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Bonde fica pronto, mas não vai para os trilhos


Aline Mazzo
Do Diário do Grande ABC

27/11/2006 | 22:26


O bonde de Rio Grande da Serra que foi para o Museu do Imigrante em fevereiro deste ano, finalmente acabou de ser restaurado. Ele está em exposição no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC – que financiou o restauro –, mas ainda vai demorar muito para voltar aos trilhos.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turístico de Rio Grande, Flávio Lemos, a idéia é encontrar uma empresa turística que queira colocar em operação o bonde. “Vamos abrir uma licitação para escolher uma empresa que terá de construir uma estação, um abrigo e um viradouro na linha”, explica Lemos.

A licitação deve ser aberta no segundo semestre do ano que vem. Enquanto isso, o bonde vai ficar em exposição no Consórcio Intermunicipal, que investiu mais de R$ 27 mil na restauração. “É importante para as pessoas saberem onde o Consórcio emprega o dinheiro e divulgar que Rio Grande terá um bonde”, afirma o secretário.

Só em janeiro de 2007 o bonde deverá ir para Rio Grande, mas ainda não tem lugar definido para ficar. Ele poderá ser colocado no Centro Integrado de Ensino, que já está em fase de finalização, ou dentro de um contêiner em praça pública. “Vamos aproveitar esse período para as crianças conheceram o patrimônio da cidade”, diz Lemos.

Não existe um tempo limite para deixar o bonde em exposição, mas o secretário acredita que nesse período a Prefeitura conseguirá definir em qual trecho ele vai operar e como será o seu funcionamento. “A bitola (largura) do bonde é igual ao da linha do trem, por isso temos diversas opções de rotas, inclusive a que liga a cidade até Ribeirão Pires.”

História – O bonde começou a operar em 1929, para fazer o transporte de pessoas e funcionários entre a pedreira e a estação ferroviária da cidade. Ele parou de funcionar na década de 1970 e ficou abandonado até o início desse ano.

Na restauração, feita pela Associação Brasileira de Preservação Rodoviária, foram trocados o motor, a parte elétrica, de transmissão e o câbio, deixando o bonde novo em folha e pronto para voltar a circular. Cerca de 85% do madeiramento foi substituído e os parafusos, antes de ferro, foram trocados por latão, para não enferrujar.


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Bonde fica pronto, mas não vai para os trilhos

Aline Mazzo
Do Diário do Grande ABC

27/11/2006 | 22:26


O bonde de Rio Grande da Serra que foi para o Museu do Imigrante em fevereiro deste ano, finalmente acabou de ser restaurado. Ele está em exposição no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC – que financiou o restauro –, mas ainda vai demorar muito para voltar aos trilhos.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turístico de Rio Grande, Flávio Lemos, a idéia é encontrar uma empresa turística que queira colocar em operação o bonde. “Vamos abrir uma licitação para escolher uma empresa que terá de construir uma estação, um abrigo e um viradouro na linha”, explica Lemos.

A licitação deve ser aberta no segundo semestre do ano que vem. Enquanto isso, o bonde vai ficar em exposição no Consórcio Intermunicipal, que investiu mais de R$ 27 mil na restauração. “É importante para as pessoas saberem onde o Consórcio emprega o dinheiro e divulgar que Rio Grande terá um bonde”, afirma o secretário.

Só em janeiro de 2007 o bonde deverá ir para Rio Grande, mas ainda não tem lugar definido para ficar. Ele poderá ser colocado no Centro Integrado de Ensino, que já está em fase de finalização, ou dentro de um contêiner em praça pública. “Vamos aproveitar esse período para as crianças conheceram o patrimônio da cidade”, diz Lemos.

Não existe um tempo limite para deixar o bonde em exposição, mas o secretário acredita que nesse período a Prefeitura conseguirá definir em qual trecho ele vai operar e como será o seu funcionamento. “A bitola (largura) do bonde é igual ao da linha do trem, por isso temos diversas opções de rotas, inclusive a que liga a cidade até Ribeirão Pires.”

História – O bonde começou a operar em 1929, para fazer o transporte de pessoas e funcionários entre a pedreira e a estação ferroviária da cidade. Ele parou de funcionar na década de 1970 e ficou abandonado até o início desse ano.

Na restauração, feita pela Associação Brasileira de Preservação Rodoviária, foram trocados o motor, a parte elétrica, de transmissão e o câbio, deixando o bonde novo em folha e pronto para voltar a circular. Cerca de 85% do madeiramento foi substituído e os parafusos, antes de ferro, foram trocados por latão, para não enferrujar.

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