Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 26 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Grande ABC ainda pede
87 médicos à União

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mais Médicos trouxe 71 profissionais para atuar
em bairros carentes e afastados de seis cidades


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

22/04/2014 | 07:00



O Grande ABC aguarda a aprovação do governo federal para que 87 profissionais do Mais Médicos, lançado há nove meses, venham atuar nas seis cidades inscritas no programa. Até agora, 71 médicos começaram a atender pacientes na rede de Saúde pública desses municípios, principalmente em bairros carentes e afastados das regiões centrais. São Caetano não aderiu.

A previsão é que até o fim deste mês, outros 23 profissionais cheguem às UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da região, sendo 17 em Mauá e seis em Ribeirão Pires. Em Santo André, seis médicos chegaram à cidade há uma semana. Eles atuarão nas Unidades de Saúde da Família do Capuava – que receberá dois profissionais –, Vila Palmares, Moysés Fucs, Parque Miami e Jardim Irene 2. Os médicos ainda passarão por capacitação e especialização voltada ao atendimento dentro da estratégia de Saúde da Família antes de iniciar o atendimento ao público.

O município que hoje conta com mais profissionais do programa é São Bernardo (20), seguido de Mauá (19), Santo André (14), Rio Grande da Serra (10), Ribeirão Pires (7) e Diadema (1).

A cidade que pediu mais profissionais do programa também é São Bernardo, que espera ser beneficiada com outros 34 médicos. Mauá aguarda total de 27, Santo André, 8, Ribeirão Pires, 13 e Diadema, cinco funcionários.

CUBANOS

Do total de 71 médicos que atuam hoje na região, 66 são cubanos. É o caso de Rafael Leyva Perdomo, 45 anos, que há cinco meses trabalha na UBS do Jardim Santo André.

Engajado, Perdomo já luta pelas causas da população carente do bairro, entre elas o direito à licença médica durante a gravidez que, segundo ele, está sendo desrespeitado pelas empresas. “Meu dever é cuidar da mãe para que ela chegue às 40 semanas de gestação saudável e com o bebê com bom peso. É preciso evitar que a criança nasça antes do tempo, o que pode trazer vários problemas no desenvolvimento.”

O Jardim Santo André, inclusive, conta com dois médicos cubanos contratados por meio do programa. Além de Perdomo, Zelândia Gandoy Fernandes, 52, também atende pacientes no local, um dos mais carentes do município. A maioria do público que frequenta a unidade de Saúde é de mulheres grávidas ou com filhos, mas também há hipertensos e diabéticos. “Em Cuba a prevenção é bastante valorizada. Não podemos só cuidar das doenças, temos que ensinar a pessoa a prevenir, praticar exercícios e ter uma alimentação saudável, com muitas verduras, frutas, legumes e poucas gorduras.”

Zelândia afirma que o brasileiro ainda é um pouco reticente em relação à adoção dos hábitos saudáveis. “Mas aos poucos haverá uma mudança nesse conceito, e o papel dos médicos é estimular isso”, diz ela, que também começou a atuar na UBS há 5 meses, juntamente com Perdomo.

Pacientes elogiam atendimento de cubanos em Santo André

Os pacientes atendidos pelos médicos cubanos da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Santo André acreditam que a qualidade do serviço melhorou após a chegada dos profissionais. “Está mais rápido para marcar consulta”, diz a dona de casa Zilda de Oliveira, 41 anos.

A balconista Micheli Fuschi de Oliveira, 31, também se sentiu acolhida. Ela está grávida de 8 meses e, desde o início, é atendida pelo médico Rafael Leyva Perdomo. “Tive problemas com meu local de trabalho e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que não aceitaram me afastar por motivo de saúde. Mas não tenho do que reclamar, pois o doutor Rafael sempre foi muito atencioso comigo.”

Micheli garante que já chegou a passar pelo médico, inclusive, sem marcar consulta. “Se sinto dor, venho aqui e ele me atende. Todo lugar deveria ser assim. A gente precisa da atenção do médico para se sentir segura”, garante.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Grande ABC ainda pede
87 médicos à União

Mais Médicos trouxe 71 profissionais para atuar
em bairros carentes e afastados de seis cidades

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

22/04/2014 | 07:00



O Grande ABC aguarda a aprovação do governo federal para que 87 profissionais do Mais Médicos, lançado há nove meses, venham atuar nas seis cidades inscritas no programa. Até agora, 71 médicos começaram a atender pacientes na rede de Saúde pública desses municípios, principalmente em bairros carentes e afastados das regiões centrais. São Caetano não aderiu.

A previsão é que até o fim deste mês, outros 23 profissionais cheguem às UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da região, sendo 17 em Mauá e seis em Ribeirão Pires. Em Santo André, seis médicos chegaram à cidade há uma semana. Eles atuarão nas Unidades de Saúde da Família do Capuava – que receberá dois profissionais –, Vila Palmares, Moysés Fucs, Parque Miami e Jardim Irene 2. Os médicos ainda passarão por capacitação e especialização voltada ao atendimento dentro da estratégia de Saúde da Família antes de iniciar o atendimento ao público.

O município que hoje conta com mais profissionais do programa é São Bernardo (20), seguido de Mauá (19), Santo André (14), Rio Grande da Serra (10), Ribeirão Pires (7) e Diadema (1).

A cidade que pediu mais profissionais do programa também é São Bernardo, que espera ser beneficiada com outros 34 médicos. Mauá aguarda total de 27, Santo André, 8, Ribeirão Pires, 13 e Diadema, cinco funcionários.

CUBANOS

Do total de 71 médicos que atuam hoje na região, 66 são cubanos. É o caso de Rafael Leyva Perdomo, 45 anos, que há cinco meses trabalha na UBS do Jardim Santo André.

Engajado, Perdomo já luta pelas causas da população carente do bairro, entre elas o direito à licença médica durante a gravidez que, segundo ele, está sendo desrespeitado pelas empresas. “Meu dever é cuidar da mãe para que ela chegue às 40 semanas de gestação saudável e com o bebê com bom peso. É preciso evitar que a criança nasça antes do tempo, o que pode trazer vários problemas no desenvolvimento.”

O Jardim Santo André, inclusive, conta com dois médicos cubanos contratados por meio do programa. Além de Perdomo, Zelândia Gandoy Fernandes, 52, também atende pacientes no local, um dos mais carentes do município. A maioria do público que frequenta a unidade de Saúde é de mulheres grávidas ou com filhos, mas também há hipertensos e diabéticos. “Em Cuba a prevenção é bastante valorizada. Não podemos só cuidar das doenças, temos que ensinar a pessoa a prevenir, praticar exercícios e ter uma alimentação saudável, com muitas verduras, frutas, legumes e poucas gorduras.”

Zelândia afirma que o brasileiro ainda é um pouco reticente em relação à adoção dos hábitos saudáveis. “Mas aos poucos haverá uma mudança nesse conceito, e o papel dos médicos é estimular isso”, diz ela, que também começou a atuar na UBS há 5 meses, juntamente com Perdomo.

Pacientes elogiam atendimento de cubanos em Santo André

Os pacientes atendidos pelos médicos cubanos da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Santo André acreditam que a qualidade do serviço melhorou após a chegada dos profissionais. “Está mais rápido para marcar consulta”, diz a dona de casa Zilda de Oliveira, 41 anos.

A balconista Micheli Fuschi de Oliveira, 31, também se sentiu acolhida. Ela está grávida de 8 meses e, desde o início, é atendida pelo médico Rafael Leyva Perdomo. “Tive problemas com meu local de trabalho e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que não aceitaram me afastar por motivo de saúde. Mas não tenho do que reclamar, pois o doutor Rafael sempre foi muito atencioso comigo.”

Micheli garante que já chegou a passar pelo médico, inclusive, sem marcar consulta. “Se sinto dor, venho aqui e ele me atende. Todo lugar deveria ser assim. A gente precisa da atenção do médico para se sentir segura”, garante.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;