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Trabalhadores da Magneti aprovam pacote de demissão


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

03/12/2011 | 07:19


 

Após anunciar em outubro o fechamento da fábrica em São Bernardo, os 450 funcionários da Magneti Marelli aprovaram ontem, em assembleia, o pacote de benefícios proposto pela empresa para as demissões.

Além dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT, os metalúrgicos receberão valor fixo (de R$ 7.000 a R$ 10 mil), dependendo do tempo de casa; meio salário por ano trabalhado; seis vales-refeições (cada um no valor de R$ 330, total de R$ 1.980); 12 meses de assistência médica, além do apoio de uma empresa que ajudará os trabalhadores a se recolocarem no mercado de trabalho.

Até então, a classe trabalhadora mantinha paralisações, em forma de protesto pela falta de pacote de benefícios. "Tentamos negociar com a companhia para que não fechasse as portas, mas não teve jeito. Pelo menos conseguimos o pacote de benefícios que dará um pouco de estabilidade aos trabalhadores", conta o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Carlos Alberto Gonçalves, o Krica.

O grupo, que produz camisas de cilindro (peça que fica entre o bloco e o pistão de motores), em São Bernardo, afirma que, em 2007, a produção da fábrica atingiu 1 milhão de peças. "No segundo semestre de 2008, este número caiu devido à diminuição da demanda, principalmente do mercado externo, que já passava por dificuldades. No fim de 2008, com a crise econômica global instaurada, a demanda caiu abruptamente, chegando a 200 mil peças", aponta a empresa.

Ainda segundo a indústria, com 80% de sua receita proveniente de exportações, os resultados da unidade foram seriamente afetados por volumes baixos. "Conta também o fato do real ter alta valorização frente ao dólar norte-americano, o que fez o negócio chegar a níveis insustentáveis."

A empresa afirma que irá cumprir com os contratos vigentes e não estabelece data para desativar a fábrica por completo. Inicialmente, trabalhadores diziam que as atividades seriam mantidas até o fim de dezembro. Até o momento, funcionários trabalham normalmente, divididos em quatro turnos.

Com faturamento de 5,4 bilhões de euros em 2010, cerca de 33 mil colaboradores, 77 unidades produtivas e 11 centros de pesquisa , o grupo está presente em 18 países. No Brasil, a Magneti Marelli tem nove fábricas e 13 unidades produtivas - em cidades como São Bernardo, Mauá, Santo André, Amparo (SP), Hortolândia (SP), Contagem (MG), Itaúna (MG) e Lavras (MG).



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Trabalhadores da Magneti aprovam pacote de demissão

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

03/12/2011 | 07:19


 

Após anunciar em outubro o fechamento da fábrica em São Bernardo, os 450 funcionários da Magneti Marelli aprovaram ontem, em assembleia, o pacote de benefícios proposto pela empresa para as demissões.

Além dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT, os metalúrgicos receberão valor fixo (de R$ 7.000 a R$ 10 mil), dependendo do tempo de casa; meio salário por ano trabalhado; seis vales-refeições (cada um no valor de R$ 330, total de R$ 1.980); 12 meses de assistência médica, além do apoio de uma empresa que ajudará os trabalhadores a se recolocarem no mercado de trabalho.

Até então, a classe trabalhadora mantinha paralisações, em forma de protesto pela falta de pacote de benefícios. "Tentamos negociar com a companhia para que não fechasse as portas, mas não teve jeito. Pelo menos conseguimos o pacote de benefícios que dará um pouco de estabilidade aos trabalhadores", conta o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Carlos Alberto Gonçalves, o Krica.

O grupo, que produz camisas de cilindro (peça que fica entre o bloco e o pistão de motores), em São Bernardo, afirma que, em 2007, a produção da fábrica atingiu 1 milhão de peças. "No segundo semestre de 2008, este número caiu devido à diminuição da demanda, principalmente do mercado externo, que já passava por dificuldades. No fim de 2008, com a crise econômica global instaurada, a demanda caiu abruptamente, chegando a 200 mil peças", aponta a empresa.

Ainda segundo a indústria, com 80% de sua receita proveniente de exportações, os resultados da unidade foram seriamente afetados por volumes baixos. "Conta também o fato do real ter alta valorização frente ao dólar norte-americano, o que fez o negócio chegar a níveis insustentáveis."

A empresa afirma que irá cumprir com os contratos vigentes e não estabelece data para desativar a fábrica por completo. Inicialmente, trabalhadores diziam que as atividades seriam mantidas até o fim de dezembro. Até o momento, funcionários trabalham normalmente, divididos em quatro turnos.

Com faturamento de 5,4 bilhões de euros em 2010, cerca de 33 mil colaboradores, 77 unidades produtivas e 11 centros de pesquisa , o grupo está presente em 18 países. No Brasil, a Magneti Marelli tem nove fábricas e 13 unidades produtivas - em cidades como São Bernardo, Mauá, Santo André, Amparo (SP), Hortolândia (SP), Contagem (MG), Itaúna (MG) e Lavras (MG).

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