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Volkswagen demite 21 funcionários na
unidade de São Bernardo

Arquivo/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dispensados afirmam ter doença do trabalho
ou sequelas de acidentes na fábrica


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

18/04/2014 | 00:03


A Volkswagen demitiu, entre quarta-feira e ontem, 21 trabalhadores das linhas de produção da unidade de São Bernardo. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo a entidade, que não disponibilizou porta-voz para comentar o assunto, a montadora teria afirmado que os dispensados apresentaram graves problemas de baixo comparecimento ao trabalho.

A equipe do Diário conversou com alguns dos funcionários demitidos e também com outros que continuam empregados, mas que estão assustados com a situação. Aqueles que entraram no corte garantiram que sofreram acidentes de trabalho ou que possuem doenças ocasionadas pelas funções que exerciam na fábrica. Todos preferiram não se identificar.

Alguns dos profissionais que perderam seus postos de trabalho disseram que recebem benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por causa de suas doenças e complicações.

Neste caso, conforme acordo coletivo firmado entre sindicato e Volks, será “garantida aos empregados, acidentados no trabalho ou portadores de doença profissional, a permanência na empresa sem prejuízo da remuneração...”. Questionado sobre o compromisso de estabilidade firmado com a montadora, porém, o sindicato respondeu que está apurando o caso e tomará as medidas possíveis e cabíveis. Mas não confirmou que os dispensados possuíam doenças do trabalho ou eram acidentados.

“Se existe uma cláusula no acordo, não seria possível a demissão. Acredito que, se ocorreu, só pode ter sido um descuido da empresa”, observou o professor de Relações Trabalhistas e Sindicais e Gestão de Recursos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo, Luiz Silvério Silva, que também é coordenador da cátedra Celso Daniel de Gestão de Cidades da instituição de ensino.

PREOCUPAÇÃO - Um dos trabalhadores, que está empregado há 20 anos na montadora, mas possui vários problemas causados pelos movimentos repetitivos de sua atividade, desabafou sua preocupação. “Imagine só, depois de nos machucar ao cobrar as metas de produção, a empresa nos demite. Onde teríamos condições de ser admitidos com essas sequelas?”

Segundo os demitidos, a empresa garantiu apenas verbas trabalhistas, sem a oferta de pacote especial devido à estabilidade. “O sindicato nos orientou para não realizarmos o exame médico demissional até a data da homologação (15 de maio)”, contou um dos profissionais dispensados, que ainda tem esperança na possibilidade de reintegração.

A Paranapanema, por exemplo, dispensou cerca de 70 trabalhadores com direito à estabilidade, em fevereiro. Mas, em contrapartida, garantiu o pagamento de valor referente a todos os salários que receberiam no período que ainda falta para se aposentarem.

Procurada, a Volkswagen respondeu que não iria se manifestar sobre o assunto.
 



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Volkswagen demite 21 funcionários na
unidade de São Bernardo

Dispensados afirmam ter doença do trabalho
ou sequelas de acidentes na fábrica

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

18/04/2014 | 00:03


A Volkswagen demitiu, entre quarta-feira e ontem, 21 trabalhadores das linhas de produção da unidade de São Bernardo. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo a entidade, que não disponibilizou porta-voz para comentar o assunto, a montadora teria afirmado que os dispensados apresentaram graves problemas de baixo comparecimento ao trabalho.

A equipe do Diário conversou com alguns dos funcionários demitidos e também com outros que continuam empregados, mas que estão assustados com a situação. Aqueles que entraram no corte garantiram que sofreram acidentes de trabalho ou que possuem doenças ocasionadas pelas funções que exerciam na fábrica. Todos preferiram não se identificar.

Alguns dos profissionais que perderam seus postos de trabalho disseram que recebem benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por causa de suas doenças e complicações.

Neste caso, conforme acordo coletivo firmado entre sindicato e Volks, será “garantida aos empregados, acidentados no trabalho ou portadores de doença profissional, a permanência na empresa sem prejuízo da remuneração...”. Questionado sobre o compromisso de estabilidade firmado com a montadora, porém, o sindicato respondeu que está apurando o caso e tomará as medidas possíveis e cabíveis. Mas não confirmou que os dispensados possuíam doenças do trabalho ou eram acidentados.

“Se existe uma cláusula no acordo, não seria possível a demissão. Acredito que, se ocorreu, só pode ter sido um descuido da empresa”, observou o professor de Relações Trabalhistas e Sindicais e Gestão de Recursos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo, Luiz Silvério Silva, que também é coordenador da cátedra Celso Daniel de Gestão de Cidades da instituição de ensino.

PREOCUPAÇÃO - Um dos trabalhadores, que está empregado há 20 anos na montadora, mas possui vários problemas causados pelos movimentos repetitivos de sua atividade, desabafou sua preocupação. “Imagine só, depois de nos machucar ao cobrar as metas de produção, a empresa nos demite. Onde teríamos condições de ser admitidos com essas sequelas?”

Segundo os demitidos, a empresa garantiu apenas verbas trabalhistas, sem a oferta de pacote especial devido à estabilidade. “O sindicato nos orientou para não realizarmos o exame médico demissional até a data da homologação (15 de maio)”, contou um dos profissionais dispensados, que ainda tem esperança na possibilidade de reintegração.

A Paranapanema, por exemplo, dispensou cerca de 70 trabalhadores com direito à estabilidade, em fevereiro. Mas, em contrapartida, garantiu o pagamento de valor referente a todos os salários que receberiam no período que ainda falta para se aposentarem.

Procurada, a Volkswagen respondeu que não iria se manifestar sobre o assunto.
 

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