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Saneamento preocupa no Cooperativa


Luana Arrais
Especial para o Diário

17/09/2011 | 07:30


Ao lado do Ribeirão do Couros, os moradores da Rua Manoel Messias da Silva, no bairro Cooperativa, em São Bernardo, convivem com esgoto escorrendo a céu aberto e caindo diretamente no córrego. O sistema de tubulações que deveria existir ligando as residências ao sistema de tratamento da Sabesp (Companhia de saneamento básico do Estado de São Paulo) também está irregular. Alguns moradores instalaram canos por conta própria.

"Tivemos que fazer nós mesmos para que a água fosse até a caixa de esgoto", contou Simone Silva, 42 anos, sobre o cano que sai de sua casa. "Pagamos a conta por algo que não temos", disse José Carvalho Filho, 72, que reside na região há 39 anos.

Outro fato que vem irritando os moradores é o trecho da rua à margem do córrego permanecer sem asfalto. Francisco Alves, 66, que reside na área há 34 anos, acrescentou: "Tem muito rato aqui".

Com os problemas se arrastando por mais de três anos, Orlando dos Santos, 46, decidiu procurar a Sabesp, primeiramente pedindo a verificação da existência de ligação de esgoto. "Alegaram que a rede já existe e ignoraram". Santos já fez cerca de cinco reclamações, também à Prefeitura de São Bernardo. "Aqui está tudo irregular e afetando o meio ambiente, isso não é mais um rio, é só esgoto".

Com as chuvas, os dejetos trazem outro problema. Os canos entopem, o que faz com que a água retorne às residências, como na casa de Noemir de Oliveira, 62. "A água entra na minha casa, tive até que colocar uma proteção e construir um muro na entrada".

A Prefeitura de São Bernardo informou que o problema é responsabilidade apenas da Sabesp. A companhia declarou que o líquido que escorre pela rua é proveniente de lavagens de quintais, automóveis, entre outros. E que essas águas, chamadas "águas servidas", deveriam ser encaminhadas para as galerias pluviais, que não existem no local.

A Sabesp explicou, também, que a caixa de esgoto obstruída do córrego será arrumada hoje. O córrego faz parte do Programa Pró Billings, cujas obras serão iniciadas em 2013. Na segunda feira, a companhia promete retornar ao local e, se o problema persistir, irá realizar mais vistorias para detectar a origem.



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Saneamento preocupa no Cooperativa

Luana Arrais
Especial para o Diário

17/09/2011 | 07:30


Ao lado do Ribeirão do Couros, os moradores da Rua Manoel Messias da Silva, no bairro Cooperativa, em São Bernardo, convivem com esgoto escorrendo a céu aberto e caindo diretamente no córrego. O sistema de tubulações que deveria existir ligando as residências ao sistema de tratamento da Sabesp (Companhia de saneamento básico do Estado de São Paulo) também está irregular. Alguns moradores instalaram canos por conta própria.

"Tivemos que fazer nós mesmos para que a água fosse até a caixa de esgoto", contou Simone Silva, 42 anos, sobre o cano que sai de sua casa. "Pagamos a conta por algo que não temos", disse José Carvalho Filho, 72, que reside na região há 39 anos.

Outro fato que vem irritando os moradores é o trecho da rua à margem do córrego permanecer sem asfalto. Francisco Alves, 66, que reside na área há 34 anos, acrescentou: "Tem muito rato aqui".

Com os problemas se arrastando por mais de três anos, Orlando dos Santos, 46, decidiu procurar a Sabesp, primeiramente pedindo a verificação da existência de ligação de esgoto. "Alegaram que a rede já existe e ignoraram". Santos já fez cerca de cinco reclamações, também à Prefeitura de São Bernardo. "Aqui está tudo irregular e afetando o meio ambiente, isso não é mais um rio, é só esgoto".

Com as chuvas, os dejetos trazem outro problema. Os canos entopem, o que faz com que a água retorne às residências, como na casa de Noemir de Oliveira, 62. "A água entra na minha casa, tive até que colocar uma proteção e construir um muro na entrada".

A Prefeitura de São Bernardo informou que o problema é responsabilidade apenas da Sabesp. A companhia declarou que o líquido que escorre pela rua é proveniente de lavagens de quintais, automóveis, entre outros. E que essas águas, chamadas "águas servidas", deveriam ser encaminhadas para as galerias pluviais, que não existem no local.

A Sabesp explicou, também, que a caixa de esgoto obstruída do córrego será arrumada hoje. O córrego faz parte do Programa Pró Billings, cujas obras serão iniciadas em 2013. Na segunda feira, a companhia promete retornar ao local e, se o problema persistir, irá realizar mais vistorias para detectar a origem.

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