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Indústria está insatisfeita com a falta de incentivos

Setor aproveita simpósio para criticar restrição ao crédito e alta carga tributária


Pedro Souza
do Diário

04/10/2013 | 07:00


 Falta de políticas públicas para estimular as micro, pequenas e médias indústrias. Esta foi a principal crítica do setor durante o 1º Simpósio da Indústria e Suas Perspectivas na Cidade de Santo André, realizado ontem, no Centro de Formação de Professores Clarice Lispector.

“Não existe incentivo algum para as pequenas empresas”, disse o diretor executivo da Sigma Sport Car, pequena montadora de Santo André, Luiz Rodrigues da Silva.

“Temos que achar o caminho correto para manter as empresas, melhorar a qualidade e gerar emprego e renda”, completou o presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Evenson Robles Dotto. Ele enfatizou que a questão principal é traçar um cenário para manter as 13 mil companhias da cidade e utilizar, ao máximo, a produção de conhecimento das 83 universidades do Grande ABC.

O presidente do Sindicato dos Químicos do Grande ABC, Paulo Lage, também deixou clara a sua preocupação. “É necessário olhar com atenção a indústria química, que é responsável por 30% da arrecadação municipal.” Para ele, as micro e pequenas indústrias são as que mais necessitam de atenção, principalmente no que diz respeito ao custo de manter as plantas na região. “É muito caro. É necessário rever essa situação.”

Os três participaram da abertura do evento juntos com o diretor do escritório regional de Santo André do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Emanuel Teixeira, que deixou vários recados. “Temos que aproveitar esse evento para fazer uma reflexão, e não esquecer disso no dia de amanhã”, destacou.

Teixeira disparou críticas sobre a situação imposta, principalmente para os fornecedores dos sistemistas da cadeia automotiva da região. Ele explicou que esses empresários sofrem por estarem reféns de um complexo sistema que exige qualidade tecnológica na produção, para não perder a competição contra os importados que, por sinal, chegam muito mais baratos do que os itens de fabricação local. E, desta maneira, “eles ficam reféns dos processos, não têm força para negociar e acabam diminuindo suas rentabilidades”.

Além disso, o diretor do Ciesp pontuou vários outros fatores que acabam obstruindo o caminho das micro e pequenas indústrias da região. “Isso sem falar da altíssima carga tributária, os altos custos de logística, do dinheiro, o câmbio desfavorável, a dificuldade de acesso à tecnologia”, acrescentando ainda as dificuldades enfrentadas para ter acesso ao crédito. “Aos bancos de fomento que aqui estão presentes, o dinheiro precisa chegar para quem precisa, e não para quem já tem dinheiro. De nada adianta emprestar só para quem precisa de capital de giro”, enfatizou Teixeira, sobre a restrição aos empréstimos que os micro e pequenos empresários da região enfrentam.

Ele encerrou seu discurso lembrando que problemas macroeconômicos não serão resolvidos em âmbito municipal. “Mas é um momento para reflexão e levar para frente essa discussão.” Representantes do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) estiveram presentes no evento.



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Indústria está insatisfeita com a falta de incentivos

Setor aproveita simpósio para criticar restrição ao crédito e alta carga tributária

Pedro Souza
do Diário

04/10/2013 | 07:00


 Falta de políticas públicas para estimular as micro, pequenas e médias indústrias. Esta foi a principal crítica do setor durante o 1º Simpósio da Indústria e Suas Perspectivas na Cidade de Santo André, realizado ontem, no Centro de Formação de Professores Clarice Lispector.

“Não existe incentivo algum para as pequenas empresas”, disse o diretor executivo da Sigma Sport Car, pequena montadora de Santo André, Luiz Rodrigues da Silva.

“Temos que achar o caminho correto para manter as empresas, melhorar a qualidade e gerar emprego e renda”, completou o presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Evenson Robles Dotto. Ele enfatizou que a questão principal é traçar um cenário para manter as 13 mil companhias da cidade e utilizar, ao máximo, a produção de conhecimento das 83 universidades do Grande ABC.

O presidente do Sindicato dos Químicos do Grande ABC, Paulo Lage, também deixou clara a sua preocupação. “É necessário olhar com atenção a indústria química, que é responsável por 30% da arrecadação municipal.” Para ele, as micro e pequenas indústrias são as que mais necessitam de atenção, principalmente no que diz respeito ao custo de manter as plantas na região. “É muito caro. É necessário rever essa situação.”

Os três participaram da abertura do evento juntos com o diretor do escritório regional de Santo André do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Emanuel Teixeira, que deixou vários recados. “Temos que aproveitar esse evento para fazer uma reflexão, e não esquecer disso no dia de amanhã”, destacou.

Teixeira disparou críticas sobre a situação imposta, principalmente para os fornecedores dos sistemistas da cadeia automotiva da região. Ele explicou que esses empresários sofrem por estarem reféns de um complexo sistema que exige qualidade tecnológica na produção, para não perder a competição contra os importados que, por sinal, chegam muito mais baratos do que os itens de fabricação local. E, desta maneira, “eles ficam reféns dos processos, não têm força para negociar e acabam diminuindo suas rentabilidades”.

Além disso, o diretor do Ciesp pontuou vários outros fatores que acabam obstruindo o caminho das micro e pequenas indústrias da região. “Isso sem falar da altíssima carga tributária, os altos custos de logística, do dinheiro, o câmbio desfavorável, a dificuldade de acesso à tecnologia”, acrescentando ainda as dificuldades enfrentadas para ter acesso ao crédito. “Aos bancos de fomento que aqui estão presentes, o dinheiro precisa chegar para quem precisa, e não para quem já tem dinheiro. De nada adianta emprestar só para quem precisa de capital de giro”, enfatizou Teixeira, sobre a restrição aos empréstimos que os micro e pequenos empresários da região enfrentam.

Ele encerrou seu discurso lembrando que problemas macroeconômicos não serão resolvidos em âmbito municipal. “Mas é um momento para reflexão e levar para frente essa discussão.” Representantes do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) estiveram presentes no evento.

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