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Região atende 33% da demanda por creche

Em compensação, pesquisa aponta que 97% dos alunos entre 4 e 5 anos estão na escola


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

14/11/2013 | 07:00


As prefeituras do Grande ABC atendem apenas 33,07% das crianças com idade entre zero e 3 anos em creche. Estudo divulgado pela Fundação Seade, ontem, mostra que 90 mil moradores das sete cidades nesta idade estavam fora dos bancos escolares em 2012. No Estado, o índice de atendimento é de 37,3% – 780 mil ainda não têm acesso à creche.

Os dados são resultado de cruzamento entre as matrículas do Censo Escolar do MEC (Ministério da Educação) e o número de moradores dos municípios. Segundo o assessor técnico da Fundação Seade, Rafael Camelo, as cidades da Região Metropolitana são as que mais apresentam dificuldade de atendimento da demanda de creche, tendo em vista sua extensão territorial e problemas sociais observados.

De acordo com o estudo, entre as sete cidades, a maior cobertura de atendimento em creche está em São Caetano (60,9%). A cidade é seguida por São Bernardo (39,5%), Ribeirão Pires (36,8%), Santo André (35,2%), Diadema (23,7%), Mauá (22,2%) e Rio Grande da Serra (17,9%).

Os números diferem dos divulgados pelas administrações, tendo em vista que nem todos os responsáveis por crianças com até 3 anos demandam vagas em creches, já que a escolaridade não é obrigatória e a fila de espera é calculada a partir da procura. Outro ponto que deve ser destacado é a existência de escolas privadas, explica a coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) Educação do Consórcio Intermunicipal do ABC, Ana Lúcia Sanches.

Com base nas informações repassadas pelas prefeituras ao Diário em janeiro, o deficit de creche na região é de 12,8 mil crianças – número 17% menor que o registrado um ano antes. Ainda assim, Camelo acredita que o estudo pode ser usado como ferramenta para gestores municipais terem o cenário de quantas crianças são atendidas e quantas ainda estão de fora. Ana Lúcia destaca ainda o compromisso proposto pelo Plano Nacional de Educação que determina atendimento de 50% das crianças de 0 a 3 anos até 2020.

PRÉ-ESCOLA

Até 2016, todos os alunos com 4 e 5 anos devem ser atendidos pelas prefeituras. Na região, o índice era de 97,22% em 2012, maior que o do Estado – 96,6%. 



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Região atende 33% da demanda por creche

Em compensação, pesquisa aponta que 97% dos alunos entre 4 e 5 anos estão na escola

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

14/11/2013 | 07:00


As prefeituras do Grande ABC atendem apenas 33,07% das crianças com idade entre zero e 3 anos em creche. Estudo divulgado pela Fundação Seade, ontem, mostra que 90 mil moradores das sete cidades nesta idade estavam fora dos bancos escolares em 2012. No Estado, o índice de atendimento é de 37,3% – 780 mil ainda não têm acesso à creche.

Os dados são resultado de cruzamento entre as matrículas do Censo Escolar do MEC (Ministério da Educação) e o número de moradores dos municípios. Segundo o assessor técnico da Fundação Seade, Rafael Camelo, as cidades da Região Metropolitana são as que mais apresentam dificuldade de atendimento da demanda de creche, tendo em vista sua extensão territorial e problemas sociais observados.

De acordo com o estudo, entre as sete cidades, a maior cobertura de atendimento em creche está em São Caetano (60,9%). A cidade é seguida por São Bernardo (39,5%), Ribeirão Pires (36,8%), Santo André (35,2%), Diadema (23,7%), Mauá (22,2%) e Rio Grande da Serra (17,9%).

Os números diferem dos divulgados pelas administrações, tendo em vista que nem todos os responsáveis por crianças com até 3 anos demandam vagas em creches, já que a escolaridade não é obrigatória e a fila de espera é calculada a partir da procura. Outro ponto que deve ser destacado é a existência de escolas privadas, explica a coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) Educação do Consórcio Intermunicipal do ABC, Ana Lúcia Sanches.

Com base nas informações repassadas pelas prefeituras ao Diário em janeiro, o deficit de creche na região é de 12,8 mil crianças – número 17% menor que o registrado um ano antes. Ainda assim, Camelo acredita que o estudo pode ser usado como ferramenta para gestores municipais terem o cenário de quantas crianças são atendidas e quantas ainda estão de fora. Ana Lúcia destaca ainda o compromisso proposto pelo Plano Nacional de Educação que determina atendimento de 50% das crianças de 0 a 3 anos até 2020.

PRÉ-ESCOLA

Até 2016, todos os alunos com 4 e 5 anos devem ser atendidos pelas prefeituras. Na região, o índice era de 97,22% em 2012, maior que o do Estado – 96,6%. 

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