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Jair Oliveira lança seu terceiro trabalho


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

07/09/2003 | 16:42


O tempo de ser chamado pelo diminutivo ficou para trás. Foi há um ano e meio, quando essa mudança ocorreu de forma quase forçada, por meio do disco Outro, em cuja capa consta o aviso do “novo” nome: Jair Oliveira. Mas agora a maturidade musical do ex-Jairzinho lhe dá garantias para atender com nome e sobrenome de gente grande. E também lhe oferece lastro suficiente para fazer 3.1 (Trama, R$ 25 em média), o terceiro disco de sua carreira e o trabalho no qual aparece o maior número de convidados.

E se Jair Oliveira ainda não é pleno em sua sabedoria musical, pelo menos ele demonstra seguir com convicção uma bem escolhida direção. Em 3.1, dá contornos mais definidos à mistura que já vinha esboçando nos trabalhos anteriores, e na qual figuram elementos como MPB, black music e uma dose generosa de modernidade.

Trabalhou com recursos dos mais diferentes. Em A Ladeira Leva, faixa que ele cataloga no bloco das mais radiofônicas, são usados trompete, trombone, sax barítono e tenor, baixo, percussão e mais um teclado Rhodes para fazer um samba sofisticado. Com a mesma naturalidade que investe nos recursos eletrônicos em Anjo Guardião, Jair convoca cordas e vibrafone para compor a massa sonora de Sorriso Insistente.

As parcerias também rendem bons frutos. Sobretudo com Tom Zé, que compôs Pacote Pacato com ele, e ainda deixou uma mensagem em sua secretária eletrônica, que virou vinheta. “Aqueles discos que eu te dei... não se sinta na obrigação de gostar. Não se preocupe...”, afirma, em um trecho, o amigo baiano.

Sobre essa última, Jair comenta: “Ele me emprestou um disco da trilha sonora do grupo Corpo, que eu sabia que ia gostar. Mas achei que a mensagem dele é muito importante para as pessoas. É como um sujeito deve pensar ou ouvir música”.

Curiosa, também, foi a maneira como Jair e Otto escreveram Fome Danada. “Eu estava com ele em Lisboa e no caminho do hotel para o show, deu uma fome danada. Compusemos a música no carro”, disse. Otto contribui com sua voz na faixa.

Pertinente é, ainda, a faixa Todo Mundo Famoso, uma crítica bem-humorada à enxurrada de “celebridades” que surgem da noite para o dia. Jair também fez parceria com Arnaldo Antunes em Sozinho Sem Solidão e convocou a dupla Caju & Castanha para a divertida Arrepios, que compôs depois de arrepiar-se com um show de seu pai, Jair Rodrigues.

O pianista e arranjador César Camargo Mariano participa da gravação de Sozinho Sem Solidão e na muito boa Língua Quente, uma música que é um cutucão em quem se incomoda em ouvir falar de amor.



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Jair Oliveira lança seu terceiro trabalho

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

07/09/2003 | 16:42


O tempo de ser chamado pelo diminutivo ficou para trás. Foi há um ano e meio, quando essa mudança ocorreu de forma quase forçada, por meio do disco Outro, em cuja capa consta o aviso do “novo” nome: Jair Oliveira. Mas agora a maturidade musical do ex-Jairzinho lhe dá garantias para atender com nome e sobrenome de gente grande. E também lhe oferece lastro suficiente para fazer 3.1 (Trama, R$ 25 em média), o terceiro disco de sua carreira e o trabalho no qual aparece o maior número de convidados.

E se Jair Oliveira ainda não é pleno em sua sabedoria musical, pelo menos ele demonstra seguir com convicção uma bem escolhida direção. Em 3.1, dá contornos mais definidos à mistura que já vinha esboçando nos trabalhos anteriores, e na qual figuram elementos como MPB, black music e uma dose generosa de modernidade.

Trabalhou com recursos dos mais diferentes. Em A Ladeira Leva, faixa que ele cataloga no bloco das mais radiofônicas, são usados trompete, trombone, sax barítono e tenor, baixo, percussão e mais um teclado Rhodes para fazer um samba sofisticado. Com a mesma naturalidade que investe nos recursos eletrônicos em Anjo Guardião, Jair convoca cordas e vibrafone para compor a massa sonora de Sorriso Insistente.

As parcerias também rendem bons frutos. Sobretudo com Tom Zé, que compôs Pacote Pacato com ele, e ainda deixou uma mensagem em sua secretária eletrônica, que virou vinheta. “Aqueles discos que eu te dei... não se sinta na obrigação de gostar. Não se preocupe...”, afirma, em um trecho, o amigo baiano.

Sobre essa última, Jair comenta: “Ele me emprestou um disco da trilha sonora do grupo Corpo, que eu sabia que ia gostar. Mas achei que a mensagem dele é muito importante para as pessoas. É como um sujeito deve pensar ou ouvir música”.

Curiosa, também, foi a maneira como Jair e Otto escreveram Fome Danada. “Eu estava com ele em Lisboa e no caminho do hotel para o show, deu uma fome danada. Compusemos a música no carro”, disse. Otto contribui com sua voz na faixa.

Pertinente é, ainda, a faixa Todo Mundo Famoso, uma crítica bem-humorada à enxurrada de “celebridades” que surgem da noite para o dia. Jair também fez parceria com Arnaldo Antunes em Sozinho Sem Solidão e convocou a dupla Caju & Castanha para a divertida Arrepios, que compôs depois de arrepiar-se com um show de seu pai, Jair Rodrigues.

O pianista e arranjador César Camargo Mariano participa da gravação de Sozinho Sem Solidão e na muito boa Língua Quente, uma música que é um cutucão em quem se incomoda em ouvir falar de amor.

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