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Artigo - Hoje, deixe o carro em casa


Especial para o Diário

22/09/2008 | 07:17


Nesta segunda-feira, dezenas de cidades no Brasil mergulham no movimento mundial Na Cidade Sem Meu Carro. A idéia é reservar o dia para o combate ao uso irracional do automóvel, com atividades em ruas previamente fechadas aos carros.

As atuais políticas públicas de mobilidade urbana no País obedecem uma regra não explícita, centrada na viabilização de um único modo de transporte que é o carro, com efeitos perversos para os humanos quanto à segurança e qualidade de vida.

O aumento nas vendas de veículos congestiona as cidades. O trânsito engarrafado transformou-se num dos mais espinhosos assuntos da campanha eleitoral. O desafio é oferecer transporte público confortável para a classe média.

A produção da indústria automobilística está aquecida. O setor investiu, na última década, US$ 26 bilhões em modernização para ampliar a capacidade produtiva. Hoje as montadoras têm potencial para colocar no mercado mais de três milhões de veículos por ano.

O futuro dessa política pública, se mantidas as estimativas de crescimento de 2,5% da população urbana brasileira e de 4% da frota de veículos, são mais congestionamentos nas cidades brasileiras que já representam 506 milhões de horas gastas a mais por ano pelos usuários do transporte coletivo, 258 milhões de litros de combustível consumidos a mais por ano, e uma poluição que pode ser medida em 123 mil toneladas de monóxido de carbono e 11 mil toneladas de hidrocarbonetos jogados na atmosfera.

A saúde pública e a qualidade de vida das cidades degradadas devido aos congestionamentos e a ocupação desordenada dos espaços verdes pelo automóvel polui o ar e provoca níveis insuportáveis de ruído.

Os catalisadores, que reduzem em 30 vezes o nível de monóxido de carbono dos carros, equipam apenas 10% dos carros em circulação no mundo.

Para eficácia da fluidez, mais de 25 mil seres humanos são mortos no momento do acidente; mais de 15 mil nos hospitais ou até um mês depois do acidente; outros 150 mil adquirem seqüelas permanentes devido aos traumatismos sofridos. Dentre essas vítimas, 50% são pedestres.

Por todos estes motivos e pela necessidade de enfrentarmos este tema tabu na sociedade atual, o Diário propôs a campanha Sabendo Usar Não Vai Parar. Participe. Deixe o carro em casa nesta segunda-feira para que o futuro de nossos filhos e netos seja melhor organizado.

Cristina Baddini é coordenadora da Revista Movimento da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e Diretora do Instituto Rua Viva.



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Artigo - Hoje, deixe o carro em casa

Especial para o Diário

22/09/2008 | 07:17


Nesta segunda-feira, dezenas de cidades no Brasil mergulham no movimento mundial Na Cidade Sem Meu Carro. A idéia é reservar o dia para o combate ao uso irracional do automóvel, com atividades em ruas previamente fechadas aos carros.

As atuais políticas públicas de mobilidade urbana no País obedecem uma regra não explícita, centrada na viabilização de um único modo de transporte que é o carro, com efeitos perversos para os humanos quanto à segurança e qualidade de vida.

O aumento nas vendas de veículos congestiona as cidades. O trânsito engarrafado transformou-se num dos mais espinhosos assuntos da campanha eleitoral. O desafio é oferecer transporte público confortável para a classe média.

A produção da indústria automobilística está aquecida. O setor investiu, na última década, US$ 26 bilhões em modernização para ampliar a capacidade produtiva. Hoje as montadoras têm potencial para colocar no mercado mais de três milhões de veículos por ano.

O futuro dessa política pública, se mantidas as estimativas de crescimento de 2,5% da população urbana brasileira e de 4% da frota de veículos, são mais congestionamentos nas cidades brasileiras que já representam 506 milhões de horas gastas a mais por ano pelos usuários do transporte coletivo, 258 milhões de litros de combustível consumidos a mais por ano, e uma poluição que pode ser medida em 123 mil toneladas de monóxido de carbono e 11 mil toneladas de hidrocarbonetos jogados na atmosfera.

A saúde pública e a qualidade de vida das cidades degradadas devido aos congestionamentos e a ocupação desordenada dos espaços verdes pelo automóvel polui o ar e provoca níveis insuportáveis de ruído.

Os catalisadores, que reduzem em 30 vezes o nível de monóxido de carbono dos carros, equipam apenas 10% dos carros em circulação no mundo.

Para eficácia da fluidez, mais de 25 mil seres humanos são mortos no momento do acidente; mais de 15 mil nos hospitais ou até um mês depois do acidente; outros 150 mil adquirem seqüelas permanentes devido aos traumatismos sofridos. Dentre essas vítimas, 50% são pedestres.

Por todos estes motivos e pela necessidade de enfrentarmos este tema tabu na sociedade atual, o Diário propôs a campanha Sabendo Usar Não Vai Parar. Participe. Deixe o carro em casa nesta segunda-feira para que o futuro de nossos filhos e netos seja melhor organizado.

Cristina Baddini é coordenadora da Revista Movimento da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e Diretora do Instituto Rua Viva.

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