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Prefeito de Sto.André inaugura cursos para garotas de programa


Danilo Angrimani
Do Diário do Grande ABC

09/06/2003 | 21:12


O prefeito João Avamileno participou segunda-feira, no Espaço de Convivência da Craisa, da cerimônia de abertura dos cursos de alfabetização e profissionalização (cabeleireiro, depilação, maquiagem), que serão ministrados a 15 travestis e oito garotas de programa de Santo André.

As aulas de cabeleireiro começam nesta terça-feira às 13h, na Casa Amarela, um espaço preparado para essa finalidade dentro da Craisa. Avamileno visitou as instalações da Casa Amarela e disse que se trata de um programa de inclusão social. “Elas aprenderão a ganhar a vida de uma outra maneira.”

O travesti M.M., 26 anos, a Scheila Machado, é catarinense e pretende retornar a sua cidade de origem depois que aprender a nova profissão: “Quero abrir o meu próprio salão”. Ela conta que trabalhar na rua se transformou em uma atividade de alto risco, por causa da violência. “Já vi três travestis assassinadas. Amanhã pode ser a minha vez.”

A garota de programa M.A.G., 32 anos, a Michelly, também pretende aprender uma nova profissão para fugir da violência. Em pouco mais de um ano, Michelly foi estuprada e roubada. “Fiquei com um revólver encostado na cabeça e quase morri por causa de um celular.” Ela teve até uma perna quebrada por um agressor.

O travesti R.C.S., a Rafa, 38 anos, formada em Comércio Exterior pelo Imes (Instituto Municipal de Ensino Superior de São Caetano), nunca se prostituiu e será monitora em um curso de alfabetização. “O projeto dá chance ao travesti de sair da rua”, afirma.

A iniciativa da Prefeitura atraiu menos de 10% dos travestis e garotas de programa, que ficam nas ruas de Santo André. Um levantamento da Secretaria de Saúde, feito entre março de 2001 e março de 2002, identificou 300 travestis e mulheres vivendo de prostituição na cidade.

Para o comerciante de frutas e legumes Marcos Ribeiro, 35 anos, que freqüenta diariamente a Craisa, a escolha do lugar foi inadequada. “Aqui só tem carregador, feirante e peãozada ignorante. Quando eles virem os travestis, vão começar a gritar: Gostosa! Gostosa!.”



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Prefeito de Sto.André inaugura cursos para garotas de programa

Danilo Angrimani
Do Diário do Grande ABC

09/06/2003 | 21:12


O prefeito João Avamileno participou segunda-feira, no Espaço de Convivência da Craisa, da cerimônia de abertura dos cursos de alfabetização e profissionalização (cabeleireiro, depilação, maquiagem), que serão ministrados a 15 travestis e oito garotas de programa de Santo André.

As aulas de cabeleireiro começam nesta terça-feira às 13h, na Casa Amarela, um espaço preparado para essa finalidade dentro da Craisa. Avamileno visitou as instalações da Casa Amarela e disse que se trata de um programa de inclusão social. “Elas aprenderão a ganhar a vida de uma outra maneira.”

O travesti M.M., 26 anos, a Scheila Machado, é catarinense e pretende retornar a sua cidade de origem depois que aprender a nova profissão: “Quero abrir o meu próprio salão”. Ela conta que trabalhar na rua se transformou em uma atividade de alto risco, por causa da violência. “Já vi três travestis assassinadas. Amanhã pode ser a minha vez.”

A garota de programa M.A.G., 32 anos, a Michelly, também pretende aprender uma nova profissão para fugir da violência. Em pouco mais de um ano, Michelly foi estuprada e roubada. “Fiquei com um revólver encostado na cabeça e quase morri por causa de um celular.” Ela teve até uma perna quebrada por um agressor.

O travesti R.C.S., a Rafa, 38 anos, formada em Comércio Exterior pelo Imes (Instituto Municipal de Ensino Superior de São Caetano), nunca se prostituiu e será monitora em um curso de alfabetização. “O projeto dá chance ao travesti de sair da rua”, afirma.

A iniciativa da Prefeitura atraiu menos de 10% dos travestis e garotas de programa, que ficam nas ruas de Santo André. Um levantamento da Secretaria de Saúde, feito entre março de 2001 e março de 2002, identificou 300 travestis e mulheres vivendo de prostituição na cidade.

Para o comerciante de frutas e legumes Marcos Ribeiro, 35 anos, que freqüenta diariamente a Craisa, a escolha do lugar foi inadequada. “Aqui só tem carregador, feirante e peãozada ignorante. Quando eles virem os travestis, vão começar a gritar: Gostosa! Gostosa!.”

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