença. E poderá ainda muitas vezes dizer a quem o questionar: “Como você está, João?”. “Tou muito ótimo!”

A DOENÇA

A síndrome de Wiskott-Aldrich é uma doença genética exclusiva de meninos. Compromete o sistema imunológico e as células sanguíneas que ajudam a controlar as hemorragias, as plaquetas. “A única solução é o transplante. Com ele, o João está curado”, garante a pediatra e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da Faculdade de Medicina do ABC Anete Sevciovic Grumach.

Atualmente, 1.241 pessoas estão em busca de um doador compatível no Brasil. No total, há 3,4 milhões de inscritos como potenciais doadores. O cadastro é feito na Santa Casa de Misericórdia (Rua Marquês de Itu, 579, Vila Buarque, São Paulo), de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h. 



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João Pedro completa 1 ano de transplante

Viagem de trem marca recuperação do menino, hoje curado da síndrome de Wiskot-Aldric

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

29/03/2015 | 07:00


A viagem mais importante da vida do pequeno morador de São Bernardo João Pedro Klem Lorenzoni Silva completou ontem um ano. O menino de 2 anos e 8 meses que, tão pequeno, enfrentou bravamente o transplante de medula, hoje está curado da síndrome de Wiskot-Aldrich e pode dizer que A Vida é Bela, assim como sua música preferida da dupla de palhaços Patati Patatá.

Para comemorar, João Pedro fez outra viagem, esta de trem, sua paixão. O trajeto entre Campinas e Jundiaí, no interior paulista, foi de Maria Fumaça. “Eu adorei o trem”, diz ele, falante e ativo como qualquer criança da sua idade.

O Diário começou a acompanhar a busca da família por um doador 100% compatível quando o menino tinha 7 meses. Hoje, a medula do doador, que vive nos Estados Unidos, atua plenamente no organismo do garoto, gerando as células que garantem a imunidade que ele precisa para andar descalço, brincar no parquinho do prédio, viajar à praia, ir ao circo, fazer bolo e pão de queijo com os pais e, a partir de agosto, frequentar a escola. “Se há um ano me dissessem que seria assim, eu não acreditaria. Achamos que ele teria várias intercorrências, mas perto do que os médicos falaram, foi tudo relativamente tranquilo”, destaca o pai, o operador de máquinas Jeferson Aparecido Silva, 40 anos.

A mãe, a professora Luciana Lorenzoni, 39, afirma que João Pedro encarou tudo com muita força. “Ele tem uma missão nesta vida e sobreviveu para realizá-la.”

Em meio aos muitos trenzinhos que coleciona, João Pedro é só sorrisos. Sua ingenuidade infantil não imagina o tamanho da vitória, coroada com a ‘pega medular’ 23 dias após o transplante, em pleno domingo de Páscoa, que novamente se aproxima. “Já começamos a revacinação e, a partir de maio, ele deve tomar apenas (o antibiótico) amoxilina, que fica para o resto da vida”, comemora Luciana. Logo que recebeu alta, ele chegou a ingerir 13 medicações diferentes.

Daqui para a frente, João Pedro terá a chance de conhecer o mundo sem se preocupar com a doença. E poderá ainda muitas vezes dizer a quem o questionar: “Como você está, João?”. “Tou muito ótimo!”

A DOENÇA

A síndrome de Wiskott-Aldrich é uma doença genética exclusiva de meninos. Compromete o sistema imunológico e as células sanguíneas que ajudam a controlar as hemorragias, as plaquetas. “A única solução é o transplante. Com ele, o João está curado”, garante a pediatra e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da Faculdade de Medicina do ABC Anete Sevciovic Grumach.

Atualmente, 1.241 pessoas estão em busca de um doador compatível no Brasil. No total, há 3,4 milhões de inscritos como potenciais doadores. O cadastro é feito na Santa Casa de Misericórdia (Rua Marquês de Itu, 579, Vila Buarque, São Paulo), de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h. 

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