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Indústria produz 20% mais cabos


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

28/08/2005 | 08:42


O Programa Luz Para Todos foi o principal responsável pela expansão de 20% na produção de cabos e condutores de alumínio em todo o Estado de São Paulo no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Sindicel (Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não-Ferrosos do Estado de São Paulo). O produto é utilizado para transmissão e distribuição de energia, e a fabricação para o programa representou 25% da produção no período.

O projeto do governo federal pretende universalizar a energia elétrica e levar luz para 12 milhões de residências no país até 2008. A ação foi iniciada no Piauí em 2004 e foi estendida principalmente para as zonas rurais do país.

O Estado de São Paulo abriga quatro grandes indústrias produtoras de cabos e condutores de alumínio - entre as quais a Pirelli Energia, com sede em Santo André, considerada uma das principais fornecedoras do Luz para Todos. Em razão do programa, a Pirelli previa, em maio passado, ampliação de 275% na produção de cabos e condutores de alumínio nos próximos três anos. Para 2005, a expectativa era crescer 25% em faturamento devido à expansão produtiva.

Apesar do incremento registrado pelo setor, a projeção de crescimento na produção foi reduzida de 48% para 30% neste ano. "Isso acontece porque o governo paralisou o repasse de verbas para as concessionárias de energia, já que as instalações não estavam ocorrendo com a mesma velocidade da compra do material. O resultado disso foi que os cabos ficaram parados nos canteiros de obras. É necessário que as instalações retomem o fôlego para que as empreiteiras voltem a encomendar cabos", explicou Sérgio Aredes, presidente do Sindicel.

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Porém, entre os fabricantes de cabos o número de postos de \r\ntrabalho se manteve equivalente ao de 2004. "O setor não contratou porque o \r\naumento da fabricação supriu a ociosidade que tínhamos no setor, tanto de \r\nmão-de-obra quanto de capacidade produtiva", disse Aredes.

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Segundo ele, mesmo com o aumento da demanda, ainda sobrará \r\ncapacidade instalada nas empresas nacionais. "As fábricas do setor têm \r\ncapacidade para produzir e ofertar até 150 mil toneladas de cabos condutores de \r\nalumínio anualmente. A demanda total deve atingir, no máximo, 96 mil toneladas \r\nneste ano."

\r\n

Apesar dos números positivos na indústria em razão do Luz \r\npara Todos, o setor de prestação de serviços ainda não sentiu o reflexo do \r\nprograma, de acordo com o empresário Alexandre Pereira Barboza, proprietário da \r\nEng Cabos, de Ribeirão Pires, uma das dez empresas do Estado que fazem \r\ninstalação de cabos de alta tensão, segundo o Sindicel.

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"Crescemos 70% neste ano na comparação com 2004, mas o \r\nincremento se deve a expansões realizadas em empresas privadas, nada relacionado \r\nao Luz para Todos", disse Barboza. A empresa presta serviços para a Pirelli \r\nEnergia e faz instalações em todo país, segundo o empresário.

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Além de ampliar a produção de cabos e condutores, o Luz Para Todos também elevou o número de empregados nas indústrias que fornecem conectores, painéis, medidores, entre outros itens para transmissão e distribuição de energia, de acordo com a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). Segundo a entidade, em dezembro de 2004 havia 20.200 trabalhadores no setor, passando, em abril de 2005, para 22.500 - uma elevação de 11,3% em apenas quatro meses.

Porém, entre os fabricantes de cabos o número de postos de trabalho se manteve equivalente ao de 2004. "O setor não contratou porque o aumento da fabricação supriu a ociosidade que tínhamos no setor, tanto de mão-de-obra quanto de capacidade produtiva", disse Aredes.

Segundo ele, mesmo com o aumento da demanda, ainda sobrará capacidade instalada nas empresas nacionais. "As fábricas do setor têm capacidade para produzir e ofertar até 150 mil toneladas de cabos condutores de alumínio anualmente. A demanda total deve atingir, no máximo, 96 mil toneladas neste ano."

Apesar dos números positivos na indústria em razão do Luz para Todos, o setor de prestação de serviços ainda não sentiu o reflexo do programa, de acordo com o empresário Alexandre Pereira Barboza, proprietário da Eng Cabos, de Ribeirão Pires, uma das dez empresas do Estado que fazem instalação de cabos de alta tensão, segundo o Sindicel.

"Crescemos 70% neste ano na comparação com 2004, mas o incremento se deve a expansões realizadas em empresas privadas, nada relacionado ao Luz para Todos", disse Barboza. A empresa presta serviços para a Pirelli Energia e faz instalações em todo país, segundo o empresário.



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Indústria produz 20% mais cabos

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

28/08/2005 | 08:42


O Programa Luz Para Todos foi o principal responsável pela expansão de 20% na produção de cabos e condutores de alumínio em todo o Estado de São Paulo no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Sindicel (Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não-Ferrosos do Estado de São Paulo). O produto é utilizado para transmissão e distribuição de energia, e a fabricação para o programa representou 25% da produção no período.

O projeto do governo federal pretende universalizar a energia elétrica e levar luz para 12 milhões de residências no país até 2008. A ação foi iniciada no Piauí em 2004 e foi estendida principalmente para as zonas rurais do país.

O Estado de São Paulo abriga quatro grandes indústrias produtoras de cabos e condutores de alumínio - entre as quais a Pirelli Energia, com sede em Santo André, considerada uma das principais fornecedoras do Luz para Todos. Em razão do programa, a Pirelli previa, em maio passado, ampliação de 275% na produção de cabos e condutores de alumínio nos próximos três anos. Para 2005, a expectativa era crescer 25% em faturamento devido à expansão produtiva.

Apesar do incremento registrado pelo setor, a projeção de crescimento na produção foi reduzida de 48% para 30% neste ano. "Isso acontece porque o governo paralisou o repasse de verbas para as concessionárias de energia, já que as instalações não estavam ocorrendo com a mesma velocidade da compra do material. O resultado disso foi que os cabos ficaram parados nos canteiros de obras. É necessário que as instalações retomem o fôlego para que as empreiteiras voltem a encomendar cabos", explicou Sérgio Aredes, presidente do Sindicel.

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Porém, entre os fabricantes de cabos o número de postos de \r\ntrabalho se manteve equivalente ao de 2004. "O setor não contratou porque o \r\naumento da fabricação supriu a ociosidade que tínhamos no setor, tanto de \r\nmão-de-obra quanto de capacidade produtiva", disse Aredes.

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Segundo ele, mesmo com o aumento da demanda, ainda sobrará \r\ncapacidade instalada nas empresas nacionais. "As fábricas do setor têm \r\ncapacidade para produzir e ofertar até 150 mil toneladas de cabos condutores de \r\nalumínio anualmente. A demanda total deve atingir, no máximo, 96 mil toneladas \r\nneste ano."

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Apesar dos números positivos na indústria em razão do Luz \r\npara Todos, o setor de prestação de serviços ainda não sentiu o reflexo do \r\nprograma, de acordo com o empresário Alexandre Pereira Barboza, proprietário da \r\nEng Cabos, de Ribeirão Pires, uma das dez empresas do Estado que fazem \r\ninstalação de cabos de alta tensão, segundo o Sindicel.

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"Crescemos 70% neste ano na comparação com 2004, mas o \r\nincremento se deve a expansões realizadas em empresas privadas, nada relacionado \r\nao Luz para Todos", disse Barboza. A empresa presta serviços para a Pirelli \r\nEnergia e faz instalações em todo país, segundo o empresário.

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Além de ampliar a produção de cabos e condutores, o Luz Para Todos também elevou o número de empregados nas indústrias que fornecem conectores, painéis, medidores, entre outros itens para transmissão e distribuição de energia, de acordo com a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). Segundo a entidade, em dezembro de 2004 havia 20.200 trabalhadores no setor, passando, em abril de 2005, para 22.500 - uma elevação de 11,3% em apenas quatro meses.

Porém, entre os fabricantes de cabos o número de postos de trabalho se manteve equivalente ao de 2004. "O setor não contratou porque o aumento da fabricação supriu a ociosidade que tínhamos no setor, tanto de mão-de-obra quanto de capacidade produtiva", disse Aredes.

Segundo ele, mesmo com o aumento da demanda, ainda sobrará capacidade instalada nas empresas nacionais. "As fábricas do setor têm capacidade para produzir e ofertar até 150 mil toneladas de cabos condutores de alumínio anualmente. A demanda total deve atingir, no máximo, 96 mil toneladas neste ano."

Apesar dos números positivos na indústria em razão do Luz para Todos, o setor de prestação de serviços ainda não sentiu o reflexo do programa, de acordo com o empresário Alexandre Pereira Barboza, proprietário da Eng Cabos, de Ribeirão Pires, uma das dez empresas do Estado que fazem instalação de cabos de alta tensão, segundo o Sindicel.

"Crescemos 70% neste ano na comparação com 2004, mas o incremento se deve a expansões realizadas em empresas privadas, nada relacionado ao Luz para Todos", disse Barboza. A empresa presta serviços para a Pirelli Energia e faz instalações em todo país, segundo o empresário.

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