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Pinheiro irá governar com PMDB estadual

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

10/10/2012 | 07:02


 

O prefeito eleito de São Caetano, Paulo Pinheiro, quer governar com apoio do seu partido, o PMDB, para montar um secretariado de perfil técnico. Com a derrota da sigla na Capital, peemedebistas enxergam a cidade como potencial espaço de atividade política. Para Pinheiro, esse assédio será positivo e poderá contribuir com a importação de secretários "experientes". Apesar de a coligação dele ter feito apenas três vereadores dos 19, a Câmara já dá indícios da rendição à popularidade do peemedebista, que derrotou a candidata governista, Regina Maura Zetone (PTB), com 63,35% dos votos ante 34,81%. Ontem, na sessão da Câmara, lotada de apoiadores do PMDB vestidos de camisas azuis, todos os vereadores que estiveram ao lado da petebista na campanha discursaram parabenizando a vitória e firmaram compromisso de auxiliar a próxima gestão. Pinheiro mira alterar o perfil do Legislativo e acabar com a restrição que teria sido imposta pelo prefeito José Auricchio Júnior (PTB). O próximo gestor do município classifica a atual gestão como "maquiada".

 

DIÁRIO - Qual a avaliação que o sr. faz em ter vencido a candidata governista, que contou com apoio da máquina, ter quebrado a sequência de 30 anos de gestões petebistas e com aliança de apenas quatro partidos, contra 19 siglas?

PAULO PINHEIRO - Primeiro é que o eleitorado de São Caetano evoluiu bastante. Teve um querer de participar da política e foi item importante na minha candidatura e nos meus votos. Outro item foi essa campanha suja que eles fizeram. São Caetano não admite mais esse tipo de coisa. Passou a época de jogar na população uma coisa que não interessa, com panfletos apócrifos e mentiras novas todos os dias. Através de telefonemas querendo associar o PT comigo (...) A pessoa que está em dúvida acaba a indecisão e vai votar em quem mente menos e faz menos bagunça, aquele que é mais centrado. Uma candidata (Regina) que era desconhecida para a população. Se ela não tinha nada para avaliar, o que é que a gente vai pensar em termos de votos? É o voto para a pessoa que tem história na cidade, já teve trabalho profissional e político. Sou vereador há quatro mandatos, ela nunca passou pela Câmara e nunca teve posição política. Isso fez que a população me desse preferência.

 

DIÁRIO - Então o PTB errou?

PINHEIRO - Até quando estava do lado do governo falei por várias vezes que essa eleição tinha que ter candidato a prefeito que viesse da Câmara. Não era uma pessoa estranha à política. Mas ele (Auricchio) achava que poderia fazer sozinho.

DIÁRIO - Precisava um ex-petebista ser candidato por outra sigla para quebrar a hegemonia?

PINHEIRO - Quem votou em mim não foi por partido. Quem tinha histórico teve essa votação expressiva. Mas ele (Auricchio) queria ela (Regina) de qualquer jeito.

 

DIÁRIO - A campanha foi acirrada e repleta de ofensas dos dois lados. Faltou debate de propostas?

PINHEIRO - Por parte dela (Regina) sim, da minha parte estava fazendo minhas reuniões falando de propostas e alertando a população sobre as baixarias, sem denegrir a imagem deles.

 

DIÁRIO - O Facebook foi o maior termômetro da campanha. Sua candidatura ganhou corpo aliado ao marketing virtual. Qual a avaliação do papel da internet?

PINHEIRO - Nos Estados Unidos já se vota muito por quem aparece mais em redes sociais. A gente percebe que a tendência é aumentar mais a influência da mídia em redes sociais. O jornal e a televisão são vistos e lidos, mas a pessoas não têm muito tempo para estar lá. Na internet está gravado, eles abrem em horário de folga e veem. Meu pessoal cuidou direitinho colocando minhas atividades e as repercussões. Não sei quem foi o marqueteiro deles, mas só deu tiro no pé. Pecaram pela truculência, pela perseguição.

 

DIÁRIO - Sua candidatura foi subestimada?

PINHEIRO - Na realidade ele (Auricchio) não tinha experiência para perceber determinadas situações. Achava que com tantos partidos e a máquina na mão poderia direcionar os votos para quem quisesse. A história foi outra.

 

DIÁRIO - O seu discurso após a eleição foi de chamar o povo para governar ao seu lado. Como fará isso?

PINHEIRO - Sou povo, vivo com povo na rua, atendendo (como médico), não sou político de quatro paredes. Estou na rua e falo o ‘sim'' e o ‘não''. Não é tudo que se pode fazer, mas pelo menos o munícipe está lhe ouvindo. Vou ouvir as reivindicações.

 

DIÁRIO - Qual será o perfil do secretariado? Vai aproveitar nomes da atual gestão?

PINHEIRO - Quero ver como vai ser a transição para ver a situação do governo. Os aliados foram parceiros, estavam comigo e serão privilegiados. Temos de retribuir a confiança. Vamos abrir para que eles mostrem do que são capazes. Não é ter o cargo só para ter, quero que tenham atribuições e cobranças. O perfil será técnico, para ajudar. Se não colocar um advogado no jurídico, um médico na Saúde e uma pessoa ligada à Educação não ajuda.

 

DIÁRIO - Sua vitória virou referência ao PMDB estadual. Como o sr. pretende lidar com o assédio da sigla para governar ao seu lado e fazer de São Caetano uma vitrine? A legenda teria nomes para indicar ao secretariado?

PINHEIRO - Acho bom, quero assédio total, é sinal que vem recursos e pessoal me ajudando. Quanto mais assediado, no bom sentido, podem vir que estou às ordens. Conversei com o vice-presidente (da República, Michel Temer) e ele se dispôs a me ajudar no que precisar. Pedirei orientação deles no sentido de indicação para secretários. Se eles têm pessoas acostumadas com políticas públicas que possam contribuir com São Caetano, vou pedir. Quero mostrar que esse governo vai ser diferente. Será voltado ao povo. Se vou conseguir, não sei, mas vou fazer valer isso. Às vezes a gente pensa que está certo, mas não está. E ouvindo outra opinião podemos mudar. Mudaremos a cidade para melhor. Seguir bons exemplos, como o legado do (prefeito Luiz) Tortorello (morto em 2004) no esporte amador e na Educação. Agora, esse aí (Auricchio) maquiou a cidade.

 

DIÁRIO - E seria difícil trabalhar nisso que o sr. chama de maquiagem?

PINHEIRO - Creio que não, porque as coisas que a gente tem em mente sabemos o que queremos. Se a gente puder tirar a maquiagem em menor tempo possível... A Saúde tem aparelhos que você diz que tem, mas está maquiado com um que não tem qualidade. Está lá, mas vive quebrado. Dependendo da maquiagem e do Orçamento... vamos ver quanto tempo vai demorar. Na Escola Alcina Dantas Feijão você vai no auditório e é cheio de goteira. Na Saúde também, com equipamentos sucateados. Na Educação tem algo errado, não são os professores que desaprenderam. É o método que está errado. Queremos ver essas coisas.

 

DIÁRIO - O sr. prevê uma herança de dívidas no Paço?

PINHEIRO - A gente está sabendo de débitos lá, credores cobrando de três a quatro meses de atrasos. Um montante grande que não foi empenhado. Quando não tem dinheiro guardado, o que você vai fazer? Como sou eu que vou pegar a sequência da administração dele (Auricchio), pode pegar montante que vai ser difícil de sanar. Não sei se eles vão abrir essa situação, mas tem que ter clareza para ajudar a próxima administração. Temos que estar preparados e se armar contra isso. Tomara que eles façam uma transição aberta.

 

DIÁRIO - Sua coligação elegeu três cadeiras. Ainda acredita que não terá dificuldade em garantir governabilidade?

PINHEIRO - Vou chamar todos os vereadores para conversar. Creio que não vou ter problema, embora cada um tenha sua ideologia. Eles vão querer o bem da cidade. Uma coisa ou outra que vão pedir para mudar e a gente pode mudar, porque ninguém é dono da razão. Vou usar o bom-senso para que ninguém saia perdendo.

 

DIÁRIO - Durante a campanha, os bastidores indicavam que o sr. tinha apoio de aliados do PTB. Com o resultado eles vão se identificar?

PINHEIRO - Creio que o jeito de pensar deles não vai mudar. Quem quer o bem da cidade vai vir comigo. Os projetos que vou fazer vão ser para o bem da cidade. A administração também vai aceitar os projetos deles.

 

DIÁRIO - O deputado federal do PTB Arnaldo Faria de Sá garantiu que o PTB governaria ao seu lado. O sr. acha que pode haver um impedimento por parte do presidente municipal da sigla, o prefeito José Auricchio Júnior, na intenção de fazer oposição ao seu governo?

PINHEIRO - Eu creio que não. Fazer oposição é normal. Mas quando vai ver a parte técnica dos projetos e a parte política, creio que vão votar com as minhas propostas.

 

DIÁRIO - O perfil da Câmara sempre foi governista. Acha saudável?

PINHEIRO - Todo prefeito gostaria de ter maioria, eu não vou ser diferente. Mas se não tiver, que votem os meus projetos. O resto se resolve. Acho que vou ter a maioria porque vou conversar francamente. O Legislativo terá participação importante na minha administração, com participação e sugestões. Vou valorizar, porque o Executivo não valorizou em nada o Legislativo. A população quer que o vereador esteja ajudando. O prefeito tem que abrir para o vereador mais itens de projetos que podem ser sancionados. Teve uma barreira grande nos últimos quatro anos que amarrou os parlamentares. Queremos que a liberdade de expressão e sentimentos voltem.

 

DIÁRIO - Como prevê o processo de transição? O prefeito já colocou o secretariado à disposição?

PINHEIRO - Ele não falou isso a mim. Disse que qualquer tratativa para irmos conversar com o pessoal dele e com o irmão dele (Marcelo, articulador do governo). Se ele não der abertura nós não vamos. Mas creio que não deve existir impedimento. Ele foi cortês e me parabenizou. Eu vou viajar, passar uma semana fora, e quando voltar vamos pegar as pessoas certas.

 

 



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Pinheiro irá governar com PMDB estadual

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

10/10/2012 | 07:02


 

O prefeito eleito de São Caetano, Paulo Pinheiro, quer governar com apoio do seu partido, o PMDB, para montar um secretariado de perfil técnico. Com a derrota da sigla na Capital, peemedebistas enxergam a cidade como potencial espaço de atividade política. Para Pinheiro, esse assédio será positivo e poderá contribuir com a importação de secretários "experientes". Apesar de a coligação dele ter feito apenas três vereadores dos 19, a Câmara já dá indícios da rendição à popularidade do peemedebista, que derrotou a candidata governista, Regina Maura Zetone (PTB), com 63,35% dos votos ante 34,81%. Ontem, na sessão da Câmara, lotada de apoiadores do PMDB vestidos de camisas azuis, todos os vereadores que estiveram ao lado da petebista na campanha discursaram parabenizando a vitória e firmaram compromisso de auxiliar a próxima gestão. Pinheiro mira alterar o perfil do Legislativo e acabar com a restrição que teria sido imposta pelo prefeito José Auricchio Júnior (PTB). O próximo gestor do município classifica a atual gestão como "maquiada".

 

DIÁRIO - Qual a avaliação que o sr. faz em ter vencido a candidata governista, que contou com apoio da máquina, ter quebrado a sequência de 30 anos de gestões petebistas e com aliança de apenas quatro partidos, contra 19 siglas?

PAULO PINHEIRO - Primeiro é que o eleitorado de São Caetano evoluiu bastante. Teve um querer de participar da política e foi item importante na minha candidatura e nos meus votos. Outro item foi essa campanha suja que eles fizeram. São Caetano não admite mais esse tipo de coisa. Passou a época de jogar na população uma coisa que não interessa, com panfletos apócrifos e mentiras novas todos os dias. Através de telefonemas querendo associar o PT comigo (...) A pessoa que está em dúvida acaba a indecisão e vai votar em quem mente menos e faz menos bagunça, aquele que é mais centrado. Uma candidata (Regina) que era desconhecida para a população. Se ela não tinha nada para avaliar, o que é que a gente vai pensar em termos de votos? É o voto para a pessoa que tem história na cidade, já teve trabalho profissional e político. Sou vereador há quatro mandatos, ela nunca passou pela Câmara e nunca teve posição política. Isso fez que a população me desse preferência.

 

DIÁRIO - Então o PTB errou?

PINHEIRO - Até quando estava do lado do governo falei por várias vezes que essa eleição tinha que ter candidato a prefeito que viesse da Câmara. Não era uma pessoa estranha à política. Mas ele (Auricchio) achava que poderia fazer sozinho.

DIÁRIO - Precisava um ex-petebista ser candidato por outra sigla para quebrar a hegemonia?

PINHEIRO - Quem votou em mim não foi por partido. Quem tinha histórico teve essa votação expressiva. Mas ele (Auricchio) queria ela (Regina) de qualquer jeito.

 

DIÁRIO - A campanha foi acirrada e repleta de ofensas dos dois lados. Faltou debate de propostas?

PINHEIRO - Por parte dela (Regina) sim, da minha parte estava fazendo minhas reuniões falando de propostas e alertando a população sobre as baixarias, sem denegrir a imagem deles.

 

DIÁRIO - O Facebook foi o maior termômetro da campanha. Sua candidatura ganhou corpo aliado ao marketing virtual. Qual a avaliação do papel da internet?

PINHEIRO - Nos Estados Unidos já se vota muito por quem aparece mais em redes sociais. A gente percebe que a tendência é aumentar mais a influência da mídia em redes sociais. O jornal e a televisão são vistos e lidos, mas a pessoas não têm muito tempo para estar lá. Na internet está gravado, eles abrem em horário de folga e veem. Meu pessoal cuidou direitinho colocando minhas atividades e as repercussões. Não sei quem foi o marqueteiro deles, mas só deu tiro no pé. Pecaram pela truculência, pela perseguição.

 

DIÁRIO - Sua candidatura foi subestimada?

PINHEIRO - Na realidade ele (Auricchio) não tinha experiência para perceber determinadas situações. Achava que com tantos partidos e a máquina na mão poderia direcionar os votos para quem quisesse. A história foi outra.

 

DIÁRIO - O seu discurso após a eleição foi de chamar o povo para governar ao seu lado. Como fará isso?

PINHEIRO - Sou povo, vivo com povo na rua, atendendo (como médico), não sou político de quatro paredes. Estou na rua e falo o ‘sim'' e o ‘não''. Não é tudo que se pode fazer, mas pelo menos o munícipe está lhe ouvindo. Vou ouvir as reivindicações.

 

DIÁRIO - Qual será o perfil do secretariado? Vai aproveitar nomes da atual gestão?

PINHEIRO - Quero ver como vai ser a transição para ver a situação do governo. Os aliados foram parceiros, estavam comigo e serão privilegiados. Temos de retribuir a confiança. Vamos abrir para que eles mostrem do que são capazes. Não é ter o cargo só para ter, quero que tenham atribuições e cobranças. O perfil será técnico, para ajudar. Se não colocar um advogado no jurídico, um médico na Saúde e uma pessoa ligada à Educação não ajuda.

 

DIÁRIO - Sua vitória virou referência ao PMDB estadual. Como o sr. pretende lidar com o assédio da sigla para governar ao seu lado e fazer de São Caetano uma vitrine? A legenda teria nomes para indicar ao secretariado?

PINHEIRO - Acho bom, quero assédio total, é sinal que vem recursos e pessoal me ajudando. Quanto mais assediado, no bom sentido, podem vir que estou às ordens. Conversei com o vice-presidente (da República, Michel Temer) e ele se dispôs a me ajudar no que precisar. Pedirei orientação deles no sentido de indicação para secretários. Se eles têm pessoas acostumadas com políticas públicas que possam contribuir com São Caetano, vou pedir. Quero mostrar que esse governo vai ser diferente. Será voltado ao povo. Se vou conseguir, não sei, mas vou fazer valer isso. Às vezes a gente pensa que está certo, mas não está. E ouvindo outra opinião podemos mudar. Mudaremos a cidade para melhor. Seguir bons exemplos, como o legado do (prefeito Luiz) Tortorello (morto em 2004) no esporte amador e na Educação. Agora, esse aí (Auricchio) maquiou a cidade.

 

DIÁRIO - E seria difícil trabalhar nisso que o sr. chama de maquiagem?

PINHEIRO - Creio que não, porque as coisas que a gente tem em mente sabemos o que queremos. Se a gente puder tirar a maquiagem em menor tempo possível... A Saúde tem aparelhos que você diz que tem, mas está maquiado com um que não tem qualidade. Está lá, mas vive quebrado. Dependendo da maquiagem e do Orçamento... vamos ver quanto tempo vai demorar. Na Escola Alcina Dantas Feijão você vai no auditório e é cheio de goteira. Na Saúde também, com equipamentos sucateados. Na Educação tem algo errado, não são os professores que desaprenderam. É o método que está errado. Queremos ver essas coisas.

 

DIÁRIO - O sr. prevê uma herança de dívidas no Paço?

PINHEIRO - A gente está sabendo de débitos lá, credores cobrando de três a quatro meses de atrasos. Um montante grande que não foi empenhado. Quando não tem dinheiro guardado, o que você vai fazer? Como sou eu que vou pegar a sequência da administração dele (Auricchio), pode pegar montante que vai ser difícil de sanar. Não sei se eles vão abrir essa situação, mas tem que ter clareza para ajudar a próxima administração. Temos que estar preparados e se armar contra isso. Tomara que eles façam uma transição aberta.

 

DIÁRIO - Sua coligação elegeu três cadeiras. Ainda acredita que não terá dificuldade em garantir governabilidade?

PINHEIRO - Vou chamar todos os vereadores para conversar. Creio que não vou ter problema, embora cada um tenha sua ideologia. Eles vão querer o bem da cidade. Uma coisa ou outra que vão pedir para mudar e a gente pode mudar, porque ninguém é dono da razão. Vou usar o bom-senso para que ninguém saia perdendo.

 

DIÁRIO - Durante a campanha, os bastidores indicavam que o sr. tinha apoio de aliados do PTB. Com o resultado eles vão se identificar?

PINHEIRO - Creio que o jeito de pensar deles não vai mudar. Quem quer o bem da cidade vai vir comigo. Os projetos que vou fazer vão ser para o bem da cidade. A administração também vai aceitar os projetos deles.

 

DIÁRIO - O deputado federal do PTB Arnaldo Faria de Sá garantiu que o PTB governaria ao seu lado. O sr. acha que pode haver um impedimento por parte do presidente municipal da sigla, o prefeito José Auricchio Júnior, na intenção de fazer oposição ao seu governo?

PINHEIRO - Eu creio que não. Fazer oposição é normal. Mas quando vai ver a parte técnica dos projetos e a parte política, creio que vão votar com as minhas propostas.

 

DIÁRIO - O perfil da Câmara sempre foi governista. Acha saudável?

PINHEIRO - Todo prefeito gostaria de ter maioria, eu não vou ser diferente. Mas se não tiver, que votem os meus projetos. O resto se resolve. Acho que vou ter a maioria porque vou conversar francamente. O Legislativo terá participação importante na minha administração, com participação e sugestões. Vou valorizar, porque o Executivo não valorizou em nada o Legislativo. A população quer que o vereador esteja ajudando. O prefeito tem que abrir para o vereador mais itens de projetos que podem ser sancionados. Teve uma barreira grande nos últimos quatro anos que amarrou os parlamentares. Queremos que a liberdade de expressão e sentimentos voltem.

 

DIÁRIO - Como prevê o processo de transição? O prefeito já colocou o secretariado à disposição?

PINHEIRO - Ele não falou isso a mim. Disse que qualquer tratativa para irmos conversar com o pessoal dele e com o irmão dele (Marcelo, articulador do governo). Se ele não der abertura nós não vamos. Mas creio que não deve existir impedimento. Ele foi cortês e me parabenizou. Eu vou viajar, passar uma semana fora, e quando voltar vamos pegar as pessoas certas.

 

 

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