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Pra não dizer que não falei de flores

Há necessidade de se abrir exceção e elogiar a CBF por adiar o clássico entre Santos e Corinthians, marcado para o fim de semana


Especial para o Diário

14/06/2011 | 00:00


Não me lembro quando foi a última vez que elogiei um cartola. Essa gente faz tanta asneira que o normal é criticar.

Há necessidade de se abrir exceção e elogiar a CBF por adiar o clássico entre Santos e Corinthians, marcado para o fim de semana, pela quinta rodada do Brasileiro. A partida estava programada entre as duas datas da final da Copa Libertadores.

O Santos está inteiramente focado na decisão e não pode mesmo pensar em outra coisa. Como o título é importante para o clube e para o futebol nacional, o hiato que foi propiciado pela CBF dará refresco para os santistas. Bola dentro!

VAI PRA CIMA

Normal seria o técnico visitante mandar seu time atuar cauteloso e explorar os erros do adversário jogando nos contra-ataques. Mas Muricy Ramalho armou o Santos para fazer exatamente o contrário.

Um time que tem Neymar, Elano e um bom volante como Arouca, que sempre surpreende vindo de trás, não pode se submeter ao adversário, mesmo jogando na casa dele, ou seja, no caldeirão do Estádio Centenário.

Claro que o tradicional palco uruguaio estará lotado e quente de emoção, espantando a baixa temperatura que se espera amanhã em Montevidéu.

O Santos é mais time que o Peñarol e deve impor a sua maior categoria.

SURPRESA

Paulo César Carpegiani voltou demitido de Florianópolis há pouco de mais um mês. A desclassificação na Copa do Brasil e a decepção com o time que estava jogando com o breque de mão puxado provocariam a saída do polêmico treinador, também chamado de professor Pardal.

Não é que Carpegiani seja um neófito no futebol. Ninguém questiona os seus conhecimentos. O problema é que às vezes ele toma algumas decisões, no mínimo, excêntricas, gerando críticas pesadas.

Como a diretoria não encontrou substituto ideal porque Cuca e Dorival Junior não aceitaram o convite são-paulino, Carpegiani continuou no Morumbi.

O técnico fixou alguns garotos como titulares e limpou a área, dispensando alguns come e dorme que não estavam somando nada.

Wellington, Casemiro e Marlos foram prestigiados. Fernandão, Júnior Cesar e Cléber Santana foram embora. E o São Paulo faz a melhor campanha em início de Brasileiros, desde 1971. São quatro jogos e quatro vitórias. Aproveitamento de 100% e a liderança indiscutível do campeonato. Bambambã!

Márcio Bernardes é âncora da rede Transamérica de Rádio e professor universitário. www.marciobernardes.com.br



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Pra não dizer que não falei de flores

Há necessidade de se abrir exceção e elogiar a CBF por adiar o clássico entre Santos e Corinthians, marcado para o fim de semana

Especial para o Diário

14/06/2011 | 00:00


Não me lembro quando foi a última vez que elogiei um cartola. Essa gente faz tanta asneira que o normal é criticar.

Há necessidade de se abrir exceção e elogiar a CBF por adiar o clássico entre Santos e Corinthians, marcado para o fim de semana, pela quinta rodada do Brasileiro. A partida estava programada entre as duas datas da final da Copa Libertadores.

O Santos está inteiramente focado na decisão e não pode mesmo pensar em outra coisa. Como o título é importante para o clube e para o futebol nacional, o hiato que foi propiciado pela CBF dará refresco para os santistas. Bola dentro!

VAI PRA CIMA

Normal seria o técnico visitante mandar seu time atuar cauteloso e explorar os erros do adversário jogando nos contra-ataques. Mas Muricy Ramalho armou o Santos para fazer exatamente o contrário.

Um time que tem Neymar, Elano e um bom volante como Arouca, que sempre surpreende vindo de trás, não pode se submeter ao adversário, mesmo jogando na casa dele, ou seja, no caldeirão do Estádio Centenário.

Claro que o tradicional palco uruguaio estará lotado e quente de emoção, espantando a baixa temperatura que se espera amanhã em Montevidéu.

O Santos é mais time que o Peñarol e deve impor a sua maior categoria.

SURPRESA

Paulo César Carpegiani voltou demitido de Florianópolis há pouco de mais um mês. A desclassificação na Copa do Brasil e a decepção com o time que estava jogando com o breque de mão puxado provocariam a saída do polêmico treinador, também chamado de professor Pardal.

Não é que Carpegiani seja um neófito no futebol. Ninguém questiona os seus conhecimentos. O problema é que às vezes ele toma algumas decisões, no mínimo, excêntricas, gerando críticas pesadas.

Como a diretoria não encontrou substituto ideal porque Cuca e Dorival Junior não aceitaram o convite são-paulino, Carpegiani continuou no Morumbi.

O técnico fixou alguns garotos como titulares e limpou a área, dispensando alguns come e dorme que não estavam somando nada.

Wellington, Casemiro e Marlos foram prestigiados. Fernandão, Júnior Cesar e Cléber Santana foram embora. E o São Paulo faz a melhor campanha em início de Brasileiros, desde 1971. São quatro jogos e quatro vitórias. Aproveitamento de 100% e a liderança indiscutível do campeonato. Bambambã!

Márcio Bernardes é âncora da rede Transamérica de Rádio e professor universitário. www.marciobernardes.com.br

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