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Petrobras aperta o cinto para investir em exploração



29/11/2008 | 07:00


Para tocar sua política de reduções de custos e manutenção de investimentos no segmento de Exploração e Produção, a Petrobras tem adotado uma estratégia de economia espartana, com corte de gastos considerados supérfluos pela estatal e redução dos gastos principalmente na área de Abastecimento.

A estratégia no momento é se manter adimplente e priorizar os investimentos de retorno rápido, como é o caso da área de pré-sal do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, como já afirmou anteriormente o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. "A idéia é desenvolver o pré-sal do Parque das Baleias, que é onde estão recursos extraordinários a custo mais baixo, segurar ao máximo todas as despesas possíveis em outras áreas para priorizar os estudos e desenvolvimento de outros projetos da área de E&P, e cortar mais do Abastecimento, que foi o principal rombo do ano, por conta das compras da empresas Ipiranga e Suzano", afirmou uma fonte do setor, ligada ao alto escalão da companhia.

A blindagem de Exploração e Produção é a prioridade número um da companhia, que está apertando os cintos para evitar gastos com supérfluos no momento. As informações sobre os cortes que estão sendo efetuados são de fontes que atuam em diversos escalões da empresa e que viram as alterações no dia-a-dia, além de confirmações de técnicos e profissionais que ocupam cargos mais elevados.

Um dia antes da divulgação do balanço financeiro do terceiro trimestre, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, foi para a rede interna de TV da companhia falar aos funcionários sobre os dias de contenção de despesas. Em nenhum momento houve a palavra "corte" ou mesmo foi citada dificuldade financeira.

Logo após a divulgação dos resultados, o mercado criticou os gastos excessivos da empresa ao longo do trimestre, fazendo jus à preocupação demonstrada por Gabrielli. "Coisas mínimas foram cortadas, do pó de café aos cartões que seriam distribuídos pela empresa aos seus fornecedores no Natal", diz uma fonte da área de Relações Públicas, que assim como outros assessores (imprensa, publicidade, marketing e outras áreas do administrativo da Petrobras) teve suspensa sua linha no aparelho celular fornecido pela companhia.



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Petrobras aperta o cinto para investir em exploração


29/11/2008 | 07:00


Para tocar sua política de reduções de custos e manutenção de investimentos no segmento de Exploração e Produção, a Petrobras tem adotado uma estratégia de economia espartana, com corte de gastos considerados supérfluos pela estatal e redução dos gastos principalmente na área de Abastecimento.

A estratégia no momento é se manter adimplente e priorizar os investimentos de retorno rápido, como é o caso da área de pré-sal do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, como já afirmou anteriormente o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. "A idéia é desenvolver o pré-sal do Parque das Baleias, que é onde estão recursos extraordinários a custo mais baixo, segurar ao máximo todas as despesas possíveis em outras áreas para priorizar os estudos e desenvolvimento de outros projetos da área de E&P, e cortar mais do Abastecimento, que foi o principal rombo do ano, por conta das compras da empresas Ipiranga e Suzano", afirmou uma fonte do setor, ligada ao alto escalão da companhia.

A blindagem de Exploração e Produção é a prioridade número um da companhia, que está apertando os cintos para evitar gastos com supérfluos no momento. As informações sobre os cortes que estão sendo efetuados são de fontes que atuam em diversos escalões da empresa e que viram as alterações no dia-a-dia, além de confirmações de técnicos e profissionais que ocupam cargos mais elevados.

Um dia antes da divulgação do balanço financeiro do terceiro trimestre, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, foi para a rede interna de TV da companhia falar aos funcionários sobre os dias de contenção de despesas. Em nenhum momento houve a palavra "corte" ou mesmo foi citada dificuldade financeira.

Logo após a divulgação dos resultados, o mercado criticou os gastos excessivos da empresa ao longo do trimestre, fazendo jus à preocupação demonstrada por Gabrielli. "Coisas mínimas foram cortadas, do pó de café aos cartões que seriam distribuídos pela empresa aos seus fornecedores no Natal", diz uma fonte da área de Relações Públicas, que assim como outros assessores (imprensa, publicidade, marketing e outras áreas do administrativo da Petrobras) teve suspensa sua linha no aparelho celular fornecido pela companhia.

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