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Adiada audiência de policiais acusados de corrupção


Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

16/05/2012 | 07:00


Foi adiada para sexta-feira a audiência de quatro policiais civis de Santo André acusados de extorquir comerciantes, além de praticar crimes de sequestro, formação de quadrilha, cárcere privado e uso de armamento restrito das Forças Armadas.

Benjamim da Silva Chamorro, Nilton da Paz Silva, José Zanette e Fábio Ramos da Silva passariam em audiência no Fórum da cidade ontem, mas a promotoria resolveu adiar o procedimento após a ausência de parte dos acusados. O nome dos faltantes não foi divulgado. O Ministério Público também pedirá a presença de um assistente para ajudar a elucidar o caso.

O esquema veio à tona novamente após um importador de peças de antiguidades procurar a Corregedoria da Polícia Civil e o MP para relatar que sofria ameaças de morte, em 2010. Os agentes foram presos há dois meses, após o Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado), auxiliado pela Polícia Federal e outros policiais civis, juntar gravações telefônicas que comprovaram as denúncias. Todos, no entanto, respondem em liberdade.

Hoje morando na região graças ao programa de proteção de testemunhas, o comerciante disse que, em 2010, precisou mudar de Estado após parar de pagar a propina de R$ 8.000 mensais aos corruptos. "Cheguei a ser preso, acusado de ser chefe de quadrilha. Eles diziam que sabiam que eu tinha R$ 300 mil no banco. Era mentira. Topei pagar só R$ 100 mil", explicou. O flagrante aconteceu quando o quarteto recebeu o dinheiro no lugar marcado, também no bairro Jardim.

Sem alternativa, o comerciante teve de se esconder, com medo de represálias. "Chegaram a sequestrar a minha irmã e o marido dela para tentar descobrir onde eu estava", disse. Como era dono de lojas na Vila Assunção e em shoppings da região, as quais tinha de visitar constantemente, acabou descoberto e perseguido novamente. "Eu vivo com medo de que possa acontecer algo com a minha família", completou.

O empresário contou que pagava propina aos policiais desde 2005. A história foi revelada pela primeira vez em janeiro de 2008, quando outros comerciantes da cidade denunciaram que eram extorquidos em R$ 1.500 mensais. Os policiais Gilberto Manzutti e Alberto de Aquino, ambos do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) andreense, foram presos em flagrante no Parque Celso Daniel, bairro Jardim, e aguardam audiência.



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Adiada audiência de policiais acusados de corrupção

Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

16/05/2012 | 07:00


Foi adiada para sexta-feira a audiência de quatro policiais civis de Santo André acusados de extorquir comerciantes, além de praticar crimes de sequestro, formação de quadrilha, cárcere privado e uso de armamento restrito das Forças Armadas.

Benjamim da Silva Chamorro, Nilton da Paz Silva, José Zanette e Fábio Ramos da Silva passariam em audiência no Fórum da cidade ontem, mas a promotoria resolveu adiar o procedimento após a ausência de parte dos acusados. O nome dos faltantes não foi divulgado. O Ministério Público também pedirá a presença de um assistente para ajudar a elucidar o caso.

O esquema veio à tona novamente após um importador de peças de antiguidades procurar a Corregedoria da Polícia Civil e o MP para relatar que sofria ameaças de morte, em 2010. Os agentes foram presos há dois meses, após o Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado), auxiliado pela Polícia Federal e outros policiais civis, juntar gravações telefônicas que comprovaram as denúncias. Todos, no entanto, respondem em liberdade.

Hoje morando na região graças ao programa de proteção de testemunhas, o comerciante disse que, em 2010, precisou mudar de Estado após parar de pagar a propina de R$ 8.000 mensais aos corruptos. "Cheguei a ser preso, acusado de ser chefe de quadrilha. Eles diziam que sabiam que eu tinha R$ 300 mil no banco. Era mentira. Topei pagar só R$ 100 mil", explicou. O flagrante aconteceu quando o quarteto recebeu o dinheiro no lugar marcado, também no bairro Jardim.

Sem alternativa, o comerciante teve de se esconder, com medo de represálias. "Chegaram a sequestrar a minha irmã e o marido dela para tentar descobrir onde eu estava", disse. Como era dono de lojas na Vila Assunção e em shoppings da região, as quais tinha de visitar constantemente, acabou descoberto e perseguido novamente. "Eu vivo com medo de que possa acontecer algo com a minha família", completou.

O empresário contou que pagava propina aos policiais desde 2005. A história foi revelada pela primeira vez em janeiro de 2008, quando outros comerciantes da cidade denunciaram que eram extorquidos em R$ 1.500 mensais. Os policiais Gilberto Manzutti e Alberto de Aquino, ambos do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) andreense, foram presos em flagrante no Parque Celso Daniel, bairro Jardim, e aguardam audiência.

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