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Lista da Máfia do Asfalto tem nome de Paulo Eugenio

Planilha cita mesma designação do secretário de Mobilidade Urbana de Mauá


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

07/11/2013 | 07:00


Mauá pode estar novamente na rota da Máfia do Asfalto. A lista com supostos pagamentos de propina encontrada no computador do empresário Olívio Scamatti, apontado como chefe da quadrilha, possui apontamentos que envolvem R$ 85 mil para uma pessoa chamada Paulo Eugenio.

Coincidentemente, é o mesmo nome do atual secretário de Mobilidade Urbana da cidade, Paulo Eugenio Pereira Júnior (PT). Quando a Scamatti & Seller prestou serviços de recapeamento asfáltico em Mauá – entre novembro de 2011 e março de 2012 –, o petista era vice-prefeito e titular da Pasta de Saúde. Ele era um dos principais articuladores do governo. A empresa foi subcontratada pela Petrobras para realizar recuperação de 60 quilômetros de asfalto nas vias na cidade.

O nome Paulo Eugenio aparece três vezes. Uma delas, em agosto, num depósito de R$ 35 mil (veja fac-símile ao lado). No documento, porém, há indícios de devolução do montante. As outras duas citações aparecem do lado direito da coluna, a qual, segundo o Ministério Público, refere-se ao responsável pelo pagamento da propina e o tipo de transação.

As movimentações teriam sido feitas a favor da empresa Locamotor, em julho de 2011. Foram dois depósitos: o primeiro de R$ 30 mil no dia 12; e depois um de R$ 20 mil, dia 21.

Paulo Eugenio negou que esteja envolvido no caso, alegando que existem muitas pessoas com seu nome. “Deve ser outra pessoa. Existe até um vereador de Caçapava que tem o mesmo nome que eu. Eu era secretário de Saúde na época que a Scamatti estava na cidade. Eu não tinha nada a ver”, discorreu.

O secretário se referiu ao ex-vereador Paulo Eugenio Raimundo Ferraz (sem partido, 2009- 2012). O presidente do PRP na cidade, parlamentar Reginaldo Sena, negou que seu colega esteja envolvido na máfia. “O Paulo é um caipira, nunca iria se meter numa situação dessa. Posso garantir que ele não tem nada a ver. O PRP também não”, declarou o comandante da sigla em Caçapava.

O ex-parlamentar não foi encontrado pela equipe do Diário para comentar o assunto. Sena afirmou que ele se desfiliou e se afastou da política, após não conseguir sua reeleição – ele obteve 464 sufrágios em 2012.

Desde a semana passada, o Diário tem publicado supostos envolvimentos de políticos mauaenses na Máfia do Asfalto. O grupo Scamatti é acusado de fraudar licitações com recursos oriundos de emendas parlamentares. O Diário teve acesso aos documentos que compõem a investigação do MP.

O prefeito Donisete Braga (PT) teria recebido R$ 125 mil de propina ao encaminhar aporte para Jales, quando ainda era deputado estadual. Os dados foram encontrados no pen drive de Ilson Donizete Dominical, contador da empresa. O vice-prefeito e secretário de Habitação, Helcio Silva (PT), aparece na relação de Olívio. Segundo a planilha, o petista teria recebido R$ 40 mil. Existem outras três transferências na ordem de R$ 20 mil cada para uma pessoa com nome de Helcio, mas sem sobrenome ou referência da cidade. Na época, o petista era chefe da Pasta de Obras. O prefeito e o vice negam envolvimento.



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Lista da Máfia do Asfalto tem nome de Paulo Eugenio

Planilha cita mesma designação do secretário de Mobilidade Urbana de Mauá

Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

07/11/2013 | 07:00


Mauá pode estar novamente na rota da Máfia do Asfalto. A lista com supostos pagamentos de propina encontrada no computador do empresário Olívio Scamatti, apontado como chefe da quadrilha, possui apontamentos que envolvem R$ 85 mil para uma pessoa chamada Paulo Eugenio.

Coincidentemente, é o mesmo nome do atual secretário de Mobilidade Urbana da cidade, Paulo Eugenio Pereira Júnior (PT). Quando a Scamatti & Seller prestou serviços de recapeamento asfáltico em Mauá – entre novembro de 2011 e março de 2012 –, o petista era vice-prefeito e titular da Pasta de Saúde. Ele era um dos principais articuladores do governo. A empresa foi subcontratada pela Petrobras para realizar recuperação de 60 quilômetros de asfalto nas vias na cidade.

O nome Paulo Eugenio aparece três vezes. Uma delas, em agosto, num depósito de R$ 35 mil (veja fac-símile ao lado). No documento, porém, há indícios de devolução do montante. As outras duas citações aparecem do lado direito da coluna, a qual, segundo o Ministério Público, refere-se ao responsável pelo pagamento da propina e o tipo de transação.

As movimentações teriam sido feitas a favor da empresa Locamotor, em julho de 2011. Foram dois depósitos: o primeiro de R$ 30 mil no dia 12; e depois um de R$ 20 mil, dia 21.

Paulo Eugenio negou que esteja envolvido no caso, alegando que existem muitas pessoas com seu nome. “Deve ser outra pessoa. Existe até um vereador de Caçapava que tem o mesmo nome que eu. Eu era secretário de Saúde na época que a Scamatti estava na cidade. Eu não tinha nada a ver”, discorreu.

O secretário se referiu ao ex-vereador Paulo Eugenio Raimundo Ferraz (sem partido, 2009- 2012). O presidente do PRP na cidade, parlamentar Reginaldo Sena, negou que seu colega esteja envolvido na máfia. “O Paulo é um caipira, nunca iria se meter numa situação dessa. Posso garantir que ele não tem nada a ver. O PRP também não”, declarou o comandante da sigla em Caçapava.

O ex-parlamentar não foi encontrado pela equipe do Diário para comentar o assunto. Sena afirmou que ele se desfiliou e se afastou da política, após não conseguir sua reeleição – ele obteve 464 sufrágios em 2012.

Desde a semana passada, o Diário tem publicado supostos envolvimentos de políticos mauaenses na Máfia do Asfalto. O grupo Scamatti é acusado de fraudar licitações com recursos oriundos de emendas parlamentares. O Diário teve acesso aos documentos que compõem a investigação do MP.

O prefeito Donisete Braga (PT) teria recebido R$ 125 mil de propina ao encaminhar aporte para Jales, quando ainda era deputado estadual. Os dados foram encontrados no pen drive de Ilson Donizete Dominical, contador da empresa. O vice-prefeito e secretário de Habitação, Helcio Silva (PT), aparece na relação de Olívio. Segundo a planilha, o petista teria recebido R$ 40 mil. Existem outras três transferências na ordem de R$ 20 mil cada para uma pessoa com nome de Helcio, mas sem sobrenome ou referência da cidade. Na época, o petista era chefe da Pasta de Obras. O prefeito e o vice negam envolvimento.

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