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Craques da várzea têm salário e emprego


Do Diário do Grande ABC

20/08/2008 | 07:08


Os salários ainda não podem ser comparados aos dos craques dos grandes clubes. Entretanto, em São Bernardo, os boleiros são recompensados pelo seu trabalho. De acordo com o presidente da Liga de Futebol Amador, Saul Lino, 90% dos jogadores da Divisão Especial, a principal da cidade, recebem algum tipo de ajuda de custo para assinar com uma ou outra equipe.

"Os times procuram se reforçar. Tem alguns que oferecem ajuda de custo, gasolina, chuteira, material esportivo e até emprego para os atletas", enumera Saul. "Existe até jogadores que recebem um certo valor no ato da assinatura com os times", completa o presidente.

Em alguns times, os benefícios podem vir das formas mais inusitadas, como por exemplo, um emprego para que o atleta possa sustentar sua família.

No Nacional da Vila Vivaldi, atual bicampeão municipal, por exemplo, os dirigentes do clube empregam os craques nas agências de veículos que possuem.

O atacante Aílton Silva pode ilustrar o caso. O jogador, destaque do time, é motorista da concessionária de automóveis que pertence a empresa do time. "Cheguei aqui no Nacional porque além de jogar futebol também me ofereceram emprego. Só do futebol não dá para sustentar a família. Tenho de ter outra fonte de renda. Este é o retrato da várzea", disse o jogador, que já foi profissional, atuou no ASA (AL), no Nacional (PR), mas por falta de oportunidades voltou ao amadorismo.

Outra peculiaridade é que o técnico, Glauco Diniz, trabalha como vendedor na mesma loja de carros, localizada na Rua Jurubatuba. Além disso, ao final do ano, o dinheiro arrecadado com os eventos sociais do clube é rateado entre os atletas.

Organização garante o espetáculo nos gramados

"Acredito que, em São Paulo, só temos menos clubes filiados que a Federação Paulista". A frase do presidente da Liga de Futebol Amador de São Bernardo, Saul Lino, reflete as dimensões do trabalho realizado pela entidade, que existe desde 1947 e contabiliza o registro de 18 mil atletas.

A Liga cuida de todos os setores do futebol da cidade. Desde a elaboração das tabelas, arbitragem, inscrição e liberação de jogadores e possui um Tribunal de Justiça Desportiva, que se reúne semanalmente para julgar as ocorrências.

O TJD da Liga é formado por 11 auditores, indicados pela própria Liga, pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pela arbitragem e pelos representantes de clubes. "Uma das novidades é a possibilidade da conversão das penas em cestas básicas - doadas para instituições de caridade - com isso, como pesa no bolso, a violência nos campos diminuiu", assinala o presidente.

A Liga mobiliza-se também no quesito segurança. Em confrontos em que pressente a necessidade de reforçar o policiamento - seja pela rivalidade dos adversários ou qualquer outro fator - solicita atenção especial da Polícia Militar e Guarda Municipal.

A entidade funciona ininterruptamente. "Trabalhamos de segunda a segunda. Este ano teremos aproximadamente 700 partidas", destaca o presidente.



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Craques da várzea têm salário e emprego

Do Diário do Grande ABC

20/08/2008 | 07:08


Os salários ainda não podem ser comparados aos dos craques dos grandes clubes. Entretanto, em São Bernardo, os boleiros são recompensados pelo seu trabalho. De acordo com o presidente da Liga de Futebol Amador, Saul Lino, 90% dos jogadores da Divisão Especial, a principal da cidade, recebem algum tipo de ajuda de custo para assinar com uma ou outra equipe.

"Os times procuram se reforçar. Tem alguns que oferecem ajuda de custo, gasolina, chuteira, material esportivo e até emprego para os atletas", enumera Saul. "Existe até jogadores que recebem um certo valor no ato da assinatura com os times", completa o presidente.

Em alguns times, os benefícios podem vir das formas mais inusitadas, como por exemplo, um emprego para que o atleta possa sustentar sua família.

No Nacional da Vila Vivaldi, atual bicampeão municipal, por exemplo, os dirigentes do clube empregam os craques nas agências de veículos que possuem.

O atacante Aílton Silva pode ilustrar o caso. O jogador, destaque do time, é motorista da concessionária de automóveis que pertence a empresa do time. "Cheguei aqui no Nacional porque além de jogar futebol também me ofereceram emprego. Só do futebol não dá para sustentar a família. Tenho de ter outra fonte de renda. Este é o retrato da várzea", disse o jogador, que já foi profissional, atuou no ASA (AL), no Nacional (PR), mas por falta de oportunidades voltou ao amadorismo.

Outra peculiaridade é que o técnico, Glauco Diniz, trabalha como vendedor na mesma loja de carros, localizada na Rua Jurubatuba. Além disso, ao final do ano, o dinheiro arrecadado com os eventos sociais do clube é rateado entre os atletas.

Organização garante o espetáculo nos gramados

"Acredito que, em São Paulo, só temos menos clubes filiados que a Federação Paulista". A frase do presidente da Liga de Futebol Amador de São Bernardo, Saul Lino, reflete as dimensões do trabalho realizado pela entidade, que existe desde 1947 e contabiliza o registro de 18 mil atletas.

A Liga cuida de todos os setores do futebol da cidade. Desde a elaboração das tabelas, arbitragem, inscrição e liberação de jogadores e possui um Tribunal de Justiça Desportiva, que se reúne semanalmente para julgar as ocorrências.

O TJD da Liga é formado por 11 auditores, indicados pela própria Liga, pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pela arbitragem e pelos representantes de clubes. "Uma das novidades é a possibilidade da conversão das penas em cestas básicas - doadas para instituições de caridade - com isso, como pesa no bolso, a violência nos campos diminuiu", assinala o presidente.

A Liga mobiliza-se também no quesito segurança. Em confrontos em que pressente a necessidade de reforçar o policiamento - seja pela rivalidade dos adversários ou qualquer outro fator - solicita atenção especial da Polícia Militar e Guarda Municipal.

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