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Alegorias abandonadas trazem risco de dengue

Celso Luiz Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura de S.Bernardo, responsável pelo
Carnaval, ainda não recolheu estruturas


Natália Scarabotto
especial para o Diário

27/02/2016 | 07:07


Quinze dias após o desfile de Carnaval em São Bernardo, o que restou da Folia foram carros alegóricos abandonados no estacionamento atrás do Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, na Avenida Kennedy. Moradores reclamam de sujeira e água parada nas alegorias, o que pode ocasionar risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti.

O Diário viu carros das escolas Império do Samba de Vila Vivaldi, Mocidade Alegre de São Leopoldo, Renascente e Estrela Maior. Há outros impossíveis de serem identificados por conta da degradação.Dia após dia, as alegorias ficam paradas, tomando sol e chuva e se desfazendo. “É muito feio”, afirma a aposentada Valdete Santos, 60 anos.

Basta começar a garoar que várias poças d’água se formam em cima das estruturas. Os adereços, que encantaram o público no desfile, tornaram-se pesadelo para a população. “Aqui tinha muito mosquito. Então, é claro que a gente se preocupa. Eles (agentes de Saúde) passam nas casas para verificar (possíveis focos de dengue) mas a Prefeitura não faz a parte dela”, reclama a aposentada Ira Bozelli, 79.

Com o avanço da dengue, zika vírus e febre chikungunya, transmitidas pelo mosquito, os moradores ficam atentos. “Hoje (ontem) mesmo tirei foto para enviar por um aplicativo da dengue porque isso é sério e precisa ser resolvido”, diz a aposentada Mara Barbosa, 50.

Os vizinhos exigem que o Executivo limpe a área. “Fizeram o evento, então, tem que se responsabilizar”, diz Mara.

Os enfeites de isopor que deram vida a palhaços, cavalos e tigres, por exemplo, estão se desfazendo dia após dia. Alguns quebram, os pedaços ficam no chão ou são carregados pelo vento até o rio que fica próximo. “Vai acabar entupindo as tubulações”, acredita Valdete Santos.

O Diário não conseguiu contatar nenhuma das agremiações até o fechamento desta edição. A Prefeitura também não se manifestou. Para o Carnaval deste ano, a administração repassou R$ 45 mil para cada escola montar as fantasias e alegorias. 



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Alegorias abandonadas trazem risco de dengue

Prefeitura de S.Bernardo, responsável pelo
Carnaval, ainda não recolheu estruturas

Natália Scarabotto
especial para o Diário

27/02/2016 | 07:07


Quinze dias após o desfile de Carnaval em São Bernardo, o que restou da Folia foram carros alegóricos abandonados no estacionamento atrás do Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, na Avenida Kennedy. Moradores reclamam de sujeira e água parada nas alegorias, o que pode ocasionar risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti.

O Diário viu carros das escolas Império do Samba de Vila Vivaldi, Mocidade Alegre de São Leopoldo, Renascente e Estrela Maior. Há outros impossíveis de serem identificados por conta da degradação.Dia após dia, as alegorias ficam paradas, tomando sol e chuva e se desfazendo. “É muito feio”, afirma a aposentada Valdete Santos, 60 anos.

Basta começar a garoar que várias poças d’água se formam em cima das estruturas. Os adereços, que encantaram o público no desfile, tornaram-se pesadelo para a população. “Aqui tinha muito mosquito. Então, é claro que a gente se preocupa. Eles (agentes de Saúde) passam nas casas para verificar (possíveis focos de dengue) mas a Prefeitura não faz a parte dela”, reclama a aposentada Ira Bozelli, 79.

Com o avanço da dengue, zika vírus e febre chikungunya, transmitidas pelo mosquito, os moradores ficam atentos. “Hoje (ontem) mesmo tirei foto para enviar por um aplicativo da dengue porque isso é sério e precisa ser resolvido”, diz a aposentada Mara Barbosa, 50.

Os vizinhos exigem que o Executivo limpe a área. “Fizeram o evento, então, tem que se responsabilizar”, diz Mara.

Os enfeites de isopor que deram vida a palhaços, cavalos e tigres, por exemplo, estão se desfazendo dia após dia. Alguns quebram, os pedaços ficam no chão ou são carregados pelo vento até o rio que fica próximo. “Vai acabar entupindo as tubulações”, acredita Valdete Santos.

O Diário não conseguiu contatar nenhuma das agremiações até o fechamento desta edição. A Prefeitura também não se manifestou. Para o Carnaval deste ano, a administração repassou R$ 45 mil para cada escola montar as fantasias e alegorias. 

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