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Em Diadema, Zé Dirceu evita subir tom contra Bolsonaro

Alan Cunha/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Discurso de ex-ministro poupa polêmicas do governo e se resume a críticas genéricas


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

31/01/2020 | 00:01


Na contramão da polarização estimulada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde que deixou a prisão, em novembro, o ex-ministro José Dirceu (PT, Casa Civil) evitou subir o tom contra o presidente Jair Bolsonaro e, durante evento em Diadema, concentrou seu discurso em críticas genéricas sobre a política econômica do atual governo.

Zé Dirceu dedicou boa parte dos seus quase 50 minutos de fala para debater, sobretudo, a história do Brasil. O petista sequer citou sobre temas polêmicos envolvendo o governo Bolsonaro, como o caso de Roberto Alvim, ex-secretário especial de Cultura, e que foi demitido há duas semanas após divulgar discurso com inspiração nazista. O ex-ministro também esquivou-se de acenos de petistas presentes sobre as eleições municipais de outubro e pouco criticou a Operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, principais algozes dele, de Lula e do PT. “Há uma luta no País contra ele (Bolsonaro) que não somos só nós (petistas)”, falou Zé Dirceu, em alusão a decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que contrariaram o governo Bolsonaro e a cobertura da Rede Globo sobre o Palácio do Planalto.

O ex-ministro comentou brevemente sobre a derrocada do petismo nas últimas eleições presidenciais e a derrota para “a extrema-direita”. “Se observar bem, o PT elegeu (em 2018) 52 deputados (federais), o (ex-presidenciável Fernando) Haddad teve 47 milhões de votos no segundo turno. Quem vê de fora e analisa, (vê que) é quase inacreditável pelo o que fizeram conosco”, discursou o ex-ministro, ao citar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, e a prisão de Lula.

Ao contrário do que se esperava, Zé Dirceu também não contou experiências sobre os períodos em que esteve preso – condenado duas vezes na Lava Jato, ficou entre idas e vindas do cárcere nos últimos anos. O ex-ministro foi à Câmara diademense divulgar sua autobiografia Zé Dirceu – Memórias, cujo exemplar foi vendido à militância por R$ 50.

ELEIÇÕES 2020
O ex-ministro não entrou em detalhes sobre o pleito de outubro e as dificuldades que o partido vem tendo para encontrar nome competitivo na Capital, diante da recusa de Haddad em ser o prefeiturável. “Temos uma eleição para disputar e estamos numa região que já governamos e temos condições para vencer, como em Osasco e Guarulhos, que são muito importantes, e na Capital. Precisa sanar o problema da candidatura na Capital. E aí vamos ter a eleição em 2022. Temos de fazer a organização do partido e a organização popular”.

O discurso ameno de Dirceu contrasta com o de Lula que, um dia após sair da prisão, em novembro, partiu para o ataque contra Bolsonaro. Em seu primeiro ato após ser solto, o ex-presidente sugeriu que o Brasil é governado para “milicianos do Rio de Janeiro” e chamou Moro de “canalha”. Lula e Dirceu foram soltos após o STF proibir a prisão após condenação em segunda instância.

Dirceu não quis conceder entrevista à equipe do Diário



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Em Diadema, Zé Dirceu evita subir tom contra Bolsonaro

Discurso de ex-ministro poupa polêmicas do governo e se resume a críticas genéricas

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

31/01/2020 | 00:01


Na contramão da polarização estimulada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde que deixou a prisão, em novembro, o ex-ministro José Dirceu (PT, Casa Civil) evitou subir o tom contra o presidente Jair Bolsonaro e, durante evento em Diadema, concentrou seu discurso em críticas genéricas sobre a política econômica do atual governo.

Zé Dirceu dedicou boa parte dos seus quase 50 minutos de fala para debater, sobretudo, a história do Brasil. O petista sequer citou sobre temas polêmicos envolvendo o governo Bolsonaro, como o caso de Roberto Alvim, ex-secretário especial de Cultura, e que foi demitido há duas semanas após divulgar discurso com inspiração nazista. O ex-ministro também esquivou-se de acenos de petistas presentes sobre as eleições municipais de outubro e pouco criticou a Operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, principais algozes dele, de Lula e do PT. “Há uma luta no País contra ele (Bolsonaro) que não somos só nós (petistas)”, falou Zé Dirceu, em alusão a decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que contrariaram o governo Bolsonaro e a cobertura da Rede Globo sobre o Palácio do Planalto.

O ex-ministro comentou brevemente sobre a derrocada do petismo nas últimas eleições presidenciais e a derrota para “a extrema-direita”. “Se observar bem, o PT elegeu (em 2018) 52 deputados (federais), o (ex-presidenciável Fernando) Haddad teve 47 milhões de votos no segundo turno. Quem vê de fora e analisa, (vê que) é quase inacreditável pelo o que fizeram conosco”, discursou o ex-ministro, ao citar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, e a prisão de Lula.

Ao contrário do que se esperava, Zé Dirceu também não contou experiências sobre os períodos em que esteve preso – condenado duas vezes na Lava Jato, ficou entre idas e vindas do cárcere nos últimos anos. O ex-ministro foi à Câmara diademense divulgar sua autobiografia Zé Dirceu – Memórias, cujo exemplar foi vendido à militância por R$ 50.

ELEIÇÕES 2020
O ex-ministro não entrou em detalhes sobre o pleito de outubro e as dificuldades que o partido vem tendo para encontrar nome competitivo na Capital, diante da recusa de Haddad em ser o prefeiturável. “Temos uma eleição para disputar e estamos numa região que já governamos e temos condições para vencer, como em Osasco e Guarulhos, que são muito importantes, e na Capital. Precisa sanar o problema da candidatura na Capital. E aí vamos ter a eleição em 2022. Temos de fazer a organização do partido e a organização popular”.

O discurso ameno de Dirceu contrasta com o de Lula que, um dia após sair da prisão, em novembro, partiu para o ataque contra Bolsonaro. Em seu primeiro ato após ser solto, o ex-presidente sugeriu que o Brasil é governado para “milicianos do Rio de Janeiro” e chamou Moro de “canalha”. Lula e Dirceu foram soltos após o STF proibir a prisão após condenação em segunda instância.

Dirceu não quis conceder entrevista à equipe do Diário

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