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Elevador de escola quebra
e cadeirante fica sem aula

Estudante que tem 13 anos está há dois meses sem conseguir
estudar; e esta não é a primeira vez que o problema acontece


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

13/04/2013 | 07:00


O estudante Deivid Alves dos Santos não vai à escola há cerca de dois meses. Ele e outros quatro colegas, todos cadeirantes, estão impedidos de aprender porque o elevador da EE Palmira Grassioto, no Parque São Bernardo, em São Bernardo, está quebrado.

Esta não é a primeira vez que o problema acontece. Segundo a mãe do estudante, que sofre de distrofia muscular, a manicure Vanessa Alves dos Santos, 30, Deivid ficou sem ir à escola por 45 dias no ano passado devido ao mesmo problema. "Já procurei a diretoria e sempre escuto que não há o que fazer."

O menino chegou a frequentar a escola por uma semana mesmo com o elevador quebrado, no entanto, a mãe preferiu deixá-lo em casa ao saber que ele ficava no pátio no período da tarde (entre 13h e 18h), enquanto os colegas de sala aprendiam. "Se é para não fazer nada, ele fica em casa."

A rotina de Deivid só não sofreu alteração pela manhã, quando ele fica com a avó para que a mãe trabalhe. À tarde, no entanto, ao invés de frequentar as aulas, ele assiste à televisão, brinca com os amigos na rua ou fica no computador. Apesar do tempo disponível, o garoto considera ruim não ir para a aula.

Na tentativa de resolver o problema, Vanessa tentou transferir o filho para outra unidade de ensino, mais próxima de casa, porém, não obteve sucesso. A alegação é que não há vagas para o 6º ano.

OUTRO LADO

A Secretaria Estadual da Educação informou que, tão logo tomou conhecimento dos fatos, determinou que seja feita apuração de responsabilidades e que sejam adotadas, em caráter emergencial, medidas necessárias para atender adequadamente os alunos cadeirantes.

Será feita reunião na segunda-feira entre a diretoria de ensino, a direção da unidade e os pais dos cinco alunos cadeirantes para propor a transferência para unidade próxima que dispõe de acessibilidade adequada.

Conforme o Estado, o conteúdo não ministrado aos estudantes será reposto e a escola receberá vistoria para que o elevador seja consertado na próxima semana.



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Elevador de escola quebra
e cadeirante fica sem aula

Estudante que tem 13 anos está há dois meses sem conseguir
estudar; e esta não é a primeira vez que o problema acontece

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

13/04/2013 | 07:00


O estudante Deivid Alves dos Santos não vai à escola há cerca de dois meses. Ele e outros quatro colegas, todos cadeirantes, estão impedidos de aprender porque o elevador da EE Palmira Grassioto, no Parque São Bernardo, em São Bernardo, está quebrado.

Esta não é a primeira vez que o problema acontece. Segundo a mãe do estudante, que sofre de distrofia muscular, a manicure Vanessa Alves dos Santos, 30, Deivid ficou sem ir à escola por 45 dias no ano passado devido ao mesmo problema. "Já procurei a diretoria e sempre escuto que não há o que fazer."

O menino chegou a frequentar a escola por uma semana mesmo com o elevador quebrado, no entanto, a mãe preferiu deixá-lo em casa ao saber que ele ficava no pátio no período da tarde (entre 13h e 18h), enquanto os colegas de sala aprendiam. "Se é para não fazer nada, ele fica em casa."

A rotina de Deivid só não sofreu alteração pela manhã, quando ele fica com a avó para que a mãe trabalhe. À tarde, no entanto, ao invés de frequentar as aulas, ele assiste à televisão, brinca com os amigos na rua ou fica no computador. Apesar do tempo disponível, o garoto considera ruim não ir para a aula.

Na tentativa de resolver o problema, Vanessa tentou transferir o filho para outra unidade de ensino, mais próxima de casa, porém, não obteve sucesso. A alegação é que não há vagas para o 6º ano.

OUTRO LADO

A Secretaria Estadual da Educação informou que, tão logo tomou conhecimento dos fatos, determinou que seja feita apuração de responsabilidades e que sejam adotadas, em caráter emergencial, medidas necessárias para atender adequadamente os alunos cadeirantes.

Será feita reunião na segunda-feira entre a diretoria de ensino, a direção da unidade e os pais dos cinco alunos cadeirantes para propor a transferência para unidade próxima que dispõe de acessibilidade adequada.

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