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Direção do HM de Diadema cogita alocar pediatras em PS

Médicos criticam chefia do complexo hospitalar, que trocará jornada e pretende transferir profissionais


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

07/11/2013 | 07:00


A equipe de plantonistas do setor de pediatria do Hospital Municipal de Diadema, localizado no bairro Piraporinha, manifestou por carta críticas à atual direção do complexo hospitalar por alterações no regime de trabalho, pela ausência de previsão para reabertura da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica – fechada desde abril – e pela possibilidade de transferência de especialistas para o Pronto-Socorro Central, localizado no Quarteirão da Saúde.

Em comunicado, médicos contestam principalmente a política da diretora do hospital, Sylvia Maria Moreira, em relação à jornada no equipamento. A carta relata que a Secretaria de Saúde do município, chefiada pelo ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB), cogita reestruturação no quadro médico, transferindo especialistas para atuar na linha de frente do pronto-socorro pela ausência de clínicos gerais no sistema.

A nova metodologia exige o fim da jornada de 20 horas semanais, forçando servidores enquadrados neste período a alterarem atuação para regime de 12 horas ou 24 horas por semana. Funcionários com plantões de seis horas terão de cumprir 12 horas mínimas, independentemente se eles trabalham em outras unidades.

Sylvia Moreira, segundo relato de médicos, extinguiu o rodízio de plantão no fim de semana para contratação de profissionais – desde o início dos anos 1970 foram exonerados da rede pública. Até o fim do ano passado, profissionais promoviam rodízio de fim de semana como forma de não descobrir atendimento de sábado, domingo e feriados.

De acordo com a equipe de plantonistas, essas medidas, aliadas ao alto número de demissões de médicos e à falta de previsão de admissões de servidores, criam clima de instabilidade dentro do maior hospital público da cidade. Profissionais disseram que, sem trabalhadores suficientes, a internação no setor de pediatria passou a ser mais seletiva, criando “cenário de instabilidade” e “conturbando” relação entre o departamento e o pronto-socorro municipal.

“Fica clara a tentativa de gradualmente desativar a unidade de pediatria do Hospital Municipal de Diadema, primeiro restringindo sua demanda, seguindo-se com a saturação dos plantonistas, sujeitando-os a condições tensas de trabalho, submetendo-os a intransigências, dificultando o cumprimento de sua carga horária, assim como o andamento do serviço, que funcionara bem, dentro de suas limitações, nos últimos anos”, opinou a equipe, em comunicado.

A Prefeitura informou, por nota, que não recebeu manifesto da equipe de plantonistas do Hospital Municipal. Afirmou também não haver prazo para reabertura da UTI pediátrica do complexo.



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Direção do HM de Diadema cogita alocar pediatras em PS

Médicos criticam chefia do complexo hospitalar, que trocará jornada e pretende transferir profissionais

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

07/11/2013 | 07:00


A equipe de plantonistas do setor de pediatria do Hospital Municipal de Diadema, localizado no bairro Piraporinha, manifestou por carta críticas à atual direção do complexo hospitalar por alterações no regime de trabalho, pela ausência de previsão para reabertura da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica – fechada desde abril – e pela possibilidade de transferência de especialistas para o Pronto-Socorro Central, localizado no Quarteirão da Saúde.

Em comunicado, médicos contestam principalmente a política da diretora do hospital, Sylvia Maria Moreira, em relação à jornada no equipamento. A carta relata que a Secretaria de Saúde do município, chefiada pelo ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB), cogita reestruturação no quadro médico, transferindo especialistas para atuar na linha de frente do pronto-socorro pela ausência de clínicos gerais no sistema.

A nova metodologia exige o fim da jornada de 20 horas semanais, forçando servidores enquadrados neste período a alterarem atuação para regime de 12 horas ou 24 horas por semana. Funcionários com plantões de seis horas terão de cumprir 12 horas mínimas, independentemente se eles trabalham em outras unidades.

Sylvia Moreira, segundo relato de médicos, extinguiu o rodízio de plantão no fim de semana para contratação de profissionais – desde o início dos anos 1970 foram exonerados da rede pública. Até o fim do ano passado, profissionais promoviam rodízio de fim de semana como forma de não descobrir atendimento de sábado, domingo e feriados.

De acordo com a equipe de plantonistas, essas medidas, aliadas ao alto número de demissões de médicos e à falta de previsão de admissões de servidores, criam clima de instabilidade dentro do maior hospital público da cidade. Profissionais disseram que, sem trabalhadores suficientes, a internação no setor de pediatria passou a ser mais seletiva, criando “cenário de instabilidade” e “conturbando” relação entre o departamento e o pronto-socorro municipal.

“Fica clara a tentativa de gradualmente desativar a unidade de pediatria do Hospital Municipal de Diadema, primeiro restringindo sua demanda, seguindo-se com a saturação dos plantonistas, sujeitando-os a condições tensas de trabalho, submetendo-os a intransigências, dificultando o cumprimento de sua carga horária, assim como o andamento do serviço, que funcionara bem, dentro de suas limitações, nos últimos anos”, opinou a equipe, em comunicado.

A Prefeitura informou, por nota, que não recebeu manifesto da equipe de plantonistas do Hospital Municipal. Afirmou também não haver prazo para reabertura da UTI pediátrica do complexo.

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