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Judeus celebram a chegada do Ano-Novo

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

16/09/2012 | 07:00


Momento de introspecção e reflexão sobre o ano que passou e o que chega. Assim é encarado o Tishrei, primeiro mês do ano de acordo com o calendário judaico. A partir do entardecer de hoje até terça-feira, as cerca de 150 famílias judias do grande ABC celebram o Rosh Hashaná, ou seja, o início do ano 5.773.

Nesta data, as duas sinagogas localizadas na região, uma em Santo André e outra em São Caetano, serão palco das orações no considerado dia do julgamento. Apesar de ser uma festividade, o Ano-Novo judaico é um momento sério, explica o rabino Yosef Tawil, 50 anos. "Neste dia lembramos de forma especial o quanto Deus é bom conosco e pedimos que tenha piedade de nós, nos abençoando e permitindo um ano com saúde e prosperidade".

Para os judeus, o Ano-Novo é comemorado no sexto dia após a criação do mundo segundo a bíblia, quando Deus criou Adão e Eva. "O homem foi a principal criação, porque sua finalidade é fazer um mundo melhor", destaca Tawil. Dessa forma, o rabino esclarece que apesar de ser julgado pelo juiz do universo, acredita-se que o propósito de Deus não é castigar ou punir e sim querer que seus discípulos sigam seus mandamentos.

A cerimônia das sinagogas é marcada pelo toque do shofar - instrumento feito de chifre de carneiro e que representa o momento em que Abraão vai sacrificar seu filho, Isaac, para demonstrar a sua fé. Nesse momento, a leitura da Bíblia e a oração auxiliam a comunidade a refletir e a compreender os ensinamentos divinos.

Os judeus acreditam que a prece é um mandamento de Deus, seja para busca de ajuda ou em gratidão nos tempos de bem-estar.

Todo o mês de elul - que antecede o de tishrei - é marcado pela retrospecção e arrependimento, segundo o rabino. Já os dez primeiros dias do Ano-Novo são de penitência para os judeus. Esse ciclo é finalizado com o Yom Kipur, comemorado dez dias depois do Ano-Novo - entre 7 e 8 de outubro -, momento em que Deus sela o destino de todos. Judeus acreditam que neste dia recebem o perdão e, por isso, jejuam.

JANTAR

Depois da sinagoga, as famílias se reúnem em suas casas para o jantar com comidas especiais. No cardápio, o principal item é a maçã regada com mel, que simboliza o pedido para que todos tenham um ano doce e bom. "O ano pode ser bom, mas amargo, por isso, prezamos pelo doce", observa o rabino Tawil.

Não pode faltar ainda o vinho, o chalot - pão redondo que simboliza a continuidade e eternidade -, além de frutas, carne, alho poró, tâmaras, acelga, abóbora moranga e cenoura, feijão roxinho, romã, cabeça de peixe e de carneiro.

Estão banidos da cerimônia alimentos amargos, como raíz forte, ou que possam atrapalhar na oração, como é o caso da noz. Além de provocar pigarro, essa palavra tem valor numérico que corresponde ao da palavra pecado.

Em relação à vestimenta, não há regra, mas a maior parte das pessoas prefere usar roupa branca, segundo o rabino.

Normalmente, o rabino ceia com aqueles que não tem família ou que estão longe de seus parentes na própria sinagoga.

Comemoração pede união familiar, além de reflexão e perdão

A família é algo de extrema importância no judaísmo e, por isso, o Ano-Novo é celebrado em união entre os entes queridos, explica a dona de casa Rebeca Blumen Schwartz, 70 anos.

Casada com judeu e com dois filhos que também seguem a tradição, ela revela que a preparação psicológica para a festa começou há uma semana. "Estamos cientes de que neste dia somos julgados por Deus, por isso, olhamos para dentro, observamos o que fizemos e planejamos fazer o bem."

Para as matriarcas, a preparação da ceia provavelmente será feita na manhã de hoje neste ano, tendo em vista o descanso de sábado, que deve ser preservado. "Vou fazer o jantar no domingo (hoje) de manhã e deixar tudo pronto para ir à sinagoga", diz a moradora de Santo André há 55 anos.

Na cultura judaica está intrínseca, ainda, a tarefa de fazer o bem, explica Rebeca. "Nos reunimos em comunidade para visitar doentes, auxiliamos grupos beneficentes, além de rezar diariamente", destaca.



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Judeus celebram a chegada do Ano-Novo

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

16/09/2012 | 07:00


Momento de introspecção e reflexão sobre o ano que passou e o que chega. Assim é encarado o Tishrei, primeiro mês do ano de acordo com o calendário judaico. A partir do entardecer de hoje até terça-feira, as cerca de 150 famílias judias do grande ABC celebram o Rosh Hashaná, ou seja, o início do ano 5.773.

Nesta data, as duas sinagogas localizadas na região, uma em Santo André e outra em São Caetano, serão palco das orações no considerado dia do julgamento. Apesar de ser uma festividade, o Ano-Novo judaico é um momento sério, explica o rabino Yosef Tawil, 50 anos. "Neste dia lembramos de forma especial o quanto Deus é bom conosco e pedimos que tenha piedade de nós, nos abençoando e permitindo um ano com saúde e prosperidade".

Para os judeus, o Ano-Novo é comemorado no sexto dia após a criação do mundo segundo a bíblia, quando Deus criou Adão e Eva. "O homem foi a principal criação, porque sua finalidade é fazer um mundo melhor", destaca Tawil. Dessa forma, o rabino esclarece que apesar de ser julgado pelo juiz do universo, acredita-se que o propósito de Deus não é castigar ou punir e sim querer que seus discípulos sigam seus mandamentos.

A cerimônia das sinagogas é marcada pelo toque do shofar - instrumento feito de chifre de carneiro e que representa o momento em que Abraão vai sacrificar seu filho, Isaac, para demonstrar a sua fé. Nesse momento, a leitura da Bíblia e a oração auxiliam a comunidade a refletir e a compreender os ensinamentos divinos.

Os judeus acreditam que a prece é um mandamento de Deus, seja para busca de ajuda ou em gratidão nos tempos de bem-estar.

Todo o mês de elul - que antecede o de tishrei - é marcado pela retrospecção e arrependimento, segundo o rabino. Já os dez primeiros dias do Ano-Novo são de penitência para os judeus. Esse ciclo é finalizado com o Yom Kipur, comemorado dez dias depois do Ano-Novo - entre 7 e 8 de outubro -, momento em que Deus sela o destino de todos. Judeus acreditam que neste dia recebem o perdão e, por isso, jejuam.

JANTAR

Depois da sinagoga, as famílias se reúnem em suas casas para o jantar com comidas especiais. No cardápio, o principal item é a maçã regada com mel, que simboliza o pedido para que todos tenham um ano doce e bom. "O ano pode ser bom, mas amargo, por isso, prezamos pelo doce", observa o rabino Tawil.

Não pode faltar ainda o vinho, o chalot - pão redondo que simboliza a continuidade e eternidade -, além de frutas, carne, alho poró, tâmaras, acelga, abóbora moranga e cenoura, feijão roxinho, romã, cabeça de peixe e de carneiro.

Estão banidos da cerimônia alimentos amargos, como raíz forte, ou que possam atrapalhar na oração, como é o caso da noz. Além de provocar pigarro, essa palavra tem valor numérico que corresponde ao da palavra pecado.

Em relação à vestimenta, não há regra, mas a maior parte das pessoas prefere usar roupa branca, segundo o rabino.

Normalmente, o rabino ceia com aqueles que não tem família ou que estão longe de seus parentes na própria sinagoga.

Comemoração pede união familiar, além de reflexão e perdão

A família é algo de extrema importância no judaísmo e, por isso, o Ano-Novo é celebrado em união entre os entes queridos, explica a dona de casa Rebeca Blumen Schwartz, 70 anos.

Casada com judeu e com dois filhos que também seguem a tradição, ela revela que a preparação psicológica para a festa começou há uma semana. "Estamos cientes de que neste dia somos julgados por Deus, por isso, olhamos para dentro, observamos o que fizemos e planejamos fazer o bem."

Para as matriarcas, a preparação da ceia provavelmente será feita na manhã de hoje neste ano, tendo em vista o descanso de sábado, que deve ser preservado. "Vou fazer o jantar no domingo (hoje) de manhã e deixar tudo pronto para ir à sinagoga", diz a moradora de Santo André há 55 anos.

Na cultura judaica está intrínseca, ainda, a tarefa de fazer o bem, explica Rebeca. "Nos reunimos em comunidade para visitar doentes, auxiliamos grupos beneficentes, além de rezar diariamente", destaca.

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