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Região triplica casos de dengue

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Número de contaminações autóctones foi de 68 para
252 desde início de março; automedicação é perigosa


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

29/03/2015 | 07:00


Em duas semanas, o número de pessoas que pegaram dengue mais que triplicou no Grande ABC. Os 68 casos autóctones (contraídos no município) registrados de janeiro até 12 de março passaram para 252 até o fim desta semana. O cenário já ultrapassa o panorama do mesmo período de 2014, quando, no primeiro trimestre, foram 207 diagnósticos da doença.

São Bernardo apresenta o maior número de contaminações, com 93 pacientes, seguida por Diadema, com 58; Santo André, 48; São Caetano, 30; e Mauá, com 23. Em Ribeirão Pires, dez pacientes estão em análise. A Prefeitura de Rio Grande da Serra não divulgou as informações.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo contabilizou cerca de 100 mil casos autóctones confirmados de dengue em 2015, Até o momento, 70 pessoas morreram vítimas da doença.

Em reportagem publicada pelo Diário no dia 13, o infectologista da Faculdade de Medicina do ABC Munir Akar Ayub já previa o crescimento da enfermidade nas semanas seguintes, devido às chuvas que se aproximavam e à ação de muitas pessoas de armazenar água em casa devido à crise hídrica, o que facilita a proliferação do mosquito. Segundo o especialista, soma-se a isso o costume de não se prevenir antes da época de incidência da patologia, no verão. “A dengue é uma doença social. Não existe cultura de cuidado com as residências e outros locais, principalmente agora, que choveu muito”, falou ele. “Com o surto, as pessoas ficam mais preocupadas em se prevenir, mas já é tarde, pois os mosquitos (Aedes aegypti, transmissor da doença) que tinham que nascer já nasceram”, completou.

A dona de casa Marli Regina Araújo Oliveira, 59 anos, moradora do bairro Santa Lídia, em Mauá, passa pelo transtorno, assim como sua mãe, Palmira, 78, e a irmã Marisa, 57. “Na quinta-feira da semana passada (retrasada) comecei a sentir muita dor no corpo e um pouco de febre. Tomei um medicamento para baixar a temperatura, mas, no sábado, como não aguentava mais de dor, fui ao médico e, uma semana depois, diagnosticaram a dengue”, conta.

O CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo) lançou campanha para alertar sobre os perigos da automedicação que, em casos de dengue, pode até matar. “Com sintomas, as pessoas acabam indo à farmácia, que é mais acessível e não precisa marcar hora, e compram alguns medicamentos que, ao invés de ajudar, podem piorar a situação”, ressalta o diretor do CRF-SP, Marcos Machado.

Substâncias como ibuprofeno ou anti-inflamatórios não esteroidais, ácido acetilsalicílico e paracetamol não devem ser consumidas sem avaliação prévia. “A dengue causa baixa das plaquetas. O ácido acetilsalicílico, por exemplo, tem uma função no organismo que não deixa as plaquetas grudarem umas nas outras. Com isso, a pessoa com dengue já está com as células diminuídas e, quando elas não conseguem se agregar, pode haver hemorragia”, explica Machado.

“Se estiver com mal estar, dor de cabeça, febre baixa (37º), dor no corpo, é importante que procure um médico. Estamos pedindo aos farmacêuticos que deem essa orientação à população”, alerta o diretor do CRF-SP.

Prefeituras intensificam ações para evitar novas infecções

As administrações municipais do Grande ABC estão intensificando o trabalho de prevenção à dengue.

Em São Bernardo, a nebulização (aplicação de inseticida) tem sido feita em várias áreas do município, bem como vistorias em prédios de grande movimentação e empresas que armazenam material que pode acumular água.

Em Diadema, a Prefeitura colocará nas ruas campanha educativa contra a dengue, com distribuição de cartazes e postagens em redes sociais sobre os cuidados a serem adotados para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Mauá informou que reforçará as ações de bloqueio e nebulização conforme aumento do número de casos e análises epidemiológicas.

Amanhã, em São Caetano, às 19h, no Teatro Paulo Machado de Carvalho, serão realizadas palestras para educadores, pais e alunos das redes municipal, estadual e particular de ensino, profissionais da Saúde, além de servidores públicos e munícipes.

Em Santo André, no dia 7 de abril, a Prefeitura promoverá, simultaneamente, atividades de intensificação em áreas de divisa com outras cidades, com visitas casa a casa e distribuição de material educativo. 



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Região triplica casos de dengue

Número de contaminações autóctones foi de 68 para
252 desde início de março; automedicação é perigosa

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

29/03/2015 | 07:00


Em duas semanas, o número de pessoas que pegaram dengue mais que triplicou no Grande ABC. Os 68 casos autóctones (contraídos no município) registrados de janeiro até 12 de março passaram para 252 até o fim desta semana. O cenário já ultrapassa o panorama do mesmo período de 2014, quando, no primeiro trimestre, foram 207 diagnósticos da doença.

São Bernardo apresenta o maior número de contaminações, com 93 pacientes, seguida por Diadema, com 58; Santo André, 48; São Caetano, 30; e Mauá, com 23. Em Ribeirão Pires, dez pacientes estão em análise. A Prefeitura de Rio Grande da Serra não divulgou as informações.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo contabilizou cerca de 100 mil casos autóctones confirmados de dengue em 2015, Até o momento, 70 pessoas morreram vítimas da doença.

Em reportagem publicada pelo Diário no dia 13, o infectologista da Faculdade de Medicina do ABC Munir Akar Ayub já previa o crescimento da enfermidade nas semanas seguintes, devido às chuvas que se aproximavam e à ação de muitas pessoas de armazenar água em casa devido à crise hídrica, o que facilita a proliferação do mosquito. Segundo o especialista, soma-se a isso o costume de não se prevenir antes da época de incidência da patologia, no verão. “A dengue é uma doença social. Não existe cultura de cuidado com as residências e outros locais, principalmente agora, que choveu muito”, falou ele. “Com o surto, as pessoas ficam mais preocupadas em se prevenir, mas já é tarde, pois os mosquitos (Aedes aegypti, transmissor da doença) que tinham que nascer já nasceram”, completou.

A dona de casa Marli Regina Araújo Oliveira, 59 anos, moradora do bairro Santa Lídia, em Mauá, passa pelo transtorno, assim como sua mãe, Palmira, 78, e a irmã Marisa, 57. “Na quinta-feira da semana passada (retrasada) comecei a sentir muita dor no corpo e um pouco de febre. Tomei um medicamento para baixar a temperatura, mas, no sábado, como não aguentava mais de dor, fui ao médico e, uma semana depois, diagnosticaram a dengue”, conta.

O CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo) lançou campanha para alertar sobre os perigos da automedicação que, em casos de dengue, pode até matar. “Com sintomas, as pessoas acabam indo à farmácia, que é mais acessível e não precisa marcar hora, e compram alguns medicamentos que, ao invés de ajudar, podem piorar a situação”, ressalta o diretor do CRF-SP, Marcos Machado.

Substâncias como ibuprofeno ou anti-inflamatórios não esteroidais, ácido acetilsalicílico e paracetamol não devem ser consumidas sem avaliação prévia. “A dengue causa baixa das plaquetas. O ácido acetilsalicílico, por exemplo, tem uma função no organismo que não deixa as plaquetas grudarem umas nas outras. Com isso, a pessoa com dengue já está com as células diminuídas e, quando elas não conseguem se agregar, pode haver hemorragia”, explica Machado.

“Se estiver com mal estar, dor de cabeça, febre baixa (37º), dor no corpo, é importante que procure um médico. Estamos pedindo aos farmacêuticos que deem essa orientação à população”, alerta o diretor do CRF-SP.

Prefeituras intensificam ações para evitar novas infecções

As administrações municipais do Grande ABC estão intensificando o trabalho de prevenção à dengue.

Em São Bernardo, a nebulização (aplicação de inseticida) tem sido feita em várias áreas do município, bem como vistorias em prédios de grande movimentação e empresas que armazenam material que pode acumular água.

Em Diadema, a Prefeitura colocará nas ruas campanha educativa contra a dengue, com distribuição de cartazes e postagens em redes sociais sobre os cuidados a serem adotados para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Mauá informou que reforçará as ações de bloqueio e nebulização conforme aumento do número de casos e análises epidemiológicas.

Amanhã, em São Caetano, às 19h, no Teatro Paulo Machado de Carvalho, serão realizadas palestras para educadores, pais e alunos das redes municipal, estadual e particular de ensino, profissionais da Saúde, além de servidores públicos e munícipes.

Em Santo André, no dia 7 de abril, a Prefeitura promoverá, simultaneamente, atividades de intensificação em áreas de divisa com outras cidades, com visitas casa a casa e distribuição de material educativo. 

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