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Alunos da Escola Livre de Teatro seguem com reivindicações

Dificuldade de diálogo com administração e atrasos salariais continuam em pauta


Daniele Urbano

14/11/2013 | 07:00


O embate entre a ELT (Escola Livre de Teatro) e a Prefeitura de Santo André tem um novo capítulo na próxima semana. Aprendizes marcaram manifestação para o dia 19, insatisfeitos com os rumos que o projeto tem tomado.

Em setembro, a escola foi fechada por um dia para vistoria técnica, mas os alunos não foram avisados. O fato desencadeou protestos dos aprendizes, que alegavam ainda dificuldade de diálogo com a administração e atraso nos salários dos mestres, entre outros problemas.

Em reunião no início de outubro com o prefeito Carlos Grana (PT), ficou decidido que a diretora Silvia Costa ficaria responsável pelas conversas com o corpo discente para melhorar as condições da escola e garantir a permanência do projeto pedagógico original, que tem formado profissionais da arte dramatúrgica desde 1990, ano de sua criação. Mas, segundo os aprendizes ouvidos pelo Diário, o debate segue truncado.

O secretário de Gabinete, Tiago Nogueira, reiterou que a Prefeitura tem mantido as negociações. “Existe sim um diálogo, temos nos esforçado para manter uma boa relação com eles. A diretora de Cultura, Silvia Costa, tem feito reuniões permanentementes para tentar amenizar essa situação”, afirma Nogueira.

Em relação à falta de pagamento dos mestres, que, segundo os aprendizes, chegava a três meses, o secretário de Gabinete afirma que há um problema de caixa na Prefeitura que afeta a todos os setores. Nogueira afirma ainda que apenas os salários de outubro encontram-se em atraso.

RESISTÊNCIA

Desde segunda-feira, artistas da região e de São Paulo têm apoiado os aprendizes com a participação na Semana de Resistência, série de atividades gratuitas que serve como preparação para a manifestação do dia 19, marcada no Paço Municipal. A programação, composta por peças, shows e debates, vai até amanhã, sempre às 20h30, no Teatro Conchita de Moraes (Praça Rui Barbosa, 12), sede da ELT.

Segundo o aprendiz Vinícius Vilas Boas, o teatro é a base do movimento, mas não há serviço dos funcionários. “Estamos usando o espaço, porque eles não iriam nos barrar novamente, mas mal temos iluminação para as apresentações, estamos nos virando como dá”, diz. 



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Alunos da Escola Livre de Teatro seguem com reivindicações

Dificuldade de diálogo com administração e atrasos salariais continuam em pauta

Daniele Urbano

14/11/2013 | 07:00


O embate entre a ELT (Escola Livre de Teatro) e a Prefeitura de Santo André tem um novo capítulo na próxima semana. Aprendizes marcaram manifestação para o dia 19, insatisfeitos com os rumos que o projeto tem tomado.

Em setembro, a escola foi fechada por um dia para vistoria técnica, mas os alunos não foram avisados. O fato desencadeou protestos dos aprendizes, que alegavam ainda dificuldade de diálogo com a administração e atraso nos salários dos mestres, entre outros problemas.

Em reunião no início de outubro com o prefeito Carlos Grana (PT), ficou decidido que a diretora Silvia Costa ficaria responsável pelas conversas com o corpo discente para melhorar as condições da escola e garantir a permanência do projeto pedagógico original, que tem formado profissionais da arte dramatúrgica desde 1990, ano de sua criação. Mas, segundo os aprendizes ouvidos pelo Diário, o debate segue truncado.

O secretário de Gabinete, Tiago Nogueira, reiterou que a Prefeitura tem mantido as negociações. “Existe sim um diálogo, temos nos esforçado para manter uma boa relação com eles. A diretora de Cultura, Silvia Costa, tem feito reuniões permanentementes para tentar amenizar essa situação”, afirma Nogueira.

Em relação à falta de pagamento dos mestres, que, segundo os aprendizes, chegava a três meses, o secretário de Gabinete afirma que há um problema de caixa na Prefeitura que afeta a todos os setores. Nogueira afirma ainda que apenas os salários de outubro encontram-se em atraso.

RESISTÊNCIA

Desde segunda-feira, artistas da região e de São Paulo têm apoiado os aprendizes com a participação na Semana de Resistência, série de atividades gratuitas que serve como preparação para a manifestação do dia 19, marcada no Paço Municipal. A programação, composta por peças, shows e debates, vai até amanhã, sempre às 20h30, no Teatro Conchita de Moraes (Praça Rui Barbosa, 12), sede da ELT.

Segundo o aprendiz Vinícius Vilas Boas, o teatro é a base do movimento, mas não há serviço dos funcionários. “Estamos usando o espaço, porque eles não iriam nos barrar novamente, mas mal temos iluminação para as apresentações, estamos nos virando como dá”, diz. 

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