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Paixão pelas canções

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

15/09/2011 | 07:00


A relação de amor de Max Viana com a música é fruto do berço. Filho de Djavan, o cantor, compositor e músico já soma longo tempo como produtor - já fez trabalhos para Dudu Falcão e Luiza Possi - e como instrumentista.

Lançando o terceiro disco, 'Um Quadro de Nós Dois' (Biscoito Fino, preço médio R$ 35), ele, como a experiência do amor e a devoção da vocação, volteia e saboreia essa relação com cumplicidade que lhe permite alçar voos mais longos, em melodia e canção.

"Gosto de muitas áreas da minha profissão, e isso é algo bom e em alguns momentos um problema. Trabalhar com produção e como músico sacia a minha necessidade de música e de discutir caminhos estéticos, me dando experiência e estofo, mas no campo prático dediquei menos tempo aos meus trabalhos", conta Max.

"Outro dia estava no computador ouvindo os temas que chamo de ‘músicas a trabalhar'. Hoje me dá mais vontade de mexer com elas do que com outra coisa. Para trás não está errado, mas para frente quero outras coisas", completa.

Sonoramente, Max acredita estar à frente de seus dois outros trabalhos, tanto em canto como em harmonia. Os sambas 'Itinerário' e 'É Hora de Fazer Verão' (em parceria com Arlindo Cruz), para ele, são a prova da expansão. "Tem também uma parceria com o Lula Queiroga (Tu E O Dom) que tem algo do Nordeste. A intenção era abrir o leque."

Até Alcione pinta na área, em 'É Hora de Fazer Verão', para provar que o samba não é apenas meia dúzia de batuques para gringo ver.

FALANDO DE AMOR
'Um Quadro de Nós Dois', apesar de pluralizar no som - há pitadas de muitos estilos entremeados aos arranjos - tem um vértice: o amor. Desde o ressentimento da separação até a descoberta da paixão.

"O amor é complexo, milhões de nuances e interpretações para coisa que é uma só. Da paixão ao desamor cabem tantas canções."

Mas falar de amor, ele diz, não foi intencional. "O meu processo construtivo, a parte da composição, não segue linha definida. Pego o violão e vou compondo, então uso palavras soltas para guiar a melodia. Eu sinto facilidade em encaminhar essas letras para o lado do amor."

Apesar disso, Max se armou de parceiros que são cancioneiros que se põem no patamar de clássicos compositores dos nossos mais derramados samba-canções ao falar do amor na contemporaneirade, entre eles Jorge Vercillo e Dudu Falcão. Até Guilherme Arantes entrou no pacote, com 'O Melhor Vai Começar', a única composição que Max não assina.

Para citar a universalidade do tema, ele conta do encontro que a essência da sua parceria com Arlindo Cruz teve com o momento do sambista. "Mandei a melodia para ele com uma parte da letra e ele pediu licença para contar uma história pessoal na música. Achei que ele ia abolir os pedaços que eu tinha criado, mas todos foram utilizados. A resolução da letra falava de um momento que ele estava vivendo."



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Paixão pelas canções

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

15/09/2011 | 07:00


A relação de amor de Max Viana com a música é fruto do berço. Filho de Djavan, o cantor, compositor e músico já soma longo tempo como produtor - já fez trabalhos para Dudu Falcão e Luiza Possi - e como instrumentista.

Lançando o terceiro disco, 'Um Quadro de Nós Dois' (Biscoito Fino, preço médio R$ 35), ele, como a experiência do amor e a devoção da vocação, volteia e saboreia essa relação com cumplicidade que lhe permite alçar voos mais longos, em melodia e canção.

"Gosto de muitas áreas da minha profissão, e isso é algo bom e em alguns momentos um problema. Trabalhar com produção e como músico sacia a minha necessidade de música e de discutir caminhos estéticos, me dando experiência e estofo, mas no campo prático dediquei menos tempo aos meus trabalhos", conta Max.

"Outro dia estava no computador ouvindo os temas que chamo de ‘músicas a trabalhar'. Hoje me dá mais vontade de mexer com elas do que com outra coisa. Para trás não está errado, mas para frente quero outras coisas", completa.

Sonoramente, Max acredita estar à frente de seus dois outros trabalhos, tanto em canto como em harmonia. Os sambas 'Itinerário' e 'É Hora de Fazer Verão' (em parceria com Arlindo Cruz), para ele, são a prova da expansão. "Tem também uma parceria com o Lula Queiroga (Tu E O Dom) que tem algo do Nordeste. A intenção era abrir o leque."

Até Alcione pinta na área, em 'É Hora de Fazer Verão', para provar que o samba não é apenas meia dúzia de batuques para gringo ver.

FALANDO DE AMOR
'Um Quadro de Nós Dois', apesar de pluralizar no som - há pitadas de muitos estilos entremeados aos arranjos - tem um vértice: o amor. Desde o ressentimento da separação até a descoberta da paixão.

"O amor é complexo, milhões de nuances e interpretações para coisa que é uma só. Da paixão ao desamor cabem tantas canções."

Mas falar de amor, ele diz, não foi intencional. "O meu processo construtivo, a parte da composição, não segue linha definida. Pego o violão e vou compondo, então uso palavras soltas para guiar a melodia. Eu sinto facilidade em encaminhar essas letras para o lado do amor."

Apesar disso, Max se armou de parceiros que são cancioneiros que se põem no patamar de clássicos compositores dos nossos mais derramados samba-canções ao falar do amor na contemporaneirade, entre eles Jorge Vercillo e Dudu Falcão. Até Guilherme Arantes entrou no pacote, com 'O Melhor Vai Começar', a única composição que Max não assina.

Para citar a universalidade do tema, ele conta do encontro que a essência da sua parceria com Arlindo Cruz teve com o momento do sambista. "Mandei a melodia para ele com uma parte da letra e ele pediu licença para contar uma história pessoal na música. Achei que ele ia abolir os pedaços que eu tinha criado, mas todos foram utilizados. A resolução da letra falava de um momento que ele estava vivendo."

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