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RDM cobrou 41 vezes menos por TI em Uberlândia

A empresa foi convocada pela Câmara de S.Caetano para instalar softwares por R$ 1,372 milhão


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

19/11/2013 | 07:00


Convocada pela Câmara de São Caetano na licitação do TI (Tecnologia da Informação), a RDM – empresa com a pior proposta – prestou serviço semelhante ao exigido com custo 41 vezes mais barato em Uberlândia (MG) em comparação com a oferta feita ao Legislativo. O Diário teve acesso ao atestado de capacidade técnica entregue ao presidente da Casa, Sidnei Bezerra da Silva, o Sidão (PSB), que aponta a contradição.

A RDM foi a quinta colocada no processo, com proposta de R$ 1,565 milhão para o período de um ano. Posteriormente, reduziu para R$ 1,372 milhão. O contrato representa um valor mensal de R$ 114.333. O objeto do certame é o fornecimento de 12 softwares de sistemas de informação integrados a serem instalados em 150 computadores e com manutenção presencial e corretiva.

Em Uberlândia, a RDM prestou o mesmo serviço de sistemas para Legislativo, mas como terceirizada da J Brasil Sistemas Ltda. O atestado de capacidade técnica declara que a companhia executou a implantação e instalação de 11 softwares integrados com suporte técnico e manutenção corretiva pelo valor mensal de R$ 2.758,13 durante nove meses. O total do contrato foi de R$ 24.823. Esse montante representa 2,41% do proposto em São Caetano e também é 41 vezes mais barato.

A discrepância dos valores fica ainda mais clara quando os serviços prestados são descritos apenas com diferenças de nomeações. Os softwares solicitados, por exemplo, são denominados da mesma maneira. Em São Caetano, o serviço tem um módulo a mais. O adicional, entretanto, está nomeado como Leis e Processo Legislativo na declaração da J Brasil, enquanto a Câmara destrinchou esse módulo em dois: o de Leis e o de Processo Legislativo. Pequenas diferenças que poderiam gerar diferença mínima entre uma proposta e outra, mas não foi o que ocorreu.

O chamamento da RDM tem causado polêmica entre os vereadores. A primeira surgiu pela relação de Sidão com o diretor de tecnologia da empresa, Damaso Matos. Os dois são citados em matéria veiculada pela Câmara de Diadema de 2012 como amigos. O fato de a sede da companhia, na Vila Homero Thon, em Santo André, ser um prédio residencial também incomodou.

Damaso Matos disse ao Diário por telefone que a diferença dos serviços é de natureza jurídica, sem se aprofundar. “É um serviço de instalação de softwares”, resumiu. Após questionamentos, Matos disse que só responderia perguntas por e-mail. Mas não retornou.
Há mais de oito meses em curso, a licitação de Sidão já está na sua segunda versão. Ambas foram vencidas pela atual prestadora do serviço, a Mirasoft, que foi desclassificada nas duas oportunidades.
 



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RDM cobrou 41 vezes menos por TI em Uberlândia

A empresa foi convocada pela Câmara de S.Caetano para instalar softwares por R$ 1,372 milhão

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

19/11/2013 | 07:00


Convocada pela Câmara de São Caetano na licitação do TI (Tecnologia da Informação), a RDM – empresa com a pior proposta – prestou serviço semelhante ao exigido com custo 41 vezes mais barato em Uberlândia (MG) em comparação com a oferta feita ao Legislativo. O Diário teve acesso ao atestado de capacidade técnica entregue ao presidente da Casa, Sidnei Bezerra da Silva, o Sidão (PSB), que aponta a contradição.

A RDM foi a quinta colocada no processo, com proposta de R$ 1,565 milhão para o período de um ano. Posteriormente, reduziu para R$ 1,372 milhão. O contrato representa um valor mensal de R$ 114.333. O objeto do certame é o fornecimento de 12 softwares de sistemas de informação integrados a serem instalados em 150 computadores e com manutenção presencial e corretiva.

Em Uberlândia, a RDM prestou o mesmo serviço de sistemas para Legislativo, mas como terceirizada da J Brasil Sistemas Ltda. O atestado de capacidade técnica declara que a companhia executou a implantação e instalação de 11 softwares integrados com suporte técnico e manutenção corretiva pelo valor mensal de R$ 2.758,13 durante nove meses. O total do contrato foi de R$ 24.823. Esse montante representa 2,41% do proposto em São Caetano e também é 41 vezes mais barato.

A discrepância dos valores fica ainda mais clara quando os serviços prestados são descritos apenas com diferenças de nomeações. Os softwares solicitados, por exemplo, são denominados da mesma maneira. Em São Caetano, o serviço tem um módulo a mais. O adicional, entretanto, está nomeado como Leis e Processo Legislativo na declaração da J Brasil, enquanto a Câmara destrinchou esse módulo em dois: o de Leis e o de Processo Legislativo. Pequenas diferenças que poderiam gerar diferença mínima entre uma proposta e outra, mas não foi o que ocorreu.

O chamamento da RDM tem causado polêmica entre os vereadores. A primeira surgiu pela relação de Sidão com o diretor de tecnologia da empresa, Damaso Matos. Os dois são citados em matéria veiculada pela Câmara de Diadema de 2012 como amigos. O fato de a sede da companhia, na Vila Homero Thon, em Santo André, ser um prédio residencial também incomodou.

Damaso Matos disse ao Diário por telefone que a diferença dos serviços é de natureza jurídica, sem se aprofundar. “É um serviço de instalação de softwares”, resumiu. Após questionamentos, Matos disse que só responderia perguntas por e-mail. Mas não retornou.
Há mais de oito meses em curso, a licitação de Sidão já está na sua segunda versão. Ambas foram vencidas pela atual prestadora do serviço, a Mirasoft, que foi desclassificada nas duas oportunidades.
 

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