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Coronavírus requer vigilância, dizem especialistas

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Momento é de reforçar cuidados básicos de prevenção; Estado segue com três suspeitas da doença


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

31/01/2020 | 00:03


Segundo balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, o País segue com nove casos suspeitos de coronavírus, sendo três em São Paulo. Para especialistas, não há motivo para alarde neste momento, dado que as ocorrências envolvem pessoas que estiveram na China, principal local de multiplicação do vírus. Contudo, a orientação é manter a vigilância em relação à prevenção.

“Os casos suspeitos estão sendo adequadamente conduzidos, então não há motivos para maiores procupações”, avalia Nancy Bellei, consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). “Não temos uma epidemia e não estamos no centro do surto, são casos isolados que devemos ficar em alerta”, completa Matheos Chomatas, coordenador de medicina geral e saúde coletiva da Faculdade Evangélica Mackenzie Paraná.

Atualmente, o País está no grau de risco dois, conforme classificação do Ministério da Saúde. Isso significa que há perigo iminente de entrada do vírus em terras brasileiras. Após a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarar estado de emergência global ontem, a União informou que irá elevar o nível apenas caso pessoa infectada seja confirmada, decretando emergência de saúde nacional.

Na quarta-feira, a Secretaria da Saúde estadual criou Plano de Risco e Resposta Rápida para monitorar o coronavírus. Além de acompanhar a conjuntura internacional, o programa inclui orientação aos profissionais do SUS (Sistema Único de Saúde).

Na região, cinco prefeituras garantem que seguem as diretrizes do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado e aguardam orientações conforme desenvolvimento do cenário. Em São Bernardo, a administração está debatendo a formatação de plano de ação preventivo e está orientando profissionais da saúde em relação a pacientes suspeitos. Rio Grande da Serra não respondeu até o fechamento desta edição. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC informou que o tema “pode fazer parte das próximas reuniões” do Grupo de Trabalho Saúde.

Os principais sintomas da doença são febre, tosse e dificuldade para respirar. A transmissão costuma ocorrer pelo ar ou contato com secreções contaminadas, como saliva, espirro, tosse e aperto de mão. Portanto, a orientação é manter a “etiqueta respiratória”. “Colocar o braço ao espirrar ou tossir, usar lenços descartáveis, lavar as mãos e utilizar álcool em gel são coisas básicas, mas importantes”, diz Chomatas.

O especialista assinala que não há motivos para preocupação em relação à contaminação via objetos, como compras, provenientes de locais com surto do coronavírus. Em relação a viagens para o Exterior, não há contraindicação a países com casos confirmados, pois são pacientes isolados. “É preciso apenas ter o bom-senso e ir para China apenas em casos realmente necessários ou de urgência”, destaca Nancy.

Ministério amplia leitos de UTI para atender pacientes

O Ministério da Saúde abriu ontem processo licitatório para instalar 1.000 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos hospitais referenciados para o eventual atendimento de pacientes com coronavírus em todo País – em São Paulo é o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Seguem nove os casos suspeitos da doença no Brasil – São Paulo (três), Minas Gerais (um), Rio de Janeiro (um), Rio Grande do Sul (dois), Paraná (um) e Ceará (um). 

O Estado descartou ontem suspeita de coronavírus em uma criança de 4 anos da Capital, mas investiga nova possível infecção, de um morador do Interior. Os três casos suspeitos atuais são paciente de 45 anos de Paulínia que esteve na China e dois moradores da Capital (uma criança de 6 anos e um adulto de 33).



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Coronavírus requer vigilância, dizem especialistas

Momento é de reforçar cuidados básicos de prevenção; Estado segue com três suspeitas da doença

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

31/01/2020 | 00:03


Segundo balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, o País segue com nove casos suspeitos de coronavírus, sendo três em São Paulo. Para especialistas, não há motivo para alarde neste momento, dado que as ocorrências envolvem pessoas que estiveram na China, principal local de multiplicação do vírus. Contudo, a orientação é manter a vigilância em relação à prevenção.

“Os casos suspeitos estão sendo adequadamente conduzidos, então não há motivos para maiores procupações”, avalia Nancy Bellei, consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). “Não temos uma epidemia e não estamos no centro do surto, são casos isolados que devemos ficar em alerta”, completa Matheos Chomatas, coordenador de medicina geral e saúde coletiva da Faculdade Evangélica Mackenzie Paraná.

Atualmente, o País está no grau de risco dois, conforme classificação do Ministério da Saúde. Isso significa que há perigo iminente de entrada do vírus em terras brasileiras. Após a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarar estado de emergência global ontem, a União informou que irá elevar o nível apenas caso pessoa infectada seja confirmada, decretando emergência de saúde nacional.

Na quarta-feira, a Secretaria da Saúde estadual criou Plano de Risco e Resposta Rápida para monitorar o coronavírus. Além de acompanhar a conjuntura internacional, o programa inclui orientação aos profissionais do SUS (Sistema Único de Saúde).

Na região, cinco prefeituras garantem que seguem as diretrizes do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado e aguardam orientações conforme desenvolvimento do cenário. Em São Bernardo, a administração está debatendo a formatação de plano de ação preventivo e está orientando profissionais da saúde em relação a pacientes suspeitos. Rio Grande da Serra não respondeu até o fechamento desta edição. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC informou que o tema “pode fazer parte das próximas reuniões” do Grupo de Trabalho Saúde.

Os principais sintomas da doença são febre, tosse e dificuldade para respirar. A transmissão costuma ocorrer pelo ar ou contato com secreções contaminadas, como saliva, espirro, tosse e aperto de mão. Portanto, a orientação é manter a “etiqueta respiratória”. “Colocar o braço ao espirrar ou tossir, usar lenços descartáveis, lavar as mãos e utilizar álcool em gel são coisas básicas, mas importantes”, diz Chomatas.

O especialista assinala que não há motivos para preocupação em relação à contaminação via objetos, como compras, provenientes de locais com surto do coronavírus. Em relação a viagens para o Exterior, não há contraindicação a países com casos confirmados, pois são pacientes isolados. “É preciso apenas ter o bom-senso e ir para China apenas em casos realmente necessários ou de urgência”, destaca Nancy.

Ministério amplia leitos de UTI para atender pacientes

O Ministério da Saúde abriu ontem processo licitatório para instalar 1.000 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos hospitais referenciados para o eventual atendimento de pacientes com coronavírus em todo País – em São Paulo é o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Seguem nove os casos suspeitos da doença no Brasil – São Paulo (três), Minas Gerais (um), Rio de Janeiro (um), Rio Grande do Sul (dois), Paraná (um) e Ceará (um). 

O Estado descartou ontem suspeita de coronavírus em uma criança de 4 anos da Capital, mas investiga nova possível infecção, de um morador do Interior. Os três casos suspeitos atuais são paciente de 45 anos de Paulínia que esteve na China e dois moradores da Capital (uma criança de 6 anos e um adulto de 33).

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