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Crédito cresce 28% e atinge R$ 932 bi


Gabriela Gasparin
Especial para o Diário

30/01/2008 | 07:00


O volume de crédito disponível no mercado chegou aos R$ 932,3 bilhões em dezembro do ano passado, alta de 2,5% no mês e de 27,3% no ano, ante aumento de 20,7% em 2006. O valor representa 34,7% do PIB (Produto Interno Bruto), melhor proporção desde os 35,1% alcançados em 1995. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central.

As operações de crédito com recursos livres, que representam 70,7% do total, somaram R$ 659 bilhões, alta de 2,8% no mês e de 32,2% em 12 meses. Os empréstimos para empresas foram responsáveis por R$ 342,2 bilhões, alta de 4,4% no mês e de 31,4% no ano.

As operações para pessoa física corresponderam a 34% do total, o equivalente a R$ 316,8 bilhões. A variação para o segmento foi recorde de 33,1% no ano e de 1,2% no mês. A grande alta anual observada nos empréstimos ao consumidor são reflexo dos menores juros praticados em 2007, com quedas consecutivas da Selic (taxa básica), que caiu de 13% para 11,25% ao ano nos 12 meses.

Juros - Em decorrência da queda da Selic, os juros médios cobrados ao ano pelos bancos foram reduzidos em 6 pontos percentuais no decorrer do ano passado. A redução foi de 39,8% em dezembro de 2006 para 33,8% no mês passado, menor índice desde 2000.

A taxa anual do cheque especial aos consumidores caiu de 142,04% para 138,05% ao ano em 12 meses. Os juros das linhas de crédito tradicionais diminuíram 12 pontos percentuais, de 57,2% para 45,8%.

No caso do crédito consignado em folha de pagamento, linha que possui as menores taxas do mercado, a queda dos juros foi de 4,9 pontos percentuais, de 33% para 28,4% ao ano. No total, foram R$ 64 bilhões destinados ao setor.

O crescimento da economia, com alta no emprego e na renda, foi outro fator que colaborou para os bons resultados das operações de crédito em 2007. Com mais dinheiro no bolso, a população financiou R$ 868 bilhões em empréstimos de veículos. No ano anterior, a quantia somou R$ 696,5 bilhões.

As operações de leasing – forma de financiamento onde o IOF (Imposto sobre Operações Financeira) não é cobrado – contaram com R$ 64 bilhões tanto para pessoas jurídicas como físicas, alta de 86% em 12 meses. Já no financiamento imobiliário, foram R$ 20,3 bilhões ante R$ 12 bilhões em 2006, alta de 60%.



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Crédito cresce 28% e atinge R$ 932 bi

Gabriela Gasparin
Especial para o Diário

30/01/2008 | 07:00


O volume de crédito disponível no mercado chegou aos R$ 932,3 bilhões em dezembro do ano passado, alta de 2,5% no mês e de 27,3% no ano, ante aumento de 20,7% em 2006. O valor representa 34,7% do PIB (Produto Interno Bruto), melhor proporção desde os 35,1% alcançados em 1995. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central.

As operações de crédito com recursos livres, que representam 70,7% do total, somaram R$ 659 bilhões, alta de 2,8% no mês e de 32,2% em 12 meses. Os empréstimos para empresas foram responsáveis por R$ 342,2 bilhões, alta de 4,4% no mês e de 31,4% no ano.

As operações para pessoa física corresponderam a 34% do total, o equivalente a R$ 316,8 bilhões. A variação para o segmento foi recorde de 33,1% no ano e de 1,2% no mês. A grande alta anual observada nos empréstimos ao consumidor são reflexo dos menores juros praticados em 2007, com quedas consecutivas da Selic (taxa básica), que caiu de 13% para 11,25% ao ano nos 12 meses.

Juros - Em decorrência da queda da Selic, os juros médios cobrados ao ano pelos bancos foram reduzidos em 6 pontos percentuais no decorrer do ano passado. A redução foi de 39,8% em dezembro de 2006 para 33,8% no mês passado, menor índice desde 2000.

A taxa anual do cheque especial aos consumidores caiu de 142,04% para 138,05% ao ano em 12 meses. Os juros das linhas de crédito tradicionais diminuíram 12 pontos percentuais, de 57,2% para 45,8%.

No caso do crédito consignado em folha de pagamento, linha que possui as menores taxas do mercado, a queda dos juros foi de 4,9 pontos percentuais, de 33% para 28,4% ao ano. No total, foram R$ 64 bilhões destinados ao setor.

O crescimento da economia, com alta no emprego e na renda, foi outro fator que colaborou para os bons resultados das operações de crédito em 2007. Com mais dinheiro no bolso, a população financiou R$ 868 bilhões em empréstimos de veículos. No ano anterior, a quantia somou R$ 696,5 bilhões.

As operações de leasing – forma de financiamento onde o IOF (Imposto sobre Operações Financeira) não é cobrado – contaram com R$ 64 bilhões tanto para pessoas jurídicas como físicas, alta de 86% em 12 meses. Já no financiamento imobiliário, foram R$ 20,3 bilhões ante R$ 12 bilhões em 2006, alta de 60%.

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