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Inadimplência de março atinge 6,58%, diz SPC Brasil

Tiago Silva/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Resultado ocorre em cenário adverso, sem estímulos ao consumo, e reflete compras de Natal


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

09/04/2014 | 07:00


 A inadimplência dos brasileiros cresceu 6,58% em março e atingiu a maior alta dos últimos 15 meses. No mesmo mês do ano passado, o aumento era de 4,84%, na comparação com os 12 meses anteriores. O percentual ficou próximo ao de 2012, quando a expansão atingiu 6,86%.

Os dados são de apuração publicada ontem pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Na avaliação do gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges, o resultado é preocupante, tendo em vista que a inadimplência tem crescido com cenário econômico totalmente adverso às expansões dos anos anteriores. “E já é possível falar em tendência de aceleração da inadimplência”, observou o especialista. Em janeiro, o percentual de atrasos atingiu alta de 7,84% e, em fevereiro, de 5,54%.

A preocupação de Borges se refere ao período de contenção de consumo no País. Em 2012, o governo federal tinha como objetivo estimular o crescimento da economia incentivando a compra de veículos, eletrodomésticos e móveis com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e também pela redução da taxa Selic.

Com grande oferta de crédito e mais facilidade, tendo em vista que os juros estavam menores, o volume de calotes caminhou para cima. “Neste caso é comum”, pontuou Borges.

Mas, no mês passado, a situação estava inversa. Não há mais estímulos ao consumo por meio de IPI reduzido. E o BC (Banco Central) tem elevado a Selic consecutivamente. Na semana passada, por exemplo, o Copom (Comitê de Política Monetária) da autoridade passou a taxa básica de juros de 10,75% para 11% ao ano. “E agora a inadimplência está aumentando sem incremento da vendas”, observou.

 

MOTIVOS - A inadimplência, conforme a apuração do SPC Brasil, tem como base todas as contas atrasadas, mesmo que por um dia, que entraram no registro de CPFs da empresa de proteção ao crédito. E, segundo Borges, as compras de fim de ano, principalmente de Natal, em várias parcelas, são hipóteses para explicar os calotes em alta. Isso porque as dívidas atrasadas que mais cresceram foram aquelas vencidas há até 90 dias, com alta de 6,29%.

Na prática, os consumidores acabaram se enroscando com as contas sazonais de começo de ano e não conseguiram liquidar aquelas já assumidas no fim de 2013, avaliou Borges. “A renda ficou muito comprometida”, destacou. Entre as principais contas de janeiro e fevereiro estão o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e os gastos com materiais escolares.

Por segmentos, as empresas de telefonia, TV a cabo e internet tiveram a maior alta de inadimplência, com 1,48%, seguidas pelo comércio, com 1,33%.

Os atrasos com registros no banco de dados do SPC Brasil do segmento de contadores, advogados e arquitetos aumentaram 0,96%, para os bancos, seguradoras e operadoras de planos de saúde, subiram 0,51%, e para água, luz, esgoto e gás houve recuo de 0,48%.

RECEITA - O comércio varejista do Grande ABC faturou R$ 2,4 bilhões em janeiro, revelou pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O resultado reflete queda de 0,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

“Há deslocamento de compra. As pessoas buscam estabelecimentos com mais variedade e especializados na Capital, o que pode ter influenciado o resultado”, destacou o assessor econômico da Fecomercio-SP Guilherme Dietze. Isso porque as maiores quedas ocorreram nas lojas de departamento (-43,9%), eletrodomésticos e eletrônicos (-15,4%) e concessionárias de veículos (-10,7%).



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Inadimplência de março atinge 6,58%, diz SPC Brasil

Resultado ocorre em cenário adverso, sem estímulos ao consumo, e reflete compras de Natal

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

09/04/2014 | 07:00


 A inadimplência dos brasileiros cresceu 6,58% em março e atingiu a maior alta dos últimos 15 meses. No mesmo mês do ano passado, o aumento era de 4,84%, na comparação com os 12 meses anteriores. O percentual ficou próximo ao de 2012, quando a expansão atingiu 6,86%.

Os dados são de apuração publicada ontem pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Na avaliação do gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges, o resultado é preocupante, tendo em vista que a inadimplência tem crescido com cenário econômico totalmente adverso às expansões dos anos anteriores. “E já é possível falar em tendência de aceleração da inadimplência”, observou o especialista. Em janeiro, o percentual de atrasos atingiu alta de 7,84% e, em fevereiro, de 5,54%.

A preocupação de Borges se refere ao período de contenção de consumo no País. Em 2012, o governo federal tinha como objetivo estimular o crescimento da economia incentivando a compra de veículos, eletrodomésticos e móveis com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e também pela redução da taxa Selic.

Com grande oferta de crédito e mais facilidade, tendo em vista que os juros estavam menores, o volume de calotes caminhou para cima. “Neste caso é comum”, pontuou Borges.

Mas, no mês passado, a situação estava inversa. Não há mais estímulos ao consumo por meio de IPI reduzido. E o BC (Banco Central) tem elevado a Selic consecutivamente. Na semana passada, por exemplo, o Copom (Comitê de Política Monetária) da autoridade passou a taxa básica de juros de 10,75% para 11% ao ano. “E agora a inadimplência está aumentando sem incremento da vendas”, observou.

 

MOTIVOS - A inadimplência, conforme a apuração do SPC Brasil, tem como base todas as contas atrasadas, mesmo que por um dia, que entraram no registro de CPFs da empresa de proteção ao crédito. E, segundo Borges, as compras de fim de ano, principalmente de Natal, em várias parcelas, são hipóteses para explicar os calotes em alta. Isso porque as dívidas atrasadas que mais cresceram foram aquelas vencidas há até 90 dias, com alta de 6,29%.

Na prática, os consumidores acabaram se enroscando com as contas sazonais de começo de ano e não conseguiram liquidar aquelas já assumidas no fim de 2013, avaliou Borges. “A renda ficou muito comprometida”, destacou. Entre as principais contas de janeiro e fevereiro estão o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e os gastos com materiais escolares.

Por segmentos, as empresas de telefonia, TV a cabo e internet tiveram a maior alta de inadimplência, com 1,48%, seguidas pelo comércio, com 1,33%.

Os atrasos com registros no banco de dados do SPC Brasil do segmento de contadores, advogados e arquitetos aumentaram 0,96%, para os bancos, seguradoras e operadoras de planos de saúde, subiram 0,51%, e para água, luz, esgoto e gás houve recuo de 0,48%.

RECEITA - O comércio varejista do Grande ABC faturou R$ 2,4 bilhões em janeiro, revelou pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O resultado reflete queda de 0,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

“Há deslocamento de compra. As pessoas buscam estabelecimentos com mais variedade e especializados na Capital, o que pode ter influenciado o resultado”, destacou o assessor econômico da Fecomercio-SP Guilherme Dietze. Isso porque as maiores quedas ocorreram nas lojas de departamento (-43,9%), eletrodomésticos e eletrônicos (-15,4%) e concessionárias de veículos (-10,7%).

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