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Cirurgia tem fila
de 2.473 pacientes

Listagem está disponível no site do Hospital Estadual Mário
Covas; espera por procedimento é de, em média, dois anos


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

10/10/2012 | 07:00


O Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, tem atualmente cerca de 2.473 pessoas em lista de espera para cirurgias. As operações de hérnia, otorrinolaringologia e ortopédicas são as mais concorridas. Pacientes são obrigados a esperar, em média, dois anos pelo procedimento.

Os dados constam em listagem disponível no site do hospital (www.hospitalmariocovas.org.br). A promessa era de que a relação tivesse sido publicada em agosto, mas a atualização do cadastro dos pacientes demorou dois meses mais para ser concluída. O acesso é feito pelo número de inscrição. A medida atende antiga reivindicação dos usuários, já que muitos não tinham previsão de quando seriam chamados ou sequer sabiam se ainda estavam na lista.

No caso da dona de casa Maria Trabaquim Santos, 66 anos, a espera por cirurgia de hérnia inguinal dura quase quatro anos. Isso porque a moradora de Santo André já esperava há dois anos pelo procedimento quando foi chamada em setembro de 2011 para refazer exames e novamente esperar em casa. "Isso é uma vergonha", destaca.

A situação de Maria é semelhante a de aproximadamente 200 pessoas, que estão na fila para este tipo de cirurgia. São realizados em média 96 procedimentos deste tipo por ano.

Outro gargalo é a demanda por cirurgia de otorrinolaringologia. São cerca de 360 pacientes para 180 operações por ano. Com isso, o jovem Vinícius, de 8 anos, terá de aguentar as crises de amidalite por mais dois anos. A mãe, a dona de casa Elenice Maria dos Santos, 29, agendou o procedimento para que sejam removidas as amídalas do filho ontem.

A lista ainda conta com 300 pessoas na fila por cirurgia de cabeça e pescoço, 258 para cirurgia pediátrica e 224 para urológica. Além disso, 193 pessoas aguardam operação oftalmológica, 223 por cirurgia plástica, 115 vascular, 51 ginecologia, 240 para cirurgia geral, entre outros. Nestes casos, o tempo de espera tende a ser menor, tendo em vista que é realizada maior quantidade de operações por mês.

A dona de casa Maria Dantas, 72, já passou por cirurgia ortopédica, depois de aguardar por oito meses. Agora entrou na fila de espera novamente. A tentativa é resolver problemas de artrose.

Há pelo menos 200 pessoas que estão na listagem desde os anos 2008 e 2009. Nestes casos, o superintendente do hospital, Desiré Callegari, explica que o paciente em questão não foi localizado pela equipe do hospital. "Isso não significa que a pessoa está há quatro anos aguardando o procedimento. É que adotamos a postura de não remover ninguém da lista."

PERFIL 

A aposta de Calegari é na transformação do perfil assistencial do Hospital Mário Covas para aumentar a capacidade de cirurgias graves em até 20%. O número atual é de 600 mensais. A meta é escoar a demanda de procedimentos cirúrgicos de menor complexidade (hoje são feitos 400 por mês) e consultas ambulatoriais para os dois AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), criados em Santo André e Mauá pelo governo estadual.

Para efetivar a mudança de perfil será preciso investir em reforma, aquisição de equipamentos e até ampliação de leitos. Parte da verba que irá promover a readequação do atendimento virá do QualiSUS, projeto do governo federal em parceria com o Banco Mundial. Ao todo, a União enviará R$ 20,4 milhões à região, sendo que R$ 6,5 milhões serão destinados ao Mário Covas.

Atualmente o hospital tem 42 leitos de UTI. Somados aos de internação, são 309 ativos e outros 25 que estão em reforma. Segundo a superintendência, o hospital trabalha no limite da capacidade. Não é raro procedimentos pré-agendados serem cancelados para atendimento de emergências.

A expectativa é de que os atendimentos de urgência e emergência oferecidos pelos municípios aliviem a demanda no Mário Covas.



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Cirurgia tem fila
de 2.473 pacientes

Listagem está disponível no site do Hospital Estadual Mário
Covas; espera por procedimento é de, em média, dois anos

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

10/10/2012 | 07:00


O Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, tem atualmente cerca de 2.473 pessoas em lista de espera para cirurgias. As operações de hérnia, otorrinolaringologia e ortopédicas são as mais concorridas. Pacientes são obrigados a esperar, em média, dois anos pelo procedimento.

Os dados constam em listagem disponível no site do hospital (www.hospitalmariocovas.org.br). A promessa era de que a relação tivesse sido publicada em agosto, mas a atualização do cadastro dos pacientes demorou dois meses mais para ser concluída. O acesso é feito pelo número de inscrição. A medida atende antiga reivindicação dos usuários, já que muitos não tinham previsão de quando seriam chamados ou sequer sabiam se ainda estavam na lista.

No caso da dona de casa Maria Trabaquim Santos, 66 anos, a espera por cirurgia de hérnia inguinal dura quase quatro anos. Isso porque a moradora de Santo André já esperava há dois anos pelo procedimento quando foi chamada em setembro de 2011 para refazer exames e novamente esperar em casa. "Isso é uma vergonha", destaca.

A situação de Maria é semelhante a de aproximadamente 200 pessoas, que estão na fila para este tipo de cirurgia. São realizados em média 96 procedimentos deste tipo por ano.

Outro gargalo é a demanda por cirurgia de otorrinolaringologia. São cerca de 360 pacientes para 180 operações por ano. Com isso, o jovem Vinícius, de 8 anos, terá de aguentar as crises de amidalite por mais dois anos. A mãe, a dona de casa Elenice Maria dos Santos, 29, agendou o procedimento para que sejam removidas as amídalas do filho ontem.

A lista ainda conta com 300 pessoas na fila por cirurgia de cabeça e pescoço, 258 para cirurgia pediátrica e 224 para urológica. Além disso, 193 pessoas aguardam operação oftalmológica, 223 por cirurgia plástica, 115 vascular, 51 ginecologia, 240 para cirurgia geral, entre outros. Nestes casos, o tempo de espera tende a ser menor, tendo em vista que é realizada maior quantidade de operações por mês.

A dona de casa Maria Dantas, 72, já passou por cirurgia ortopédica, depois de aguardar por oito meses. Agora entrou na fila de espera novamente. A tentativa é resolver problemas de artrose.

Há pelo menos 200 pessoas que estão na listagem desde os anos 2008 e 2009. Nestes casos, o superintendente do hospital, Desiré Callegari, explica que o paciente em questão não foi localizado pela equipe do hospital. "Isso não significa que a pessoa está há quatro anos aguardando o procedimento. É que adotamos a postura de não remover ninguém da lista."

PERFIL 

A aposta de Calegari é na transformação do perfil assistencial do Hospital Mário Covas para aumentar a capacidade de cirurgias graves em até 20%. O número atual é de 600 mensais. A meta é escoar a demanda de procedimentos cirúrgicos de menor complexidade (hoje são feitos 400 por mês) e consultas ambulatoriais para os dois AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), criados em Santo André e Mauá pelo governo estadual.

Para efetivar a mudança de perfil será preciso investir em reforma, aquisição de equipamentos e até ampliação de leitos. Parte da verba que irá promover a readequação do atendimento virá do QualiSUS, projeto do governo federal em parceria com o Banco Mundial. Ao todo, a União enviará R$ 20,4 milhões à região, sendo que R$ 6,5 milhões serão destinados ao Mário Covas.

Atualmente o hospital tem 42 leitos de UTI. Somados aos de internação, são 309 ativos e outros 25 que estão em reforma. Segundo a superintendência, o hospital trabalha no limite da capacidade. Não é raro procedimentos pré-agendados serem cancelados para atendimento de emergências.

A expectativa é de que os atendimentos de urgência e emergência oferecidos pelos municípios aliviem a demanda no Mário Covas.

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