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Lula é forte, mas não é dois

Última pesquisa indica que o presidente Lula é o político mais popular do País e é também eleitoralmente ativo


Carlos Brickmann

24/09/2008 | 00:00


A última pesquisa indica que o presidente Lula é o político mais popular do País. É também eleitoralmente ativo: faz campanha para seus candidatos em todo o País. Mesmo assim, seus candidatos vão mal no Rio, Manaus (Amazonino Mendes disparou e está perto de vencer no primeiro turno), Curitiba (o prefeito Beto Richa deve vencer no primeiro turno), Natal (Micarla de Souza, apoiada pelo senador DEM José Agripino, a quem Lula quer derrotar, está bem na frente), Porto Alegre (o PT pode ficar fora do segundo turno pela primeira vez em 20 anos), Belém, Teresina, Campo Grande. Em São Caetano, o PT escolheu um Tortorello, da oligarquia local; o prefeito José Auricchio deve ter perto de 70% dos votos. Em São Bernardo, SP, onde nasceu o PT, onde os gastos petistas por eleitor devem ser maiores que os de São Paulo, onde Lula diz que faz questão da vitória e está em campanha permanente, seu candidato Luiz Marinho conseguiu no máximo um empate técnico com o líder.

Ter apoio de Lula é bom, mas não é tudo. Marta Suplicy, em São Paulo, está na frente, mas, apesar de beneficiada pela campanha tucana de Geraldo Alckmin, não consegue evitar o segundo turno. Em Salvador, o líder das pesquisas é ACM Neto, que já ameaçou bater fisicamente no presidente (o candidato petista, com Lula e o governador Jaques Wagner, está em terceiro).

E Dilma? Depois de meses de campanha ao lado de Lula, a "mãe do PAC" está com 8,4% para a Presidência - em quarto lugar. Em primeiro, José Serra.

ÓI ELE AÍ TRA VEIZ

Quando o ocupante de um cargo eletivo não oferece um candidato viável à sua sucessão, o motivo normalmente é um só: o candidato é ele mesmo. Quando o deputado Devanir Ribeiro, que não decide se quer misto quente ou frio sem consultar o presidente, propõe nova reeleição, pode-se ter a certeza de que, se Lula tivesse dito que não queria, não haveria projeto. Mas já há uma alternativa à nova reeleição: a pura e simples prorrogação de mandatos, com a desculpa de evitar eleições de dois em dois anos. A idéia tem uma grande vantagem: agrada todos os que têm mandato, de todos os partidos.

O ENDEREÇO DA COISA

A montagem política toda já está na internet: http://www.diadofico.com.br/

GUERRA DOS BICUDOS

Geraldo Alckmin saiu candidato atropelando boa parte do partido, que preferia cumprir o compromisso com o DEM e apoiar a reeleição do prefeito Gilberto Kassab. Agora, Alckmin quer expulsar do PSDB os tucanos que estão com Kassab: os primeiros são Walter Feldman e Clóvis Carvalho, ambos fundadores do partido. Mas está faltando gente: a família Montoro, por exemplo, embora seja o símbolo da ética e da correção no PSDB, poderia ser expulsa pelo mesmo motivo. O senador Tasso Jereissati, que foi presidente nacional, também: ele apoiou Ciro Gomes contra José Serra, nas eleições de 2002.

O PASSADO...

A campanha em São Bernardo começa a ficar pesada. O candidato petista Luiz Marinho atacou o rival tucano Orlando Morando por ser dono de supermercado. A resposta foi dura: enquanto os supermercados geram empregos e pagam impostos, o sindicalismo selvagem dos velhos tempos de Luiz Marinho afastou empresas da cidade. A Volkswagen montou uma fábrica em Rezende, a Ford em Camaçari, a Mercedes-Benz em Juiz de Fora.

...SEMPRE VOLTA

Mas, enquanto ninguém lembrar uma certa viagem à Alemanha, tudo bem.

AGENTES COM CRACHÁ

Todo mundo riu muito com o famoso espião português, na Guerra das Telefônicas. Nós não deveríamos rir: a Abin, Agência Brasileira de Inteligência, pediu autorização à Bolívia e ao Paraguai para enviar agentes de inteligência com a missão de montar escritórios em La Paz e Assunção. E não conseguiu.



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Lula é forte, mas não é dois

Última pesquisa indica que o presidente Lula é o político mais popular do País e é também eleitoralmente ativo

Carlos Brickmann

24/09/2008 | 00:00


A última pesquisa indica que o presidente Lula é o político mais popular do País. É também eleitoralmente ativo: faz campanha para seus candidatos em todo o País. Mesmo assim, seus candidatos vão mal no Rio, Manaus (Amazonino Mendes disparou e está perto de vencer no primeiro turno), Curitiba (o prefeito Beto Richa deve vencer no primeiro turno), Natal (Micarla de Souza, apoiada pelo senador DEM José Agripino, a quem Lula quer derrotar, está bem na frente), Porto Alegre (o PT pode ficar fora do segundo turno pela primeira vez em 20 anos), Belém, Teresina, Campo Grande. Em São Caetano, o PT escolheu um Tortorello, da oligarquia local; o prefeito José Auricchio deve ter perto de 70% dos votos. Em São Bernardo, SP, onde nasceu o PT, onde os gastos petistas por eleitor devem ser maiores que os de São Paulo, onde Lula diz que faz questão da vitória e está em campanha permanente, seu candidato Luiz Marinho conseguiu no máximo um empate técnico com o líder.

Ter apoio de Lula é bom, mas não é tudo. Marta Suplicy, em São Paulo, está na frente, mas, apesar de beneficiada pela campanha tucana de Geraldo Alckmin, não consegue evitar o segundo turno. Em Salvador, o líder das pesquisas é ACM Neto, que já ameaçou bater fisicamente no presidente (o candidato petista, com Lula e o governador Jaques Wagner, está em terceiro).

E Dilma? Depois de meses de campanha ao lado de Lula, a "mãe do PAC" está com 8,4% para a Presidência - em quarto lugar. Em primeiro, José Serra.

ÓI ELE AÍ TRA VEIZ

Quando o ocupante de um cargo eletivo não oferece um candidato viável à sua sucessão, o motivo normalmente é um só: o candidato é ele mesmo. Quando o deputado Devanir Ribeiro, que não decide se quer misto quente ou frio sem consultar o presidente, propõe nova reeleição, pode-se ter a certeza de que, se Lula tivesse dito que não queria, não haveria projeto. Mas já há uma alternativa à nova reeleição: a pura e simples prorrogação de mandatos, com a desculpa de evitar eleições de dois em dois anos. A idéia tem uma grande vantagem: agrada todos os que têm mandato, de todos os partidos.

O ENDEREÇO DA COISA

A montagem política toda já está na internet: http://www.diadofico.com.br/

GUERRA DOS BICUDOS

Geraldo Alckmin saiu candidato atropelando boa parte do partido, que preferia cumprir o compromisso com o DEM e apoiar a reeleição do prefeito Gilberto Kassab. Agora, Alckmin quer expulsar do PSDB os tucanos que estão com Kassab: os primeiros são Walter Feldman e Clóvis Carvalho, ambos fundadores do partido. Mas está faltando gente: a família Montoro, por exemplo, embora seja o símbolo da ética e da correção no PSDB, poderia ser expulsa pelo mesmo motivo. O senador Tasso Jereissati, que foi presidente nacional, também: ele apoiou Ciro Gomes contra José Serra, nas eleições de 2002.

O PASSADO...

A campanha em São Bernardo começa a ficar pesada. O candidato petista Luiz Marinho atacou o rival tucano Orlando Morando por ser dono de supermercado. A resposta foi dura: enquanto os supermercados geram empregos e pagam impostos, o sindicalismo selvagem dos velhos tempos de Luiz Marinho afastou empresas da cidade. A Volkswagen montou uma fábrica em Rezende, a Ford em Camaçari, a Mercedes-Benz em Juiz de Fora.

...SEMPRE VOLTA

Mas, enquanto ninguém lembrar uma certa viagem à Alemanha, tudo bem.

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Todo mundo riu muito com o famoso espião português, na Guerra das Telefônicas. Nós não deveríamos rir: a Abin, Agência Brasileira de Inteligência, pediu autorização à Bolívia e ao Paraguai para enviar agentes de inteligência com a missão de montar escritórios em La Paz e Assunção. E não conseguiu.

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