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Mauaense tropeça e Zé Maria recebe ameaças


Nelson Cilo
Do Diário do Grande ABC

13/08/2009 | 07:00


A derrota do Grêmio Mauaense para o Elosport (3 a 1, ontem à tarde, em casa) expôs, de novo, a triste rotina de quem desafia talvez a pior crise financeira do clube. Como se não bastassem os três meses de atraso salarial, o técnico Zé Maria, que às vezes tira vales do próprio bolso para aliviar o drama dos jogadores, ainda precisou enfrentar a fúria de alguns exaltados que, ao final de mais um tropeço, queriam agredi-lo.

O treinador, chegou a subir no alambrado como se fosse pular do outro lado para provavelmente encarar a briga. "São uns imbecis que não conhecem as nossas dificuldades. Não sabem como é que sobrevivemos até aqui", desabafou o desolado comandante, ao falar da falta de pagamento e de apoio de uma cidade que simplesmente abandonou o time à própria sorte isolado na lanterna do Grupo 11 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

No entanto, nem todos ignoram a sina do único representante de Mauá no profissionalismo. Pelo menos 50 pessoas lá estavam para o que desse e viesse. Um deles é Roberto Dias, que procura ensinar às gêmeas Rafaela e Gabriela, de três anos, além de Alex, de oito, que o Grêmio é tudo para ele. "Olha, se colocassem iluminação no Municipal (Pedro Benedetti), o estádio estaria lotado, não é", supunha Dias.

Nos vestiários, Zé Maria não se conformava ao falar dos gols do Elosport (Douglas, Odair e Alex, enquanto Sassá descontou para o Grêmio - gol contra). "Vou cobrar o quê destes valentes meninos? Eles já deram prova de amor à camisa e muita dignidade", reconhece Zé Maria, de olho na despedida oficial na Segundona diante do Taubaté, domingo, no Vale do Paraíba. Quanto ao futuro do Grêmio, ninguém sabe. Nem Zé Maria nem aqueles que, injustamente, encontraram o vilão da história.



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Mauaense tropeça e Zé Maria recebe ameaças

Nelson Cilo
Do Diário do Grande ABC

13/08/2009 | 07:00


A derrota do Grêmio Mauaense para o Elosport (3 a 1, ontem à tarde, em casa) expôs, de novo, a triste rotina de quem desafia talvez a pior crise financeira do clube. Como se não bastassem os três meses de atraso salarial, o técnico Zé Maria, que às vezes tira vales do próprio bolso para aliviar o drama dos jogadores, ainda precisou enfrentar a fúria de alguns exaltados que, ao final de mais um tropeço, queriam agredi-lo.

O treinador, chegou a subir no alambrado como se fosse pular do outro lado para provavelmente encarar a briga. "São uns imbecis que não conhecem as nossas dificuldades. Não sabem como é que sobrevivemos até aqui", desabafou o desolado comandante, ao falar da falta de pagamento e de apoio de uma cidade que simplesmente abandonou o time à própria sorte isolado na lanterna do Grupo 11 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

No entanto, nem todos ignoram a sina do único representante de Mauá no profissionalismo. Pelo menos 50 pessoas lá estavam para o que desse e viesse. Um deles é Roberto Dias, que procura ensinar às gêmeas Rafaela e Gabriela, de três anos, além de Alex, de oito, que o Grêmio é tudo para ele. "Olha, se colocassem iluminação no Municipal (Pedro Benedetti), o estádio estaria lotado, não é", supunha Dias.

Nos vestiários, Zé Maria não se conformava ao falar dos gols do Elosport (Douglas, Odair e Alex, enquanto Sassá descontou para o Grêmio - gol contra). "Vou cobrar o quê destes valentes meninos? Eles já deram prova de amor à camisa e muita dignidade", reconhece Zé Maria, de olho na despedida oficial na Segundona diante do Taubaté, domingo, no Vale do Paraíba. Quanto ao futuro do Grêmio, ninguém sabe. Nem Zé Maria nem aqueles que, injustamente, encontraram o vilão da história.

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