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Itamaraty diz que foi avisado sobre deportações

Shealah Craighead  / Fotos Públicas  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


31/01/2020 | 07:01


O Ministério das Relações Exteriores informou ontem que foi oficialmente comunicado pelo governo do presidente Donald Trump sobre o envio ao México de cidadãos do Brasil detidos na fronteira. Em nota, o Itamaraty confirmou que as autoridades americanas passaram a aplicar aos brasileiros o "Protocolo de Proteção ao Migrante (MPP)".

"O consulado (do Brasil na Cidade do México) não relatou pedido de assistência por parte dos brasileiros enviados a Ciudad Juárez. Trata-se de brasileiros que ingressaram regularmente no México e poderão permanecer em território mexicano pelo tempo estabelecido pela legislação mexicana", afirmou o Itamaraty, em nota.

A diretora e cofundadora do ONG Grupo Mulheres Brasileiras, Heloísa Galvão, disse ontem ao jornal O Estado de S. Paulo ter conversado com ONGs do México que recebem os imigrantes brasileiros que têm chegado em Ciudad Juárez, recordista de feminicídios no México. "A cidade é conhecida como a que mais mata mulher no mundo. Imagina as mulheres brasileiras lá? Com crianças pequenas?", disse Heloísa.

Críticas

De acordo com a ativista, cuja ONG presta assistência a imigrantes, essas famílias de brasileiros estão correndo vários riscos. Primeiro, na travessia para os EUA, na própria prisão americana e, depois, quando são mandadas para o México, para aguardar o julgamento de seu pedido de asilo.

"Qualquer pessoa que seja mandada para Ciudad Juárez tem um preço na cabeça, porque é assim que funciona lá. Se os mexicanos já são mortos, imagine os brasileiros. Vai aumentar o índice de criminalidade, de exploração, de morte, de abuso."

Heloísa se queixa de que o Brasil esteja priorizando uma relação com o governo americano às custas do bem-estar dos brasileiros. "Nunca vi isso na política externa brasileira. Nunca vi outro país defender um outro governo estrangeiro em vez de defender seus cidadãos." (Colaborou Felipe Frazão)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Itamaraty diz que foi avisado sobre deportações


31/01/2020 | 07:01


O Ministério das Relações Exteriores informou ontem que foi oficialmente comunicado pelo governo do presidente Donald Trump sobre o envio ao México de cidadãos do Brasil detidos na fronteira. Em nota, o Itamaraty confirmou que as autoridades americanas passaram a aplicar aos brasileiros o "Protocolo de Proteção ao Migrante (MPP)".

"O consulado (do Brasil na Cidade do México) não relatou pedido de assistência por parte dos brasileiros enviados a Ciudad Juárez. Trata-se de brasileiros que ingressaram regularmente no México e poderão permanecer em território mexicano pelo tempo estabelecido pela legislação mexicana", afirmou o Itamaraty, em nota.

A diretora e cofundadora do ONG Grupo Mulheres Brasileiras, Heloísa Galvão, disse ontem ao jornal O Estado de S. Paulo ter conversado com ONGs do México que recebem os imigrantes brasileiros que têm chegado em Ciudad Juárez, recordista de feminicídios no México. "A cidade é conhecida como a que mais mata mulher no mundo. Imagina as mulheres brasileiras lá? Com crianças pequenas?", disse Heloísa.

Críticas

De acordo com a ativista, cuja ONG presta assistência a imigrantes, essas famílias de brasileiros estão correndo vários riscos. Primeiro, na travessia para os EUA, na própria prisão americana e, depois, quando são mandadas para o México, para aguardar o julgamento de seu pedido de asilo.

"Qualquer pessoa que seja mandada para Ciudad Juárez tem um preço na cabeça, porque é assim que funciona lá. Se os mexicanos já são mortos, imagine os brasileiros. Vai aumentar o índice de criminalidade, de exploração, de morte, de abuso."

Heloísa se queixa de que o Brasil esteja priorizando uma relação com o governo americano às custas do bem-estar dos brasileiros. "Nunca vi isso na política externa brasileira. Nunca vi outro país defender um outro governo estrangeiro em vez de defender seus cidadãos." (Colaborou Felipe Frazão)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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