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Encontro destaca importância de prevenir nascimentos prematuros

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Hospital da Mulher, em Santo André, reúne mães e bebês em atividade de conscientização


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

19/11/2013 | 07:00


Em comemoração ao Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade, o Hospital da Mulher de Santo André foi palco de encontro com cerca de 50 mães de bebês que nasceram antes de 37 semanas de gestação. Além de acompanhar palestra sobre a importância do Método Canguru – estratégia que incentiva o aleitamento materno e ajuda a diminuir a mortalidade infantil – as mulheres puderam trocar experiências e celebrar a superação dos recém-nascidos em busca da vida.

O nascimento de bebês de forma prematura ainda é tido como um problema sério, podendo ser responsável pela morte neonatal ou sequelas como surdez, cegueira, deficiência mental e problemas pulmonares em alguns casos, explica o diretor técnico do hospital, Gilberto Palma. Segundo ele, apenas 5% dos 350 partos registrados mensalmente no Hospital da Mulher são prematuros. “Apesar de não ser um índice alto, temos uma luta diária para reduzir ainda mais”, destaca.

Palma afirma ainda que a prematuridade ocorre, em sua maioria, devido a assistência pré-natal inadequada. “Quando há acompanhamento, conseguimos identificar problemas que também podem interferir no nascimento antes do prazo, como doenças maternas (diabetes e pressão alta, por exemplo) ou fetais em tempo de prevenir”, diz.

A pediatra Sueli Bispo de Souza esclarece que o Método Canguru é uma das formas de ajudar a diminuir sequelas. “Ao colocar o bebê em contato com a pele da mãe, do pai ou de um familiar, temos o desenvolvimento do laço afetivo. Além disso, eles ganham peso mais rápido”, comenta.

A técnica nasceu na década de 1970, na Colômbia, como forma de solucionar o problema de falta de incubadoras. “Foi constatado que os bebês que ficavam em contato com as mães se desenvolviam mais rápido e de maneira mais saudável do que os que estavam nas incubadoras”, explica Sueli. A medida é estratégia do SUS (Sistema Único de Saúde) desde 2000.

Para a recepcionista Janaina Jessica Santos, 24 anos, a técnica foi fundamental para o desenvolvimento do filho, o pequeno Gustavo, 3 meses. Ele nasceu com 32 semanas de gestação, pesando apenas 900 gramas, após a mãe ter desenvolvido pressão alta durante a gravidez. “Se não fosse o pré-natal, não teria descoberto o problema e poderia ter sido pior”, revela a mamãe de primeira viagem.

Um mês após a alta médica, mãe e filho ainda se recuperam do período traumático. “Mãe de prematuro é muito mais preocupada. Ainda hoje ele prefere ficar na posição do Método Canguru e só para de chorar assim.”

 

Mãe comemora superação de filha que nasceu com 24 cm

Ao olhar para o passado, a pedagoga Silvana Maria da Silva, 38 anos, se sente mais forte. Isso porque há oito anos, sua terceira gestação terminou com 21 semanas. “Estava grávida de gêmeos, a bolsa rompeu com 12 semanas e eles nasceram com três meses. Infelizmente o menino morreu e fiquei só com a menina”, diz, ao se referir à pequena Vitória, hoje com 8 anos.

Quando nasceu, a bebezinha media 24 centímetros e pesava apenas 590 gramas. “Conseguia segurar ela com uma mão”, lembra Silvana.

Segundo a mãe, o prematuro é um diamante que merece muito cuidado, mas demonstra ser guerreiro ao lutar pela vida. “Ela mudou minha visão de mundo, voltei a estudar e me formei”, destaca Silvana, que parou de trabalhar para cuidar integralmente da filha, que é deficiente auditiva. 



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Encontro destaca importância de prevenir nascimentos prematuros

Hospital da Mulher, em Santo André, reúne mães e bebês em atividade de conscientização

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

19/11/2013 | 07:00


Em comemoração ao Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade, o Hospital da Mulher de Santo André foi palco de encontro com cerca de 50 mães de bebês que nasceram antes de 37 semanas de gestação. Além de acompanhar palestra sobre a importância do Método Canguru – estratégia que incentiva o aleitamento materno e ajuda a diminuir a mortalidade infantil – as mulheres puderam trocar experiências e celebrar a superação dos recém-nascidos em busca da vida.

O nascimento de bebês de forma prematura ainda é tido como um problema sério, podendo ser responsável pela morte neonatal ou sequelas como surdez, cegueira, deficiência mental e problemas pulmonares em alguns casos, explica o diretor técnico do hospital, Gilberto Palma. Segundo ele, apenas 5% dos 350 partos registrados mensalmente no Hospital da Mulher são prematuros. “Apesar de não ser um índice alto, temos uma luta diária para reduzir ainda mais”, destaca.

Palma afirma ainda que a prematuridade ocorre, em sua maioria, devido a assistência pré-natal inadequada. “Quando há acompanhamento, conseguimos identificar problemas que também podem interferir no nascimento antes do prazo, como doenças maternas (diabetes e pressão alta, por exemplo) ou fetais em tempo de prevenir”, diz.

A pediatra Sueli Bispo de Souza esclarece que o Método Canguru é uma das formas de ajudar a diminuir sequelas. “Ao colocar o bebê em contato com a pele da mãe, do pai ou de um familiar, temos o desenvolvimento do laço afetivo. Além disso, eles ganham peso mais rápido”, comenta.

A técnica nasceu na década de 1970, na Colômbia, como forma de solucionar o problema de falta de incubadoras. “Foi constatado que os bebês que ficavam em contato com as mães se desenvolviam mais rápido e de maneira mais saudável do que os que estavam nas incubadoras”, explica Sueli. A medida é estratégia do SUS (Sistema Único de Saúde) desde 2000.

Para a recepcionista Janaina Jessica Santos, 24 anos, a técnica foi fundamental para o desenvolvimento do filho, o pequeno Gustavo, 3 meses. Ele nasceu com 32 semanas de gestação, pesando apenas 900 gramas, após a mãe ter desenvolvido pressão alta durante a gravidez. “Se não fosse o pré-natal, não teria descoberto o problema e poderia ter sido pior”, revela a mamãe de primeira viagem.

Um mês após a alta médica, mãe e filho ainda se recuperam do período traumático. “Mãe de prematuro é muito mais preocupada. Ainda hoje ele prefere ficar na posição do Método Canguru e só para de chorar assim.”

 

Mãe comemora superação de filha que nasceu com 24 cm

Ao olhar para o passado, a pedagoga Silvana Maria da Silva, 38 anos, se sente mais forte. Isso porque há oito anos, sua terceira gestação terminou com 21 semanas. “Estava grávida de gêmeos, a bolsa rompeu com 12 semanas e eles nasceram com três meses. Infelizmente o menino morreu e fiquei só com a menina”, diz, ao se referir à pequena Vitória, hoje com 8 anos.

Quando nasceu, a bebezinha media 24 centímetros e pesava apenas 590 gramas. “Conseguia segurar ela com uma mão”, lembra Silvana.

Segundo a mãe, o prematuro é um diamante que merece muito cuidado, mas demonstra ser guerreiro ao lutar pela vida. “Ela mudou minha visão de mundo, voltei a estudar e me formei”, destaca Silvana, que parou de trabalhar para cuidar integralmente da filha, que é deficiente auditiva. 

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