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China descarta devolver avião americano em breve


Das Agências

08/05/2001 | 09:21


A China condenou nesta terça-feira o reinício dos vôos de espionagem americanos em seu litoral e descartou a possibilidade de devolver em breve o avião-espião retido no Sul do país desde o dia primeiro de abril.

Em reação à decisão americana, anunciada na segunda-feira à noite pelo Pentágono, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou a oposição de Pequim aos vôos de vigilância americanos e afirmou que iria se informar sobre a posição dos EUA.

Sun Yuxi, porta-voz da diplomacia, citado pela agência Nova China, convocou os Estados Unidos a "assumir as conseqüências" da colisão entre um avião EP-3 de vigilância eletrônica da marinha americana e um caça chinês, no dia primeiro na costa chinesa, e "a corrigir tais erros".

As relações entre a nova administração dos EUA e o governo chinês, que já não eram muito boas devido à venda de armas americanas a Taiwan, pioraram depois deste acidente, que provocou a morte do piloto chinês e a aterrissagem de emergência do EP-3 na ilha de Hainan.

Os 24 tripulantes foram liberados no final de onze dias e depois que Bush "lamentou" em várias ocasiões o incidente, mas não apresentou "desculpas".

Depois do incidente, os EUA suspenderam temporariamente seus vôos de vigilância na costa chinesa, retomados nesta segunda-feira, apesar dos protestos de Pequim.

Em relação ao avião-espião retido na ilha de Hainan, depois de manter silêncio em relação ao destino do aparelho, a China teve um primeiro gesto na semana passada quando autorizou um grupo de técnicos a vistoriar o aparelho e estudar a possibilidade de devolvê-lo.

Entretanto, o reinício na segunda-feira dos vôos de vigilância, parece que vai comprometer uma devolução a curto prazo do avião.

Antes de reclamar, o porta-voz chinês informou que Pequim não vai autorizar a partida do avião por via aérea, como desejava o secretário americano de Defesa Donald Rumsfeld. "A China deixou claro em várias ocasiões (...) que é impossível que o avião americano EP-3 volta a Estados Unidos por via aérea", declarou Sun. Ele convocou Washington a adotar uma atitude pragmática e construtiva para resolver o caso do avião.

O que não está claro é se a impossibilidade do avião americano decolar é puramente política ou técnica. O aparelho, equipado com sofisticados equipamentos eletrônicos, está avaliado em 80 milhões de dólares "Por enquanto, segundo os primeiros elementos da investigação, seria possível consertá-lo para que possa decolar, ainda que isto não seja totalmente garantido", declarou Rumsfeld numa entrevista na rede de televisão americana CBS.



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China descarta devolver avião americano em breve

Das Agências

08/05/2001 | 09:21


A China condenou nesta terça-feira o reinício dos vôos de espionagem americanos em seu litoral e descartou a possibilidade de devolver em breve o avião-espião retido no Sul do país desde o dia primeiro de abril.

Em reação à decisão americana, anunciada na segunda-feira à noite pelo Pentágono, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou a oposição de Pequim aos vôos de vigilância americanos e afirmou que iria se informar sobre a posição dos EUA.

Sun Yuxi, porta-voz da diplomacia, citado pela agência Nova China, convocou os Estados Unidos a "assumir as conseqüências" da colisão entre um avião EP-3 de vigilância eletrônica da marinha americana e um caça chinês, no dia primeiro na costa chinesa, e "a corrigir tais erros".

As relações entre a nova administração dos EUA e o governo chinês, que já não eram muito boas devido à venda de armas americanas a Taiwan, pioraram depois deste acidente, que provocou a morte do piloto chinês e a aterrissagem de emergência do EP-3 na ilha de Hainan.

Os 24 tripulantes foram liberados no final de onze dias e depois que Bush "lamentou" em várias ocasiões o incidente, mas não apresentou "desculpas".

Depois do incidente, os EUA suspenderam temporariamente seus vôos de vigilância na costa chinesa, retomados nesta segunda-feira, apesar dos protestos de Pequim.

Em relação ao avião-espião retido na ilha de Hainan, depois de manter silêncio em relação ao destino do aparelho, a China teve um primeiro gesto na semana passada quando autorizou um grupo de técnicos a vistoriar o aparelho e estudar a possibilidade de devolvê-lo.

Entretanto, o reinício na segunda-feira dos vôos de vigilância, parece que vai comprometer uma devolução a curto prazo do avião.

Antes de reclamar, o porta-voz chinês informou que Pequim não vai autorizar a partida do avião por via aérea, como desejava o secretário americano de Defesa Donald Rumsfeld. "A China deixou claro em várias ocasiões (...) que é impossível que o avião americano EP-3 volta a Estados Unidos por via aérea", declarou Sun. Ele convocou Washington a adotar uma atitude pragmática e construtiva para resolver o caso do avião.

O que não está claro é se a impossibilidade do avião americano decolar é puramente política ou técnica. O aparelho, equipado com sofisticados equipamentos eletrônicos, está avaliado em 80 milhões de dólares "Por enquanto, segundo os primeiros elementos da investigação, seria possível consertá-lo para que possa decolar, ainda que isto não seja totalmente garantido", declarou Rumsfeld numa entrevista na rede de televisão americana CBS.

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