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CD demo revela qualidade


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

24/06/2005 | 08:38


A falta de intimidade com a teoria musical não compromete a qualidade do CD demo Pobre Chão. Acompanhada por um time de bons músicos, Márcia Cherubin retrata a alma brasileira em canções que primam pela diversidade e pela sofisticação nos arranjos. Abrindo o disco, a faixa-título já delineia a sombra de Elis Regina, uma das grandes influências da cantora e compositora andreense, senão a maior, que paira sobre as 15 músicas do trabalho, primeiro da cantora andreense.

Não só pelo timbre da voz, mas, sobretudo, pela maneira de interpretar, a semelhança com a Pimentinha é nítida. A diva máxima entre as cantoras de MPB é inclusive lembrada na letra de Os Meus Amigos: “Que saudade de quem já partiu/com Elis no lindo trem azul”.

Para os que apreciam uma boa harmonia, com direito à dissonâncias que enriquecem a melodia, a faixa Só é uma excelente pedida. Com início melancólico e cadenciado, a canção termina em clima de esperança: “Troco clarões por escuridões/ pra não ver as lâminas que ferem os corações/ rosas de seda na mesa também são sós/ abro as vidraças tão claras e deixo o sol entrar”.

“Minhas músicas têm uma visão otimista. Mesmo as que começam tristes”, diz Márcia. A cultura africana é representada pela faixa Canto dos Negros. Já a tradição da bossa nova, que Márcia retoma a partir dos filtros de Tom Jobim e Leila Pinheiro, fica evidente em canções como Julia, Só e Passarada.

A crítica social é a tônica de Brava Gente, que escancara as adversidades das marias, pedros e josés destes país.



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CD demo revela qualidade

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

24/06/2005 | 08:38


A falta de intimidade com a teoria musical não compromete a qualidade do CD demo Pobre Chão. Acompanhada por um time de bons músicos, Márcia Cherubin retrata a alma brasileira em canções que primam pela diversidade e pela sofisticação nos arranjos. Abrindo o disco, a faixa-título já delineia a sombra de Elis Regina, uma das grandes influências da cantora e compositora andreense, senão a maior, que paira sobre as 15 músicas do trabalho, primeiro da cantora andreense.

Não só pelo timbre da voz, mas, sobretudo, pela maneira de interpretar, a semelhança com a Pimentinha é nítida. A diva máxima entre as cantoras de MPB é inclusive lembrada na letra de Os Meus Amigos: “Que saudade de quem já partiu/com Elis no lindo trem azul”.

Para os que apreciam uma boa harmonia, com direito à dissonâncias que enriquecem a melodia, a faixa Só é uma excelente pedida. Com início melancólico e cadenciado, a canção termina em clima de esperança: “Troco clarões por escuridões/ pra não ver as lâminas que ferem os corações/ rosas de seda na mesa também são sós/ abro as vidraças tão claras e deixo o sol entrar”.

“Minhas músicas têm uma visão otimista. Mesmo as que começam tristes”, diz Márcia. A cultura africana é representada pela faixa Canto dos Negros. Já a tradição da bossa nova, que Márcia retoma a partir dos filtros de Tom Jobim e Leila Pinheiro, fica evidente em canções como Julia, Só e Passarada.

A crítica social é a tônica de Brava Gente, que escancara as adversidades das marias, pedros e josés destes país.

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